Ictiofobia (do grego antigo ἰχθύς, transl. ikhthys, "peixe", e Φόβος, transl. fóbos, "medo") é um termo que designa as fobias ou medos relacionados a peixes, tanto à fobia específica ao próprio animal como qualquer tipo de medo a ele relacionado, como o medo de comer a sua carne, ou o medo de peixes mortos.

Fobia A ictiofobia é um medo irracional, intenso e persistente de peixes, descrito como uma fobia específica "incomum",Michael W. Eysenck. Psychology: An International Perspective, Psychology Press, 2004, p. 839, ISBN 184169360X e classificado pela quarta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Desordens Mentais da Associação Americana de Psiquiatria como um medo que o indivíduo que o tem reconhece como sendo excessivo. Tanto os sintomas quanto as curas da ictiofobia são comuns à maioria das fobias mais específicas.

John B. Watson, um nome célebre do behaviorismo, descreve um exemplo, citado por muitos livros de psicologia, do medo condicionado dum peixe-vermelho numa criança, e um modo de descondicionar o medo através do que se chama atualmente de "terapia de exposição graduada": John B. Watson (1929) "Behaviorism - The Modern Note in Psychology"

Por outro lado, a terapia de exposição radical foi usada com sucesso para curar um homem com fobia de peixes capaz de "alterar sua vida", no documentário The Panic Room, de 2007. Tryst Williams. Man cured of 'life affecting' fish phobia. Western Mail, 18 de abril de 2007

Fenômeno cultural Historicamente, o povo navajo era descrito como ictiófobo,Washington Matthews. Ichthyophobia, The Journal of American Folklore, Vol. 11, No. 41 (1898), pp. 105-112William H. Lyon. The Navajos in the American Historical Imagination, 1868-1900, Ethnohistory, Vol. 45, No. 2 (1998), pp. 237-275 devido a sua aversão ao peixe. Este medo, no entanto, foi reconhecido posteriormente como uma aversão cultural ou mítica a animais aquáticos,Howard M. Bahr. The Navajo as Seen by the Franciscans, 1898-1921: A Sourcebook. Scarecrow Press, 2004, ISBN 0810849623 e não uma condição psicológica.

Medo de comer peixes O Journal of the American Medical Association publicou um artigo científicoDariush Mozaffarian, Eric B. Rimm, "Fish Intake, Contaminants, and Human Health. Evaluating the Risks and the Benefits", Journal of the American Medical Association, 2006, vol. 296, pp 1885-1899. "New Study Shows the Benefits of Eating Fish Greatly Outweigh the Risks" - uma visão geral da publicação de Mozzaffarian e Rimm num press-release da Harvard School of Public Health abordando o medo de comer peixe"Time-Tested Guidelines for Eating Seafood" , uma palestra de Jane Brody (colunista de saúde pessoal do The New York Times) na Conferência sobre Frutos do Mar e Saúde, realizada em 2005, onde ela cunhou seu próprio termo para o medo de peixes: pescafobia (pescaphobia em inglês, de pesca, "peixe" em latim vulgar). pelo medo de que substâncias tóxicas, como o mercúrio, tenham se acumulado na carne do peixe.

Casos de ictiofobia Em sua autobiografia, o futebolista italiano Paolo Di Canio descreve que seu companheiro de time, Peter Grant, sofria de ictiofobia. Durante uma peça, Di Canio descreve a reação de medo de Grant ao encontrar uma cabeça de salmão em sua cama.Paolo Di Canio. Paolo Di Canio: The Autobiography, Harper Collins, 2001, ISBN 0007115989 Grant disse ao jornal The Independent que o objeto em sua cama era na verdade uma "cabeça de tubarão" e "dizer que eu tomei um susto quando coloquei meus pés entre os lençóis é um eufemismo.".Ronald Atkin. Grant ready with his shark riposte, The Independent, 19 de novembro de 2006. Em entrevista Blender, a cantora Rihanna disse que estava no mar uma vez e, com a água cristalina da região, ela começou a ver peixinhos nadando em volta de seus pés. Rihanna teve um ataque de pânico e um homem teve que tirá-la da água.

Ver também Lista de fobias

Referências

Ligações externas "Como superei minha fobia de peixes", Daily Mail

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