Mictlan era o submundo da mitologia asteca. A maioria das pessoas que morrem vão para o Mictlan, embora existam outras possibilidades. (veja a seção "Outros destinos", abaixo) Ele esta localizado distante ao norte, e é composto por nove níveis.

Dizia-se que a viagem do primeiro ao nono nível era difícil e demorava quatro anos, mas os mortos poderiam contar com a ajuda do psicopompo, Xolotl. Os mortos tinham de passar muitos desafios, tais como atravessar uma cordilheira em que as montanhas se chocavam uma contra a outra, um campo com fortes ventos em que voavam facas que raspavam a carne dos ossos, e um rio de sangue com temíveis onças.

Mictlan era governado por um rei, Mictlantecuhtli ("Senhor do Submundo")Smith, M. E. (2009). The Aztecs (2nd ed.). Oxford: Blackwell Publishing. p. 207. ISBN 978-0-631-23016-8 e sua esposa, Chalmecacihuilt ("Senhora do Submundo").Soustelle, Jacques (Patrick O'Brian, translator) (1961). Daily Life of the Aztecs on the Eve of the Spanish Conquest. Stanford: Stanford University Press. p. 107.

Outras divindades em Mictlan eram Cihuacoatl (que comandou os espíritos de Mictlan chamados de Civatateo), Acolnahuacatl, Chalmecacihuilt, Chalmecatl e Acolnahuacatl.

Outros destinos Além do Mictlan, os mortos também poderiam ir para uma série de outros destinos: Guerreiros que morreram em batalha e aqueles que morreram como um sacrifício foram para o leste e acompanham o sol durante a manhã.Smith, M. E. (2009). The Aztecs (2nd ed.). Oxford: Blackwell Publishing. p. 206. ISBN 978-0-631-23016-8 As mulheres que morreram no parto vão para o oeste e acompanham o sol quando ele se põe à noite. Pessoas que morreram de afogamento — ou por outras causas que eram vistas ligadas ao deus da chuva Tlaloc, como certas doenças e relâmpagos — vão para um paraíso chamado Tlalocan.

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