thumb|300px|Densidade populacional dos municípios de Pernambuco (2010). Segundo dados estimativos do IBGE, o estado de Pernambuco tinha uma população de **9 562 007 habitantes em 1º de julho de 2025**, conforme as estimativas populacionais divulgadas pelo instituto no *Diário Oficial da União*. Este número representa um aumento de aproximadamente **0,24% em comparação com a estimativa de 2024**, quando o estado tinha cerca de 9 539 029 habitantes, e um crescimento de **5,55% em relação ao Censo Demográfico de 2022**, que registrou 9 058 931 pessoas no estado.

Pernambuco é, assim, o **sétimo estado mais populoso do Brasil**, ficando atrás de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná e Rio Grande do Sul. No contexto do Nordeste brasileiro, Pernambuco ocupa a **segunda posição em número de habitantes**, atrás apenas da Bahia. 0

A população estatal apresenta forte concentração urbana, especialmente ao longo da faixa litorânea e na região metropolitana da capital. A **Região Metropolitana do Recife (RMR)** reúne um grande contingente de moradores, estimado em cerca de **3 961 730 habitantes em 2025**, sendo uma das áreas metropolitanas mais populosas do país e a segunda mais populosa do Nordeste, atrás apenas da RMR de Fortaleza.

No ranking dos municípios pernambucanos por número de habitantes em 2025, destacam-se: **Recife**, capital estadual, com cerca de **1 588 376 habitantes**; **Jaboatão dos Guararapes** – cerca de **684 293 habitantes**; **Caruaru** – aproximadamente **418 444 habitantes**; **Petrolina** – cerca de **405 408 habitantes**; **Paulista** – cerca de **365 144 habitantes**, destacando‑se por ultrapassar Olinda no ranking populacional.

Outros municípios com elevado número de habitantes incluem **Cabo de Santo Agostinho**, **Camaragibe**, **Garanhuns** e **Vitória de Santo Antão**. 1

Por outro lado, os municípios menos populosos do estado são **Itacuruba**, com cerca de **4 490 habitantes**, e outros pequenos povoados no Sertão Pernambucano. O arquipélago de **Fernando de Noronha** possui cerca de **3 341 residentes**, mas, por ser um distrito estadual e não um município, não entra nas contagens oficiais municipais. 2

O crescimento demográfico de Pernambuco tem sido afetado por tendências observadas em todo o país, como a desaceleração das taxas de crescimento populacional e a transição demográfica, que se refletem em menores taxas de fecundidade e no envelhecimento da população ao longo das próximas décadas. Estudos do IBGE sugere que, apesar de continuar crescendo ao longo dos anos 2020, o ritmo de expansão populacional poderá reduzir significativamente a partir da década de 2030, com possíveis quedas a partir de 2039 segundo projeções demográficas regionais. 3

Municípios mais populosos

Em relação à estimativa do IBGE realizada em 2024, os cinco municípios mais populosos de Pernambuco são: Recife (), Jaboatão dos Guararapes (), Petrolina (), Caruaru (), e Olinda ().

Evolução demográfica Evolução demográfica do estado de Pernambuco.

Composição étnica Cor/RaçaPorcentagemPardos55,27%Brancos33,60%Pretos10,04%Indígenas0,92%Amarelos0,15% Atualmente segundo a Fundação nacional do índio (Funai), vivem em Pernambuco um total de 25.726 remanescentes dos povos indígenas que primitivamente habitavam no estado. Ao contrário do que muita gente pensa há no estado de Pernambuco 11 etnias indígenas; eles estão assim distribuídos: Pankararu 4.062 pessoas; Kambiwá 1.400; Atikum 4.506; Xucuru 8.502; Fulniô 3.048; Truká 2.535; Tuxá 47; Kapinawá 1.035 ;Pipipãs 591 pessoas.

Africanos

Através de carta escrita em 1539, ao Rei D. João III, pelo capitão Duarte Coelho Pereira, foi autorizado a importação de 24 escravos africanos da costa da Guiné.

