Phytolacca dioica
O sanhaçu-cinzento é um pássaro da família Thraupidae, nativo da Argentina, Brasil, Bolívia, Colômbia, Paraguai, Peru e Uruguai. O sanhaçu-cinzento é uma das aves mais comuns do Brasil.
Outros nomes, grafias e etimologia Também conhecido como sanhaçu-do-mamoeiro, sanhaçu-azulJosé Wilson Silvestre (2016). Vida Animal. Clube de Autores. p. 18. ou ainda pipira-azul.
O nome "sanhaço-cinzento" foi selecionado como nome vernáculo técnico para a espécie pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos.
Caracterização O sanhaçu-cinzento mede de 16,5 a 19 cm de comprimento, pesando em média 42 gramas. Possui plumagem cinzenta fosca e ligeiramente azulada, com partes inferiores mais claras. As rêmiges são marginadas de um azul um pouco mais pronunciado com reflexos verdes, próximo de azul-turquesa, o mesmo efeito encontrado nos ombros e nas margens das tetrizes. Jovens têm uma cor mais esverdeada-pardacenta.Ridgely, Robert S. & Tudor, Guy. Field Guide to the Songbirds of South America: The Passerines. University of Texas Press, 2009, p. 612 É facilmente confundido com o seu parente próximo, Thraupis episcopus, mas este tem o ombro de tom branco.Ridgely, Robert S.; Tudor, Guy & Brown, William L. The Oscine Passerines: Jays and Swallows, Wrens, Thrushes, and Allies, Vireos and Wood-Warblers, Tanagers, Icterids, and Finches. University of Texas Press, 1989, pp. 304-305
Sua população não foi quantificada mas é descrito como uma ave comum; ocorre em uma grande área e a tendência da população global é se manter estável. Desta forma, a IUCN a classifica como em condição pouco preocupante. Contudo, na Colômbia já foi extinto, e as populações peruanas são pequenas, compostas por visitantes ocasionais que não nidificam no local.BirdLife International 2012. Thraupis sayaca. In: IUCN 2012. IUCN Red List of Threatened Species. Version 2012.1.Schulenberg, Thomas S. Birds of Peru. Princeton University Press, 2010, p. 554
A espécie recebeu sua denominação em 1766, descrita por Lineu, mas sua taxonomia não é muito clara, e já foi proposta sua fusão com a espécie Thraupis episcopus. Também foi sugerido que forme uma superespécie com Thraupis episcopus e Thraupis glaucocolpa. São reconhecidas três subespécies, com variações ligeiras na cor da plumagem e região de origem:"Thraupis sayaca (Linnaeus, 1766)". In: ITIS ReportSayaca Tanager (Thraupis sayaca). IBC Tangara sayaca boliviana Bond & Meyer de Schauensee, 1941 Tangara sayaca obscura Naumburg, 1924 Tangara sayaca sayaca (Linnaeus, 1766)
Ecologia e biologia Sua área de ocorrência atual se estende por todo o litoral leste da América do Sul entre a região de São Luís, no Brasil, até a região de Buenos Aires, na Argentina, e dali se estendendo para dentro do continente até encontrar os Andes do Peru até a Argentina, mas não ocorre na Bacia Amazônica. No Brasil é o sanhaçu mais comum e popular. Vive em matas abertas, capões, matas ciliares, zonas de cultivo, matas degradadas ou em recuperação, e mesmo em jardins e parques urbanos, tolerando climas de úmidos a semiáridos.Kraus, Jane Elizabeth. Fauna e Flora no Campus da Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira. EdUSP, 2005, p. 116 Pode viver em altitudes de mais de 3 mil metros, mas usualmente ocupa áreas abaixo dos 2 mil metros.
Vivem solitários ou em pequenos bandos, e são muito competitivos na hora da alimentação.Ribeiro, Leonardo Barros e Silva, Melisa Gogliath "Comportamento alimentar das aves Pitangus sulphuratus, Coereba flaveola e Thraupis sayaca em palmeiras frutificadas em área urbana". In: Revista de Etologia, v.7 n.1 São Paulo jun. 2005 Consomem frutas, flores, folhas, néctar, aracnídeos e insetos, que podem ser capturados em pleno voo.
No ritual de acasalamento o macho agita os ombros para a fêmea.Sanhaço-cinzento. Embrapa Nidificam em forquilhas de árvores de copa densa, entre 1,5 e 9 m de altura. O ninho é uma taça compacta feita de folhas, musgos e fibras, possuindo um diâmetro de 11 cm. São postos de 2 a 3 ovos, incubados pela fêmea. Após 12 a 14 dias emergem as crias, que são alimentadas por ambos os pais. Com 20 dias de vida os jovens alçam voo.Höfling, E. & Camargo, H. F. A. Aves no Campus . 3 ed. São Paulo: USP, 1999.
Ligações externas
Fotos e vídeos
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