thumb|300px|direita|Trilhos de bitola métrica (1.000 mm). Bitola métrica é a denominação que se dá às ferrovias cuja bitola seja igual a 1.000 mm (1 m), sendo portanto mais estreita que a bitola internacional (de 1.435 mm).
A bitola métrica é usada em várias regiões, entre outros: Europa: Portugal: utilizada nas linhas do Vouga e do Tua, geridas pela Infraestruturas de Portugal Espanha: utilizada pela RENFE-FEVE América do Sul: Brasil: A bitola métrica no Brasil representa 23.489 km de trilhos, contra 4.057 km em bitola irlandesa (1.600 mm) e 202,4 km em bitola internacional. Existem também 336 km em bitola mista, que compartilham as bitolas métrica e irlandesa.
Comparações Os custos de construção favorecem a adoção de bitolas estreitas. Quanto menor a distância entre os trilhos, menores os custos de construção da via, por causa do menor volume de lastro, do menor tamanho dos dormentes e da menor largura das pontes e viadutos. Os aterros e cortes também são menores, o que reduz a quantidade de terra movimentada. A menor distância entre os trilhos permite ainda que sejam construídas curvas mais acentuadas, o que, por sua vez, contribui para diminuir o tamanho dos aterros e cortes. Portanto, quanto mais inclinado o terreno através do qual a ferrovia é construída, maiores os custos relativos da bitola larga.
As bitolas estreitas são um limitante para ferrovias de passageiros de altas velocidades, pois nesse caso a estabilidade lateral dos trens é muito importante. Os trens de carga não adquirem velocidades tão elevadas, pois o valor do tempo é bem menor para cargas em relação a passageiros e, por isso, o tamanho da bitola não tem, em geral, importância fundamental. Isso pode ser observado em ferrovias de bitola métrica de alto desempenho, como a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), no Brasil. Podemos observar alguns exemplos de ferrovias, como a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), que embora seja em bitola métrica, apresenta grande capacidade no transporte de cargas, transportando mais de 120 milhões de toneladas por ano, o que a coloca entre as 10 mais eficientes do planeta.
A bitola larga permite utilização de vagão maior que a métrica, portanto tem maior capacidade de carga, além de permitir maior velocidade no transporte devido a estabilidade das locomotivas principalmente nas curvas. Para a implantação de bitola larga existe maiores custos devido a quantidade de material utilizado, abertura de vias de passagem e pontes largas.
Comparação de bitolas estreitas com mais largas (1.435 mm e 1.600 mm): Vantagens: Curvas de menor raio; menor largura em aterros, cortes, terraplenos e obras de arte; menor consumo de lastro; menor consumo de dormentes; menor resistência à tração e a inércia; material rodante sensivelmente mais barato.
Desvantagens: Menor capacidade de tráfego; menor velocidade e estabilidade; conversão de material de tração importado com limitações.
No transporte de passageiros a bitola larga tem melhor desemprenho considerando que a velocidade é fator diferencial no transporte. Para o transporte de cargas o valor do tempo é relativamente menor se comparado ao de passageiros, sendo que a medida da bitola não tem grande impacto visto que trens de carga se movimentam em velocidades menores.
Mas uma desvantagem comprovada da bitola métrica seria o fato de os motores de tração (motores que movem os eixos da locomotiva de sistema Diesel-elétrico) estarem fisicamente limitados ao espaço entre os trilhos e tal limitação gira em torno dos 500 hp/eixo. Enquanto isso, a bitola irlandesa não possuiria essa limitação, pois pode usar os mesmos motores de tração da bitola padrão internacional (1.435 mm). A capacidade de maior tonelagem nos vagões, e por conseguinte nos trens, fica limitada aos vagões e ao peso linear dos trilhos.
O uso de diferentes bitolas em um mesmo território pode ainda causar sérios gargalos logísticos, com vagões sendo impedidos de trafegar em determinadas linhas. Esta ruptura de bitola geralmente leva a operações de transbordo de carga, aumentando significativamente o tempo de transporte, motivo pelo qual a conversão de bitola é realizada em muitos países, visando a padronização de suas linhas férreas.
Ver também Decauville (com bitolas de 400 a 600 mm) Via estreita Bitola japonesa (bitola de 1.067 mm) Bitola larga Bitola russa (bitola de 1.520 mm ou 1.524 mm) Bitola ibérica (bitola de 1.668 mm) Bitola indiana (bitola de 1.676 mm) Breitspurbahn (bitola de 3 m)
Categoria:Bitolas