A Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns é uma unidade de conservação federal de uso sustentável localizada no estado do Pará, com território distribuído entre os municípios de Santarém e Aveiro.
Criada com o objetivo de assegurar o uso sustentável dos recursos naturais e proteger os modos de vida das populações tradicionais, a unidade é administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.
Histórico A reserva foi criada por decreto presidencial em 6 de novembro de 1998, no contexto das políticas públicas voltadas à conservação ambiental associada à permanência de populações tradicionais na Amazônia.
A criação da unidade está relacionada à necessidade de ordenar o uso do território frente a pressões sobre os recursos naturais, reconhecendo o papel das comunidades locais na conservação da biodiversidade.
Caracterização A Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns possui área superior a 670 mil hectares e está situada entre os rios Tapajós e Arapiuns.
O território é composto por extensas áreas de floresta amazônica, ambientes aquáticos e zonas de transição, abrigando elevada diversidade biológica.
População e uso do território A unidade é habitada por cerca de 18 mil pessoas, distribuídas em 98 comunidades ribeirinhas e aldeias indígenas.
As principais atividades desenvolvidas incluem:
pesca artesanal agricultura familiar extrativismo vegetal turismo de base comunitária
O uso dos recursos naturais é regulado por instrumentos de gestão da unidade, como o Plano de Manejo, visando a sustentabilidade ambiental e a manutenção dos modos de vida locais.
Gestão e governança A gestão da reserva é realizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, com participação das comunidades locais por meio de instâncias como conselhos deliberativos.
A unidade também se insere em processos de articulação com organizações comunitárias e outras instituições públicas e privadas.
Pesquisa científica A reserva é área de interesse para pesquisas nas áreas de biodiversidade, ecologia, uso sustentável de recursos naturais e conhecimentos tradicionais.
A realização de pesquisas depende de autorização prévia por meio do Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade (SISBIO), além de articulação com a gestão da unidade e comunidades envolvidas.
Turismo de base comunitária A Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns apresenta potencial para turismo de base comunitária, com iniciativas que buscam conciliar visitação com geração de renda e valorização cultural.
As atividades são geralmente organizadas pelas próprias comunidades, com foco em práticas sustentáveis.
Acesso O acesso à reserva é predominantemente fluvial, a partir de Santarém, com deslocamento realizado por lanchas ou embarcações regionais.
Ver também
Rio Tapajós Rio Arapiuns Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade
TAPAJOS-ARAPINUS