miniaturadaimagem|Etnias indígenas mais populosas no Leste-Nordeste. As populações indígenas localizados na Bahia pertencem, em grande maioria, ao tronco linguístico macro-jê, dentre elas estão os grupos indígenas pataxós, pataxós-hã-hã-hãe, quiriris e os extintos camacãs. Grande parte dos índios vem perdendo o hábito do idioma materno, passando a falar a língua portuguesa. As tribos e aldeias indígenas estão bastante distribuídas pela Bahia em áreas/terras e reservas indígenas.

De acordo com o Censo de 2022 do IBGE, 229.103 pessoas se autodeclararam indígenas no estado, sendo esta a segunda maior população indígena do país. O município de Salvador é o quarto município brasileiro com a maior população indígena, 27.740 pessoas.

Etnias De acordo com censo de 2010 há na Bahiaː

13.588 pataxós que vivem, principalmente, na costa do Atlântico-Sul, mas também no interior do estado; 3.556 pataxós-hã-hã-hães vivendo no sudeste baiano nas Áreas Indígenas Fazenda Baiana e Caramuru/Paraguassu; 3.079 quiriris (Kiriri) morando na Terra Indígena Kiriri, entre os municípios de Ribeira do Pombal e Banzaê, e na Área Indígena Barra à margem esquerda do São Francisco, no município de Muquém de São Francisco; 1.828 tuxás vivendo nas margens do rio São Francisco no norte de Bahia, nas Áreas Indígenas Ibotirama (município de Ibotirama), Rodelas e Nova Rodelas (município de Rodelas), e também em Pernambuco; 1.346 pancararés (Pankararé) que vivem nas Áreas Indígenas Brejo do Burgo e Pankararé, localizadas ao norte da Estação Ecológica do Raso da Catarina, no município de Glória; 1.016 caimbés (Kaimbé) espalhados pela Área Indígena Massacará e pelas localidades de Muriti e Tocas, todas dentro do município de Euclides da Cunha; 1.157 índios tumbalalás; entre os municípios de Abaré e Curaçá, às margens do Rio São Francisco; 398 cantarurés (Kantaruré) habitando a Terra Indígena Kantaruré da Batida, no município de Glória; 117 pancarus (Pankaru) que habitam a Reserva Indígena Vargem Alegre, localizada ao norte da Serra do Ramalho, no município de Bom Jesus da Lapa.

miniaturadaimagem|200x200px|Índios pataxós na Bahia. Há também a presença dos tupinambás (tamoios, tupinambás-de-belmonte, de-crateús e de-olivença), paiaiás (payayá), xucurus-caririss, geréns, trucás (truká ou tur-ká), aticuns-umãs (aticum ou atikim-umã), etc. O território baiano foi habitado ainda pelos sapuiás, camacãs, entre outros.

No sul da Bahia está localizada a Aldeia da Pedra Branca, à qual pertencia o índio Galdino, que foi queimado vivo por jovens de classe média-alta num ponto de ônibus de Brasília, em 1997.

População Os municípios com maior população indígena no Censo de 2022 foramː MunicípioPopulação indígena (2022)Proporção na população total (%)Terra Indígena Salvador27.7401,15 -Porto Seguro17.77110,58Aldeia Velha, Barra Velha, Coroa Vermelha, ImbiribaIlhéus12.9747,26Tupinambá de OlivençaSanta Cruz Cabrália7.10324,34Coroa Vermelha, Mata MedonhaEunápolis6.7855,97Feira de Santana6.6211,08Prado6.08617,39Águas Belas, Brejo do BurgoPaulo Afonso5.0074,44Brejo do Burgo, PankararéLauro de Freitas1.8192,38Camaçari4.8351,61Juazeiro3.6691,56Abaré3.24118,37Pau Brasil3.23634,54Caramuru / Paraguassu Os municípios com maior proporção de indígenas em relação à população total no Censo de 2022 foramː MunicípioProporção na população total (%)População indígena (2022)Terra IndígenaPau Brasil34,543.236Banzaé25,513.050Fazenda Sítio, KiririRodelas24,802.556PankararéSanta Cruz Cabrália24,347.103Itaju do Colônia22,461.356Caramuru / ParaguassuGlória17,942.785Brejo do Burgo, Kantaruré, QuixabáPrado17,396.086Porto Seguro10,5817.771Camacan10,212.305Caramuru / Paraguassu

Línguas A maior parte dos indígenas baianos perdeu o hábito do idioma materno, passando a falar a língua portuguesa. No Censo de 2010, foi registrado o seguinte número de falantes de línguas indígenasː +Língua indígenas na BahiaLínguaTronco linguísticoTotal de falantes (2010)PataxóMacro-jê772Pataxó-hã-hã-hãesMacro-jê58Kiriri (kipea)Macro-jê56KaimbéLíngua isolada1

Terras indígenas miniaturadaimagem|Indígena pataxó São Terras Indígenas regularizadas no estado da Bahiaː

Águas Belasː etnia pataxó, em Prado Barraː etnias atikum e kiriri, em Muquém do São Francisco Barra Velhaː etnia pataxó, em Porto Seguro Brejo do Burgoː etnia pankararé, em Glória, Paulo Afonso e Rodelas Caramuru/Paraguassuː etnia pataxó-hã-hã-hãe, em Camacan, Itaju do Colônia e Pau Brasil Coroa Vermelhaː etnia pataxó, em Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália Fazenda Bahianaː etnia pataxó, em Camamu Fazenda Sítioː etnia tuxá, em Quijingue Imbiribaː etnia pataxó, em Porto Seguro Kantaruréː etnia kantaruré, em Glória Kiririː etnia kiriri, em Banzaê Massacaráː etnia Kaimbé, em Euclides da Cunha Mata Medonhaː etnia pataxó, em Santa Cruz Cabrália Pankararéː etnia pankararé, em Glória, Paulo Afonso e Rodelas

São Reservas Indígenasː

Coroa Vermelha - Gleba Cː etnia pataxó, em Porto Seguro Fazenda Jenipapeiroː etnia atikum, em Santa Rita de Cássia Fazenda Sempre Verdeː etnia pankaru, em Muquém de São Francisco Quixabáː etnia xucuru-kariri, em Glória Tuxá de Ibotiramaː etnia tuxá, em Ibotirama Vargem Alegreː etnia pankaru, em Serra do Ramalho

Encontram-se na fase delimitada as Terras Indígenasː Tumbalalá (etnia tumbalalá), Tupinambá de Belmonte (etnia tupinambá), Tupinambá de Olivença (etnia tupinambá) e Comexatibá (etnia pataxó).

A maioria dos indígenas na Bahia, no entanto, vive fora das terras oficialmente delimitadas: 92,49%. Foram mapeadas 134 localidades indígenas em 39 municípios, de um total de 417 cidades.

Conflitos miniaturadaimagem|Indígenas pataxós-hã-hã-hãe à espera da decisão judicial sobre disputa de terras em 2008 Em 2022, a Bahia foi o segundo estado com mais casos de violência contra povos e comunidades tradicionais. Seis cidades registraram mais da metade dos eventos: Porto Seguro, Salvador, Banzaê, Pau Brasil, Ilhéus e Itaju do Colônia, com 52,2% dos casos.

No extremo-sul baiano, a resistência do povo pataxó contra as ocupações de suas terras tem provocado retaliação por parte dos fazendeiros e empresários, que contratam pistoleiros e milícias privadas para atacar os indígenas.

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