Em 1570, as Capitanias de Pernambuco e Bahia recebem juntas 30.000 negros da Guiné. No decorrer da ocupação holandesa o número aumentou, chegando a apresentar 500 mil cativos, a maioria angolanos.

Índios Etnias indígenasPessoasPankararu4.062Kambiwá1.400Atikum4.506Xucuru8.502Fulniô3.048Truká2.535Tuxá47Kapinawá1.035Pipipãs591Total25.726 Há os seguintes grupos indígenas: Fulniô, Xukuru e Kapinawá, que se encontram respectivamente nos municípios de Águas Belas, Pesqueira e Buíque, no agreste do estado, e os Kambiwá, Pankararu, Atikum e Truká, que se encontram respectivamente nos municípios de Ibimirim, Tacaratu, Floresta e Cabrobó, no sertão do estado.

A presença autóctone no estado data mais de 10 mil anos. Pinturas rupestres são encontradas em várias áreas do sertão e agreste do estado, sendo as mais conhecidas as do Vale do Catimbau no Município de Buíque, agreste pernambucano.

Dados do censo de 2022 indicaram que há cerca de 106 mil indígenasNo Censo Demográfico 2022, definiu-se como indígena a pessoa residente em localidades indígenas que se declarou indígena pelo quesito de cor ou raça ou pelo quesito se considera indígena; ou a pessoa residente fora das localidades indígenas que se declarou indígena no quesito de cor ou raça. Por essa razão, o total de pessoas indígenas é superior ou igual ao total de pessoas de cor ou raça declarada indígena, nos diferentes recortes. em Pernambuco, sendo que o estado tem a menor taxa de indígenas em terras oficialmente delimitadas do país (o que pode ser explicado pela dificuldade na demarcação das terras): 61,74% dos moradores das 13 terras demarcadas são indígenas, totalizando 34.314 pessoas.

Europeus

Portugueses e Espanhóis A colonização iniciou-se com os portugueses. Duarte Coelho Pereira tomou posse de sua capitania, Pernambuco, à qual chamou Nova Lusitânia. Com ele, além das famílias burguesas e fidalgas, vieram alguns portugueses do norte de Portugal, Madeira e Açores.

Depois do Minho, a Madeira foi a região de Portugal que mais enviou portugueses para Pernambuco.Carlos Xavier Paes Barreto, ob. cit., p. 153

A emigração portuguesa para Pernambuco se dividiu em duas fases: entre os séculos XVI ao XVIII, maioria de abastados (nobres e burgueses), e entre os séculos XVIII ao XX, maioria de populares do norte e ilhas portuguesas.IBGE - http://www.ibge.gov.br/brasil500/portugueses/imigrestrita.html Os espanhóis também se fizeram presentes, embora em menor número que os portugueses.

Alemães Presença marcante também foi dos alemães. Os primeiros registros datam do século XVII, com a chegada da corte holandesa no Estado, que trouxe alguns alemães. As duas guerras mundiais também impulsionaram a colônia alemã no Recife, que já contou com 1,2 mil imigrantes. Esta presença alemã pode ser observada no Deutscher Klub Pernambuco, fundado em 1920, e que antes era restrito apenas à colônia alemã e seus descendentes. Durante a Segunda Guerra Mundial, o Deutscher Klub Pernambuco, que tinha ligação com o Partido Nazista,Aventuras na História, mar. de 2006. foi considerado propriedade alemã e sofreu uma desapropriação pelo Governo Federal, sendo reavido à colônia alemã pernambucana com o fim do conflito. A partir de 1960, o clube passou a organizar a sua Oktoberfest, a tradicional festa da cerveja do Sul da Alemanha. Outra Oktoberfest menor é realizada em Olinda, conhecida como Oktoberfest in der Altstadt von Olinda.

Outras instituições que marcam a história alemã no Recife são o Instituto de Cultura Germânica, que era a escola para os filhos de imigrantes alemães e ingleses, e o Centro Cultural Brasil-Alemanha (CCBA), centro que difunde a língua e cultura alemãs na cidade, sendo reconhecido pelo Consulado Geral da República Federal da Alemanha no Recife. A presença alemã na cidade é também responsável pelo fato de o único consulado alemão que tem jurisdição sobre todo o Norte/Nordeste do país estar na capital pernambucana.

