A Acção Realista Portuguesa, herdeira da Acção Tradicionalista Portugueza de 1921,O integralismo lusitano nas origens do salazarismo, Manuel Braga da Cruz, Análise Social vol XVIII (70), 1982-1.º, pág.s 143 e 144 foi uma organização política monárquica de Portugal do final da Primeira República Portuguesa.

Ideologia e historial Conjugava as doutrinas tradicionalistas com o apoio ao deposto rei D. Manuel II de Portugal, que reinava segundo a Carta Constitucional, distinguindo-se assim dos integralistas lusitanos e dos miguelistas legitimistas que eram apoiantes do ramo "legítimo" de D. Miguel banido pela Convenção de Évora Monte.Respublica: Repertório Português de Ciência Política

Este surge de uma cisão de Alfredo Pimenta e Caetano Beirão com o Integralismo Lusitano por este se ter desvinculado então da obediência a D. Manuel II, durante um período a que chamaram de «interregno», em que foram estabelecidas negociações com o Partido Legitimista, onde decidem passar a obedecer politicamente e a apoiar as pretensões ao trono de Duarte Nuno de BragançaForam muitos os monárquicos que se sentiram traídos pelas hesitações e ambiguidades demonstradas pelos representantes oficiais de D. Manuel II no País durante as sublevações monárquicas que culminaram com a Monarquia do Norte, fazem a cisão dinástica a 19 de Outubro de 1919 - O integralismo lusitano nas origens do salazarismo, Manuel Braga da Cruz, Análise Social vol XVIII (70), 1982-1.º, pág.s 143 e 144 seu representante genealógico para a causa miguelista.

Sendo assim criada em 8 de Dezembro de 1923, a Acção Realista Portuguesa, independente da Causa Monárquica que estava subordinada ao lugar-tenente de D. Manuel II através de Aires de Ornelas.Há quem diga que a sua génese terá estado uma recusa de mesmo Ornelas em aceder a um pedido de Alfredo Pimenta para integrar a Causa Monárquica - Respublica: Repertório Português de Ciência Política.

Doutrina realista No seu programa doutrinário monárquico era nacionalista e tradicionalista, onde o rei exercia efectiva autoridade política e governativa, apoiado numa aristocracia, no poder espiritual da Igreja Católica, e no povo que se governava a si mesmo em cada município, graças às prerrogativas existentes em cada carta de foral e que permitiam este auto-governo. Veiculava também as concepções orgânicas sobre a soberania e representação não parlamentar do tipo tradicional, colocando ao mesmo nível a monarquia constitucional e a república que se opunham.A contra-revolução na I República, 1910-1919, Miguel Dias Santos, Imprensa da Univ. de Coimbra, 2010, pág. 214, 215 e 226

Realistas Liderado por Alfredo Pimenta e Caetano Beirão, assinaram também com eles o primeiro manifesto da nova organização, publicado no Correio da Manhã em 28 de Julho de 1921, Alberto Ramires dos Reis, Luís Rufino Chaves Lopes e Mateus de Oliveira Monteiro (o chamado Grupo dos Cinco).

Depois juntaram a esse grupo António Cabral, ex-ministro da monarquia, João AmealJoão Ameal, in Infopédia, Porto Editora, Porto, 2003-2012 (Consult. 2012-08-23) e o referido Caetano Beirão, dissidente do Integralismo Lusitano,Cf. Caetano Beirão, na Infopedia. Fernando Campos, Ernesto Gonçalves, Joaquim Guilherme Santos Silva e Alfredo de Freitas Branco e Laertes de Figueiredo.A contra-revolução na I República, 1910-1919, Miguel Dias Santos, Imprensa da Univ. de Coimbra, 2010, pág. 232Figueiredo, Laertes de, Hemeroteca Municipal de Lisboa, 2005

Jornal e revista A partir de 10 de Dezembro de 1921 publicaram um jornal mensal intitulado Acção RealistaCf. Acção Realista no catálogo da Biblioteca Nacional de Portugal. (cujo director era Ernesto Gonçalves), um semanário com o título de A Voz Nacional (dirigido por Luís Chaves). Em 1926, o primeiro passa a ser diário, à frente do qual esteve João Ameal.

Fontes bibliográficas Ascensão, Leão Ramos, O integralismo lusitano. Lisboa: Edições Gama, 1943, versão digital.. O integralismo lusitano nas origens do salazarismo, Manuel Braga da Cruz, Análise Social vol XVIII (70), 1982-1.º, pág.s 137 a 182

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