A Abadia no Carvalhal (Alemão: Abtei im Eichwald) é uma pintura a óleo de Caspar David Friedrich. Ela foi realizada entre 1809 e 1810 em Dresden e apresentada publicamente pela primeira vez junto com a pintura O Monge à Beira-Mar numa exibição da Akademie der Künste em 1810. Friedrich pediu que o quadro fosse colocado embaixo da O Monge à Beira-Mar.Romantik , 2003. p. 81 Após a exibição, ambas as imagens foram compradas por Frederico Guilherme III, mas hoje se encontram lado a lado no Alte Nationalgalerie, Berlim.Wolf, p.31
Descrição Uma procissão de monges, alguns dos quais ostentando um caixão, dirige-se para o portão de uma arruinada igreja de estilo gótico, no centro da pintura. Apenas duas velas iluminam o caminho deles. Podemos perceber um caixão cavado para fora da neve, em primeiro plano, perto dos vários cruzamentos que compõe a imagem da pintura. O trecho inferior da foto está obscuro, semelhante às trevas — somente a parte alta das ruínas e as pontas das árvores são iluminadas pelo sol. Começa a aparecer uma lua crescente no céu.
Produção thumb|direita|Abadia no Carvalhal (1809-10), Oléo sobre tela, 110×171 cm. Alte Nationalgalerie. thumb|esquerda|Ruínas de Eldena Perto de Greisfiswald (1825), Óleo sobre tela, 35x49cm. Alte Nationalgalerie. A imagem apareceu no momento em que Friedrich teve seu primeiro sucesso de público e crítica com o polêmico Tetschener Altar. Embora a maioria de suas pinturas sejam paisagens, ele as planejava e as pintava em seu estúdio, Friedrich utilizava freqüentemente a técnica de en plein air, no qual selecionava os elementos que desejava engendrar em suas composições: por isso, A Abadia no Carvalhal baseia-se em estudos e esboços que ele fez nas ruínas na Abadia de Eldena, que também o inspirou em diversas outras pinturas (as mesmas árvores, ligeiramente alteradas em outras formas, podem ser percebidas em muitas de suas obras).Boime, Albert (1993). Art in an age of Bonapartism, 1800-1815. Chicago: University of Chicago Press, 602. ISBN 0-226-06336-4.
A Abadia de Eldena talvez tenha tido uma importância particular para Friedrich, pois foi destruída por tropas invasoras da Suécia durante a Guerra dos Trinta Anos, e mais tarde seus tijolos foram usados para construir fortificações. Nessa pintura, Friedrich estabelece um paralelismo entre as ações e a utilização das igrejas de Greifswald como quartéis, que ocupavam soldados franceses. Assim, o funeral retratado na tela se torna um símbolo do "sepultamento das esperanças que a Alemanha nutria sobre a ressurreição".
Friedrich provavelmente iniciou seu trabalho em cima do A Abadia no Carvalhal em Junho de 1809, após uma estada em Rügen, Neubrandenburg.Börsch-Supan, Helmut; Jähnig, Karl Wilhelm. "Caspar David Friedrich". Gemälde, Druckgraphik und bildmäßige Zeichnungen, Prestel Verlag, München 1973. 304 Em setembro de 1810, pouco depois da exposição na Academia de Berlin, Carl Frederick Frommann escreveu que o sol e a meia-lua do quadro estavam inacabados.Die Briefe. "Caspar David Friedrich", p.66
Bibliografia
Friedrich, Caspar David: Die Briefe (2005, ed. and comm. by Herrmann Zschoche). Hamburg: ConferencePoint Verlag. ISBN 3-936406-12-X. Börsch-Supan, Helmut & Jähnig, Karl Wilhelm, 1973: Caspar David Friedrich. Gemälde, Druckgraphik und bildmäßige Zeichnungen. Munich: Prestel Verlag. ISBN 3-7913-0053-9 Held, Heinz-Georg Held, 2003: Romantik. Cologne: Dumont. ISBN 3-8321-7601-2 Schulze Altcappenberg, H. Th., 2006: An der Wiege der Romantik, Caspar David Friedrichs Jahreszeiten von 1803. Staatliche Museen zu Berlin. ISBN 3-88609-561-4 Wolf, Norbert, 2003: Friedrich. Cologne: Taschen. ISBN 3-8228-1958-1 This article is a translation of the equivalent article on the German Wikipedia as of 21 November 2008
Categoria:Óleo sobre tela Categoria:Pinturas da década de 1800 Categoria:Pinturas de Caspar David Friedrich