Francisco Leite Ribeiro (São João del Rey, 13 de agosto de 1780 — Barbacena, 16 de maio de 1844) foi um capitão de ordenanças e comendador da Imperial Ordem da Rosa.
Família Era filho do Sargento-Mor José Leite Ribeiro e de Escolástica Maria de Jesus Moraes, e portanto irmão de Custódio Ferreira Leite, barão de Airuoca, e de Francisca Bernardina do Sacramento Leite Ribeiro, baronesa consorte de Itambé.
Casou-se duas vezes. Na primeira, em 4 de fevereiro de 1811, com Teresa Angélica de Jesus Vidal, natural da freguesia de Simão Pereira, Minas Gerais, filha do Brigadeiro José Vidal Barbosa, Cavaleiro da Ordem de Cristo, e Rita Teresa de Jesus da Silva, neta materna do Capitão Antônio Vidal e de Teresa Gonçalves Chaves, neta materna de Antônio Gonçalves da Silva e Ana Florência da Purificação Ferreira Cabral. Teve com ela: Major João Vidal Leite Ribeiro, casado com Maria da Conceição Monteiro de Barros, filha de Antônio José Monteiro de Barros e Ana Helena de Sauvan Monteiro de Barros, esta, por sua vez, filha dos Viscondes de Congonhas do Campo. Foram pais, dentre outros, de Eugênio Vidal Leite Ribeiro. Manuel Vidal Leite Ribeiro, casado com Maria Teresa Monteiro de Barros, filha de Antônio Augusto Monteiro de Barros Rita Vidal Leite Ribeiro Joaquim Vidal Leite Ribeiro, Barão de Itamarandiba Antônio Vidal Leite Ribeiro Ana Vidal Leite Ribeiro
Na segunda vez se casou com Francisca Caetana de Oliveira.
Realizações Na segunda década do século XIX, Francisco Leite Ribeiro deixou a Comarca do Rio das Mortes em direção à Zona da Mata Mineira até atingir a margem esquerda do Rio Paraíba do Sul, divisa com o Rio de Janeiro. Com o auxílio do filho Joaquim Vidal e dos genros, fundou diversas fazendas a partir das quais se iniciou a colonização da região que inclui os atuais municípios mineiros de Mar de Espanha, Além Paraíba, Chiador e Santo Antônio do Aventureiro. A mais importante das fazendas, chamada Louriçal, chegou a apresentar 140 mil pés de café e 228 escravos quando da morte do Comendador em 1844, segundo os autos do inventário.
Seu poder de influência junto à Assembleia Legislativa da Província do Rio de Janeiro fez com que, em 1836, o governo fluminense autorizasse a construção da Estrada da Serra do Couto, que ligava o Porto da Piedade, no atual município de Magé, ao Registro de Sapucaia, na divisa com a província de Minas Gerais. Terminada a estrada, Francisco Leite Ribeiro executou a construção da ponte sobre o Paraíba do Sul, concluindo a ligação com a província mineira.
Francisco Leite Ribeiro foi agraciado com o Hábito da Imperial Ordem da Rosa em 30 de agosto de 1841, e com a Comenda da mesma Ordem em 20 de outubro de 1842.
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