thumb|253px|Larva de D. hominis A mosca varejeira, ou mosca berneira (Dermatobia hominis — do grego , "pele", e , "vida", e do latim , "ser humano"), é uma das várias espécies de mosca, cujas larvas parasitam humanos (além de uma ampla gama de outros animais, incluindo outros primatas). Ela também é conhecida como torsalo ou mosca-de-guerra americana, apesar de se tratarem de moscas do género Hypoderma e não Dermatobia, e é um parasita de bovinos e cervos em vez de seres humanos.
Dermatobia hominis é uma mosca da família Cuterebridae popularmente conhecida no Brasil como mosca-berneira ou varejeira, possui forma robusta, com cerca de 12 mm de comprimento, aparelho bucal atrofiado e não funcional, cabeça com a parte superior e olhos marrons, parte ventral castanha, tórax cinza-amarronzado, com manchas longitudinais de cor escura, abdome azul-metálico, asas grandes e castanhas.
Esta espécie é nativa da Américas a partir do Sudeste do México (início no centro de Veracruz) ao norte da Argentina, Chile e Uruguai. Alguns casos também foram relatados na Europa. Como as larvas somente podem sobreviver todo o período de desenvolvimento, de oito semanas, se a ferida não infecciona, é raro que pacientes apresentem infecções a menos que eles matem a larva sem removê-la completamente. É até mesmo possível que a larva da mosca produza ela própria secreções antibióticas que ajudem a prevenir infecções enquanto ela se alimenta.
Ciclo biológico As moscas adultas não se alimentam, utilizam suas reservas para reprodução. somente as larvas tem importância médico-veterinária por necessitarem de hospedeiro para completar o seu desenvolvimento. Assim que emergem da pupa os adultos realizam a cópula. Posteriormente as fêmeas da Dermatobia hominis capturam insetos (inseto forético) em pleno voo ou durante o pouso em animais vertebrados e realizam a postura de seus ovos sobre eles. preferencialmente na região abdominal. Colocam de 15 a 20 ovos em cada inseto e cerca de 400 a 800 em toda sua vida adulta que dura cerca de 7 dias.
Após 6 dias, as larvas de primeiro estágio (L1) já estão formadas. Quando o inseto forético se aproxima de um mamífero para se alimentar ou descansar, as larvas são estimuladas pelo calor do hospedeiro, gás carbônico e odores da pele. Elas saem dos ovos e penetram ativamente na pele do hospedeiro. O berne fica com a parte respiratória (espiráculo) voltada para a parte exterior da pele e com a parte anterior imersa na derme . O tempo de permanecia varia de hospedeiro para hospedeiro. Em humanos o período de parasitismo é de aproximadamente 30 dias, enquanto em bovinos pode chegar a 120 dias. A larva de terceiro estágio abandona o hospedeiro, cai no chão, onde se infiltra transformando-se em pupa. Em estágio pupar ficam em média por 42 dias.
Remédios miniaturadaimagem|Este mapa representa a região física da mosca-varejeira humana. A maneira mais fácil e eficaz para remover larvas é aplicar vaselina sobre o local, que impede o ar de chegar a larva, sufocando-a. Em seguida, ele pode ser removido com uma pinça depois de um dia. Cola branca misturada com piretrina ou outros inseticidas seguros e aplicada sobre o lugar de inchaço no couro cabeludo vai matar as larvas dentro de horas, já elas precisam manter um buraco aberto para respirar, fazendo-a mastigar através da cola para fazer isso, consumindo inseticida no processo.
Seringas extratoras de veneno podem remover as larvas com facilidade em qualquer fase de crescimento. Como esses dispositivos são um componente comum de kits de primeiros socorros, este é um eficaz e facilmente acessível remédio. Uma larva também foi removida com sucesso aplicando primeiramente algumas camadas de esmalte de unhas, no local de entrada da larva, enfraquecendo-a por asfixiamento. Cobrindo o local com fita adesiva poderia resultar em asfixia parcial e o enfraquecimento da larva, mas não é recomendado porque o tubo de respiração da larva é frágil e seria quebrado durante a remoção da fita, deixando a maioria da larva para trás.
Uso oral de ivermectina, um medicamento antiparasitário, se provou um método de tratamento efetivo e não invasivo, que leva à migração espontânea da larva. Isso é especialmente importante em casos onde a lava está em local inacessível, como nos cantos interiores dos olhos.
Ver também Cordylobia anthropophaga Berne Miíase Botfly
Referências NEVES. David Pereira. Parasitologia Humana. 10.ed. São Paulo:Atheneu, 2000.
Ligações externas Tratamiento de cuatro personas parasitadas por larvas de Dermatobia hominis Vídeo mostrando a extração de larvas Case Report: Insect Bite Reveals Botfly Myiasis in an Older Woman Young botfly larvae (about 3 weeks old) just minutes after having been extracted from an arm human bot fly on the UF / IFAS Featured Creatures Web site
Case Report: Insect Bite Reveals Botfly Myiasis in an Older Woman Young botfly larvae (about 3 weeks old) just minutes after having been extracted from an arm
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