"Preta Pretinha" é uma canção do grupo baiano de MPB Novos Baianos, lançada em 1972 no álbum Acabou Chorare. A música foi escolhida como uma das 100 Maiores Músicas Brasileiras de Todos os Tempos pela revista Rolling Stone Brasil e das 100 melhores músicas dos anos 70 pela revista norte-americana Paste.https://www.pastemagazine.com/music/best-songs/the-100-greatest-songs-of-the-1970s

Gravação A canção foi gravada no estúdio Somil. Aparece duas vezes no disco Acabou Chorare de 1972, a primeira versão com duração de 6:40 minutos (faixa 2) e a segunda com 3:25 minutos (faixa 10). As duas versões foram lançadas pois a gravadora se preocupava com a duração da canção de quase sete minutos (a original), que poderia ser rejeitada pelas rádios, então a versão alternativa foi incluída no disco. Por fim, a versão mais tocada nas rádios foi a mais longa.Cristiano Bastos, "Tinindo Trincando - Novos Baianos e o Melhor da Música Brasileira". Revista Rolling Stone Edição 46, 06 de julho de 2010. Acesso: 15 de junho, 2011.

Letra A letra foi escrita por Luiz Galvão para uma moça que havia conhecido em Niterói, numa viagem do grupo ao Rio de Janeiro.

A inspiração para completar a canção foi de uma antiga namorada de Juazeiro. Música thumb|left|Trecho de "Preta Pretinha", o maior sucesso do disco, que conta a história real de uma frustração amorosa ocorrida com Luiz Galvão. A melodia é composta por Moraes Moreira com arranjos de Pepeu Gomes. Possui uma harmonia simples, que torna possível de se acompanhar com apenas dois acordes. A introdução em bandolim é tocada por Pepeu Gomes, o que foi enfatizado depois por Moraes Moreira tanto na primeira quanto na segunda parte da canção.

O final contém uma insistente repetição dos versos "eu ia lhe chamar / enquanto corria a barca", com um coro e uma subida de oitava do vocalista, que torna a canção ainda mais memorável.

Repercussão A canção foi o maior sucesso comercial dos Novos Baianos, e uma das mais tocadas do ano de 1972. Os direitos autorais da canção permitiram que o letrista Luiz Galvão adquirisse um sítio na época de lançamento da canção.

Ficha técnica Ficha dada por Maria Luiza Kfouri:Discos do Brasil - Acabou Chorare. Discografia e fichas técnicas organizadas por Maria Luiza Kfouri. Acesso: 18 de junho, 2011. Moraes Moreira: voz, violão Dadi Carvalho: baixo elétrico Pepeu Gomes: craviola

Reprise Baby Consuelo: afoxé Moraes Moreira: voz, violão Dadi Carvalho: baixo elétrico Pepeu Gomes: craviola Jorginho Gomes: cavaquinho Paulinho Boca de Cantor: pandeiro

Outras versões Moraes Moreira regravou a canção em carreira solo; Chico Science teria feito uma nova versão desta música para a coetânea que homenagearia os Novos Baianos, que nunca foi lançada; não se sabe se foi ou não gravada a versão, já que a nota que anunciava foi pouco antes da morte do ex-vocalista da Nação Zumbi;Revista Showbizz (ed. 138 - ano 13 - nº 1) Márcia Castro regravou a canção em 2012; Alexandre Pires fez uma versão mais rápida e eletrônica e incluiu em seu álbum Eletrosamba, de 2012. Os Atuais, de Tucunduva/RS, gravaram uma versão em bandinha, incluída no CD Uma Melhor Que a Outra, de 1998.

Categoria:Canções em português Categoria:Canções gravadas por Novos Baianos Categoria:Canções de 1972 Categoria:Canções gravadas por Alexandre Pires