Francisco Xavier Lopes de Araújo, primeiro e único barão de Parimã (Campanha, 10 de fevereiro de 1828 — Rio de Janeiro, 9 de março de 1886) foi um militar, engenheiro e professor brasileiro. Sua atuação concentrou-se na engenharia militar, na demarcação das fronteiras territoriais do Império do Brasil e na pesquisa científica, tendo exercido o cargo de diretor do Imperial Observatório do Rio de Janeiro.
Família Pais: Filho de Francisco Xavier de Araújo e de Ana Luísa Xavier de Araújo.
Cônjuge: Rita Emília de Alencastro (também citada como Rita Emília Alcântara de Araújo).
Filhos: Amélia Alencastro de Araújo, Antônio Pedro Alencastro de Araújo, Francisco Xavier Alencastro de Araújo, Maria da Glória Alencastro de Araújo e Mathilde Honorina Alencastro de Araújo.
Cronologia e Trajetória Militar Nascimento (1828-1829): Nascido em Campanha, Minas Gerais. Há divergência documental apontando o nascimento em 10 de fevereiro de 1828 ou 10 de fevereiro de 1829.
Formação: Entrou para o exército, matriculando-se na Escola Militar do Rio de Janeiro, no curso de engenharia, concluído em 1855, obtendo o grau de bacharel em matemática.
Demarcação no Uruguai (pós-1855): Como tenente participou da comissão brasileira de demarcação de limites com o Uruguai, sob as ordens do barão de Caçapava.
Guerra do Paraguai (1865–1870): Em 1865 foi convocado para Guerra do Paraguai, onde participou com distinção da Batalha de Tuiuti, da vitória em Curuzu e da Batalha de Curupaiti. Convocado para o conflito, atuou no corpo de engenheiros como capitão. Após o conflito, foi promovido à patente de major do corpo de engenheiros.
Comissões de Limites: Foi sucessivamente nomeado chefe da comissão de demarcação de limites com o Paraguai, em 1872; com a Bolívia, em 1875; e com a Venezuela, em 1884. Promovido a coronel de corpo de engenheiros em 1878.
Fronteira com a Venezuela (1880–1881): Participou, como comissário e tenente-coronel, nos trabalhos da Comissão Mista de Limites entre Brasil e Venezuela.
Baronato e Relatório Técnico (1884): Foi titulado Barão de Parimã por decreto de 5 de abril de 1884. No mesmo período, entregou o relatório oficial documentando as fronteiras executadas entre 1879 e 1884.
Atuação Científica: Mais tarde é nomeado diretor do Imperial Observatório do Rio de Janeiro e professor de Astronomia da Escola Central.
Outros titulos: Era comendador da Imperial Ordem da Rosa, cavaleiro da Imperial Ordem de São Bento de Avis.
Falecimento: Faleceu na cidade do Rio de Janeiro no dia 9 de março, em decorrência de encefalite pós-embolia cerebral.
Principais Realizações e Técnicas A carreira de Francisco Xavier Lopes de Araújo foi marcada pela chefia das comissões de delimitação geográfica das fronteiras do Brasil com o Uruguai, Paraguai, Bolívia e Venezuela. Na Guerra do Paraguai, coordenou o levantamento de plantas militares e reparos estruturais de trincheiras no Forte de Curuzu.
Suas funções demandavam o desenho tático de plantas e o planejamento logístico de fortificações em frentes de batalha. Na diplomacia de fronteiras, sua atuação consistia na redação de relatórios cartográficos, atas de conferências bilaterais e no emprego de balizamentos geográficos e astronômicos para fixar os limites binacionais.
Pelas suas contribuições, recebeu os títulos de Barão de Parimã, Comendador da Imperial Ordem da Rosa e Cavaleiro da Imperial Ordem de São Bento de Avis.
Ligações externas Página de A Nobreza Brasileira de A a Z
Categoria:Naturais de Campanha (Minas Gerais) Categoria:Baronatos do Brasil Categoria:Engenheiros de Minas Gerais Categoria:Professores de Minas Gerais Categoria:Comendadores da Imperial Ordem da Rosa Categoria:Cavaleiros da Imperial Ordem de São Bento de Avis Categoria:Pessoas da Guerra do Paraguai Categoria:Militares de Minas Gerais