Ricardo Mansur (São Paulo, 14 de julho de 1948) é um empresário brasileiro, ex-dono das falidas redes varejistas Mappin e Mesbla e gestor do banco Crefisul. Mansur foi preso em janeiro de 2020, aos 71 anos de idade, devido a acusação de gestão fraudulenta.
História A sua trajetória começa décadas antes, quando Mansur, ainda jovem, abriu uma papelaria no centro de São Paulo com o apoio do pai. O pequeno negócio marcou o início de uma expansão contínua, que logo avançou com a compra de uma fábrica de chapéus.
Nas décadas de 1970 e 1980, Ricardo e seu irmão, Carlos Alberto, tiveram a idéia de adquirir empresas em crise e reestruturá-las. Compraram e incorporaram Leco, Vigor, Peixe, fortalecendo sua presença industrial e consolidando um modelo de gestão baseado em oportunidades de recuperação.
O movimento seguinte ocorreu em 1989, quando trouxe a Pizza Hut pro Brasil, vendendo a operação por U$$14 milhões pouco tempo depois. Em meio ao seu crescimento agressivo, ampliou o alcance de seus negócios ao entrar no setor financeiro, com a aquisição do Banco Crefisul.
De raízes libanesas, Mansur tornou-se conhecido do grande público em fins da década de 1990, quando assumiu o controle de redes de lojas deficitárias, como a Mesbla e o Mappin. Para isto, levantou uma vultosa linha de crédito bancária. Em 1998, Mansur foi admitido pelo presidente Fernando Henrique Cardoso à Ordem do Mérito Militar no grau de Oficial especial. Todavia, no ano seguinte, Mansur não conseguiu saldar parcelas do empréstimo que havia obtido junto o banco Bradesco e a falência das lojas foi decretada.
Ainda em 1999, Mansur foi acusado de ter divulgado boatos pela internet, através de e-mails falsos onde alertava para uma possível quebra do banco Bradesco. Veneno por e-mail em revista Época. Visitado em 6 de fevereiro de 2008. O empresário chegou a ser preso pelo crime, mas obteve um habeas-corpus.Defesa do empresário Ricardo Mansur apresenta habeas-corpus ao STJ em Direito 2. Visitado em 6 de fevereiro de 2008.
Em agosto de 2009, os donos da Usina Galo Bravo concederam uma procuração pública para o empresário Ricardo Mansur assumir a direção da empresa, que tinha uma dívida estimada em R$ 450 milhões pelos credores. A família Balbo afirma que a intenção era resolver os problemas financeiros e que Mansur conseguiria recursos para a empresa. Com os novos problemas, a procuração foi revogada.
Em junho de 2010, Mansur devolveu a destilaria Pignata, em Sertãozinho (SP), adquirida no início deste ano. No início de abril de 2010, Mansur também desfez a aquisição da Faculdade Batista de Vitória (Fabavi), na capital do Espírito Santo, negociada em outubro de 2009, e reassumida pelo Instituto Batista de Educação de Vitória (IBEV), após o empresário deixar de pagar parcelas da aquisição.
Em julho de 2010, Ricardo Mansur teve a procuração revogada e os donos da companhia, que reassumiram a direção da empresa, calculam uma dívida de R$ 2,5 milhões com funcionários da indústria e cortadores de cana.
Ricardo Mansur então desapareceu e deixou uma ameaça aos donos da Galo Bravo: se eles divulgassem a revogação da procuração à imprensa ele entraria com ação judicial por dano moral. É pai do empresário Ricardo Mansur Filho e irmão do também empresário Carlos Alberto Mansur.
Ligações externas ATTUCH, Leonardo. Mansur tenta sua última cartada em Revista IstoÉ. Visitado em 6 de fevereiro de 2008.
Categoria:Brasileiros de ascendência libanesa Categoria:Pessoas da Mappin Categoria:Empresários brasileiros do século XX Categoria:Oficiais da Ordem do Mérito Militar Categoria:Família Mansur