Lenildo Tabosa Pessoa (Caruaru, janeiro de 1935 – Caruaru, 15 de setembro de 1993) foi um jornalista, escritor e aviador brasileiro.

Ex-seminarista, cursou Filosofia na Pontifícia Universidade Gregoriana em Roma e Direito no Recife.

Durante a década de 1960 e 1970 tornou-se um conhecido jornalista, tendo depois se desenvolvido como romancista. Suas principais especialidades foram aviação e política nacional e internacional. Participou diversas vezes do programa Roda Viva como entrevistador, protagonizando uma das entrevistas mais polêmicas quando provocou reação de Leonel Brizola, ao perguntar a origem da história segundo a qual, quando os esquerdistas brasileiros visitavam Cuba, Fidel Castro costumava perguntar sobre Brizola: "Como é que vai 'El Ratón'?" Brizola respondeu à pergunta dizendo que Lenildo "tinha uma cara de 'ratón' como poucas que ele havia visto".

Polemista, crítico sutil e mordaz, era dono de um texto preciso. Notabilizou-se por sua posição conservadora, antagônica ao comunismo e à teologia da libertação, corrente progressista da Igreja Católica, e foi um duro crítico da CNBB. Alguns relatos dão conta de sua suposta participação, como inquisidor, na repressão à insurgência de esquerda contra o regime militar brasileiro.

Redator titular dos jornais O Estado de S. Paulo e Jornal da Tarde, escrevia como colunista em seus campos de especialização. Foi também professor de Direito Internacional Público na Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo. Autor das obras A Revolução Popular (1966), Não Faça Voo Cego (1978), A Lágrima (1980), O Reencontro (1984) e História da Aviação Comercial Brasileira (1989), seu livro Não Faça Voo Cego consagrou-se como um best-seller. Morreu vítima de um acidente aéreo em sua cidade natal.

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