Antônio Rodrigues Filho, mais conhecido como Neca (Rio Grande, 15 de abril de 1950), é um ex-futebolista brasileiro.
Carreira Início Meio-campista cujos fortes eram o cabeceioPlacar número 1063, setembro de 1991, Editora Abril, pág. 51 e a visão de gol,"Refazendo o caminho", Sérgio A. Carvalho, Placar número 367, 6/5/1977, Editora Abril, págs. 8-9 Neca começou no Sport Club Rio Grande, em 1967, e de lá foi para o Esportivo, de Bento Gonçalves, em 1969.Enciclopédia do Futebol Brasileiro Lance!, Areté Editorial, 2001, pág. 307 Ficou por seis anos em Bento Gonçalves, até ser contratado pelo Grêmio, em 1975, por insistência de Ênio Andrade.Ivan Soter, André Fontenelle, Mario Levi Schwartz, Dennis Woods e Valmir Storti, Todos os Jogos do Brasil, Editora Abril, 2006, pág. 303
Grêmio e seleção brasileira No Grêmio, onde se tornou um dos vinte maiores artilheiros da história do time gaúcho, com 60 gols, foi convocado para a Seleção Brasileira, numa convocação em que foi considerado a grande surpresa. da convocação do técnico Oswaldo Brandão para alguns torneios amistosos. Estreou em 19 de maio de 1976, na Taça do Atlântico, contra a Argentina, e marcou o segundo gol da vitória por 2 a 0, aos 43 minutos do segundo tempo. Começou a partida seguinte, em 23 de maio, contra a Inglaterra, pelo Torneio Bicentenário dos Estados Unidos, mas foi substituído no intervalo. Três jogos depois, em 9 de junho, entrou no segundo tempo, no lugar de Geraldo, e encerrou sua participação em jogos oficiais pela Seleção com um total de um gol em três jogos. Participou ainda de três jogos não-oficiais, sem marcar gols, em junho, outubro e dezembro do mesmo ano,"A história em seus pés", Placar número 1094, maio de 1994, Editora Abril, pág. 93 os dois últimos já como atleta do Corinthians, para onde foi no meio do ano.
Corinthians No Parque São Jorge, fez alguns bons jogos na campanha em que o time foi vice-campeão brasileiro e marcou dez gols em 22 jogos.Celso Dario Unzelte, Almanaque do Corinthians Placar, Editora Abril, 2006, pág. 698 Entretanto, foi dispensado logo após o torneio"Agora, a prática", João Areosa, Placar número 391, 21/10/1977, Editora Abril, pág. 86 e foi chamado de "pipoqueiro" pelos corintianos."Campanha do campeão", Placar número 411, 10/3/1978, Editora Abril, pág. 70 "Eu adorava o Corinthians, sua maravilhosa torcida, os companheiros, todos sensacionais", lamentou. "Mas foi um alívio sair.""É a renovação no Cruzeiro?", Sérgio A. Carvalho, Placar número 352, 21/1/1977, Editora Abril, pág. 16
Cruzeiro Acabou no Cruzeiro, onde chegou questionado, embora fosse o único reforço do time para 1977 que tivesse algum nome. "Se eu fosse isso que dizem de mim [jogador que "foge do pau"]", desafiava ao chegar, "o Cruzeiro não teria me comprado." No time de Belo Horizonte, marcou 17 gols em 45 jogos,Henrique Ribeiro, Almanaque do Cruzeiro, Belo Horizonte, 2007, págs. 255-261 apesar de dividir espaço com Eli, jogador com características parecidas com as suas. Lá foi vice-campeão da Libertadores e campeão mineiro em 1977, mesmo sem jogar as três partidas desta última final, quando estava sendo negociado com o São Paulo.
São Paulo O time paulista, relutante por causa da fama do meia, só aceitou a negociação depois de muita insistência do então técnico Rubens Minelli. Para convencer a diretoria, Minelli levou o jogador ao presidente do clube, Henri Aidar, e falou para ele: "Sabe qual é a fama que você tem em São Paulo? De mercenário, mau-caráter, líder negativo e covarde. O que você responde?" Neca respondeu: "Então faça o seguinte, presidente: em vez de comprar meu passe, traga-me por empréstimo, só para me analisar melhor." Aidar aceitou o desafio, o jogador foi para o seu quarto clube no período de um ano.
No São Paulo, teve altos e baixos, mas conquistou o título do Campeonato Brasileiro de 1977. Em sua sexta partida pelo time, já no campeonato nacional, foi bastante vaiado pela torcida no Pacaembu ao ser substituído por Marcos, o que gerou um comentário magoado do jogador: "Essa mesma torcida que me vaiou hoje ainda vai me aplaudir de pé.""A torcida acha o culpado por todos os erros: Neca", Jornal da Tarde, 14 de novembro de 1977, Edição de Esportes, pág. 4 Depois disso, não chegou a ter atuações de destaque, mas teve seu nome cantado pela torcida antes da partida contra o CRB."Minelli gostou da movimentação do seu quadro", Diário Popular, 27 de novembro de 1977, pág. 46 Mesmo assim, pela primeira vez em sua carreira"…um São Paulo desolado", Jornal da Tarde, 1 de março de 1978, pág. 22 ficou na reserva, no primeiro jogo das semifinais e na final, mas entrou no segundo tempo em ambas as partidas. Na final, protagonizou o lance em que o atleticano Ângelo quebrou a perna em uma dividida com o são-paulino — quem levou a "fama" pelo lance foi Chicão, que deu uma pisada no adversário quando ele estava no chão após o lance."Os bravos também choram", Placar número 1089, novembro de 1993, Editora Abril, pág. 18
Ficou no São Paulo, onde marcaria 27 gols em 103 jogos,Alexandre da Costa, Almanaque do São Paulo Placar, Ed. Abril, 2005, pág. 420 até 1980.
Anos finais Após, transferiu para o América, do Rio de Janeiro. Em 1981, foi para o São Paulo, de Rio Grande, onde ficou até 1984. Em 1987, depois de dois anos parado, defendeu ainda o Rio Grande, pela segunda vez, e o Rio-Grandense, onde encerrou a carreira.
Títulos Campeonato Brasileiro: 1977
Após a aposentadoria Atualmente, Neca é empresário em sua cidade natal, tendo uma loja de artigos esportivos.
Ligações externas
Categoria:Naturais de Rio Grande (Rio Grande do Sul) Categoria:Futebolistas do Rio Grande do Sul Categoria:Futebolistas do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense Categoria:Futebolistas do Sport Club Corinthians Paulista Categoria:Futebolistas do Cruzeiro Esporte Clube Categoria:Futebolistas do São Paulo Futebol Clube Categoria:Futebolistas do America Football Club (Rio de Janeiro) Categoria:Futebolistas do Clube Esportivo Bento Gonçalves Categoria:Jogadores da Seleção Brasileira de Futebol Categoria:Treinadores de futebol do Rio Grande do Sul