Ingleses Os ingleses influenciaram profundamente o Estado e principalmente sua capital. Já no começo do século XIX, a presença inglesa no Recife podia ser constada pela presença de várias empresas, entre as quais estão Great Western, Western Telegraph Company, Pernambuco Tramways and Power Company, Huascar Purcell, Pernambuco Paper Mills, Western of Brazil Railway Company, Price Waterhouse, Machine Cotton, John A. Thom, Cory & Brothers, Bank of London & South America, London & River Plate Bank, Royal Bank of Canada, Boxwell & Cia., Williams & Cia., Conolly & Cia., Ayres & Son e White Martins.

Já que a colônia inglesa não se fez massivamente presente no resto do Brasil, Recife é uma das poucas cidades brasileiras que tem um cemitério próprio para os imigrantes ingleses e seus descendentes, o Cemitério dos Ingleses. O cemitério encontra-se fechado a maior parte do tempo. Apresenta um portão de ferro datado de 1852 - obra dos ingleses da Fundição d'Aurora - e possui um administrador particular, não remunerado, que é eleito por ingleses e seus descendentes.

A Igreja Anglicana já estava presente no Recife com a Holy Trinity Church, que ficava no bairro da Boa Vista. Hoje, a Igreja Anglicana se encontra no bairro dos Aflitos. Também na Boa Vista, no século XIX, foi fundado o British Hospital, que era destinado aos súditos britânicos. Ainda na Boa Vista, havia uma rua que ganhou fama por hospedar ingleses, rua esta que recebeu o nome de Rua do Padre Inglês e assim o mantém até hoje.

Uma lenda que faz parte do folclore pernambucano é que a palavra "forró" surgiu quando a Great Western, para comemorar a inauguração de sua primeira estrada de ferro, promoveu um baile animado por sanfona e zabumba, colocando um cartaz escrito "for all" (para todos).

A influência inglesa se fez sentir, ainda, em certos hábitos: o uso do tecido tropical inglês, do linho diagonal branco - o Taylor & 120 - que não feria a pele do pescoço, da casimira, a gravatinha borboleta, os sapatos com polainas, os chapéus de palha e as bengalas.

Em 1928, George Litlle, funcionário graduado da Great Western, e alguns de seus amigos criaram um clube de golf, denominado Pernambuco Golf Club, que deu origem ao atual Caxangá Golf & Country Club. O Town British Club, na rua Bom Jesus, em cima do London Bank, foi fundado também pelos ingleses.

Também fazem parte das paisagens recifenses mais antigas os bondes que circulavam pela cidade. Ainda hoje, é possível ver os trilhos em ruas no bairro do Recife Antigo, bairro que ainda preserva um pouco da história da cidade com ruas de pedra e trilhos de bonde, além de prédios antigos onde hoje funcionam cervejarias, bares e cafés. O último bonde inglês a circular no Recife fazia o trajeto Boa Vista - Madalena, e funcionou até março de 1954. O bonde permanece exposto na Fundação Joaquim Nabuco.

Judeus Na era colonial, houve migração de cristãos-novos para o Brasil. O cristão-novo e mercador Fernão de Noronha, primeiro proprietário da ilha de Fernando de Noronha, foi um dos pioneiros na extração de pau-brasil no litoral pernambucano. Na capitania de Pernambuco, os cristão-novos chegaram a representar 14% da população branca.29 SILVA, Uma comunidade judaica…, p. 50. Houve perseguições esporádicas do Tribunal do Santo Ofício, com acusações de heresia.Os Judeus no Brasil, GRIMBERG, Keila. Com a ocupação holandesa e a tolerância religiosa instituída por Maurício de Nassau, judeus sefarditas e alguns asquenazitas migraram para o estado, professando livremente sua religião.MELLO, J. A. G., Tempo dos flamengos…, p. 259. Só na cidade maurícia, chegaram a 2 mil habitantes.Enciclopédia Judaica Fundaram a primeira sinagoga do continente americano, Kahal Zur Israel.