Ilê Olukotun ou Ilê tuntun Olukotun, é um terreiro que foi fundado em 1850, um ano após a compra da liberdade de seu fundador, Marcos Teodoro Pimentel, na região do Barro Vermelho, um pouco mais atrás da atual localização. Por ser um local de difícil acesso, o espaço foi escolhido também como forma de proteção, tendo em vista as perseguições religiosas da época.
Marcos Teodoro Pimentel era um africano que chegou ao Brasil na condição de escravizado, permanecendo nessa situação por 15 anos. Com o passar do tempo, passou a trabalhar como barbeiro, profissão que, naquela época, também incluía a realização de pequenas cirurgias dentárias.
Por meio desse trabalho, conseguiu juntar dinheiro e comprar a própria liberdade em 1849, pagando o valor de 900.000 réis. Alguns anos depois, em 1853, também conseguiu comprar a liberdade de seu filho, Marcos (o Novo), pelo valor de 150.000 réis.
Ambos são hoje cultuados no terreiro como Bàbá Ṣóadé e Bàbá Olú, sendo lembrados como importantes ancestrais na história e na tradição da casa.
O Terreiro de Tuntum, é um terreiro dedicado unicamente ao Culto aos egunguns, o mesmo está localizado no Barro branco, localidade na Ilha de Itaparica, Bahia. Especificamente na R. Ponta de Areia - Lot. Bosque ponta da areia, Itaparica - BA
Mãe Ondina de Oxalá Ìyálòrìṣà do Ilê Axé Opô Afonjá era filha do Balé Xangô José Teodoro Pimentel e descendente dos fundadores dos Terreiro do Mocambo e Terreiro do Tuntum na ilha de Itaparica, respectivamente o africano Marcos Teodoro Pimentel (o velho) e seu filho Marcos o novo que trouxeram para o Brasil o assentamento de Bàbá Olukotun um dos ancestrais do povo nagô e fundaram o Terreiro Tuntun Olukotun.Do tronco ao Opa Exim: memória e dinâmica da tradição afro-brasileira, Marco Aurélio Luz, Pallas, 2002Guerreiras de natureza: Mulher negra, religiosidade e ambiente, Por Elisa Larkin Nascimento Por Elisa Larkin NascimentoCulto aos egunguns e Ritual de Axexê, Por Batista D'Obaluayê
O terreiro passou por uma pequena mudança. Chegando alguns metros mais à frente em 1881, após Marcos conseguir adquirir aquelas terras como propriedade sua. Assim, foi criada a Fazenda do Tuntun, onde até hoje permanece o terreiro, preservando a memória, a ancestralidade e a continuidade da tradição.
Hoje em 2026 O Terreiro Tuntun é comandado Pelos Primos; Jonatan de Paula (Faboun), Cezar (Ibi Boun), Paulo de Paula - (Ọ̀tún Faboun), Washington - (Òsì Faboun) e Bartola - (ojé Itun).
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