Masterplan é uma banda alemã de heavy metal criada em 2001 por Uli Kusch e Roland Grapow.
História Começo de carreira (2001) thumb|direita|350px|O logotipo clássico do "Masterplan" vem sendo utilizado até hoje. Somente algumas versões apresentam modificações simples de brilho e contraste, outros é utilizada a inversão de cores.
O início das atividades deu-se no final do outono de 2001, durante a turnê "The Dark Ride Tour" do Helloween. Roland Grapow, presente na banda desde 1989, e Uli Kusch, desde 1994, decidiram formar um projeto paralelo pois estavam desgastados e insatisfeitos em continuar na banda, devido às diferenças musicais crescentes. Ao final da turnê do álbum The Dark Ride, ambos foram "convidados" a se retirar do Helloween. No site oficial, os fãs deram sugestões e ideias para o novo projeto. Foram convidados o baixista Jan S. Eckert, ex-Iron Savior na época, e nos teclados Janne Wirman, que tocava no Children Of Bodom. Russel Allen foi convidado para os vocais, mas recusou porque estava firme na sua banda (Symphony X). Michael Kiske também recusou a proposta, alegando querer manter distância do cenário metal. Após escutarem alguns trabalhos da banda norueguesa Ark, convidaram Jørn Lande, que completou a banda durante os seis meses de estruturação.
Sucesso comercial (2002 a 2005)
No dia 21 de outubro de 2002 publicam o site da banda, e um ano depois, em 18 de novembro de 2002, lançam o Extended play (EP) Enlighten Me, que chamou a atenção do público e da mídia, onde se confere o cover de "Black Dog" do Led Zeppelin. Antes mesmo de lançarem seu primeiro CD, demitem seu tecladista, Janne Wirman, que não pôde acompanhar a banda devido a seus compromissos com o Children Of Bodom. Em seu lugar foi efetivado Axel Mackenrott (Machine Head), que estava atuando no PUNCH TV e já tinha participado de várias bandas, dentre elas o Catch the Rainbow, projeto de Uli em tributo ao Rainbow.
Masterplan (2003 e 2004) thumb|esquerda|150px|Ex-vocalista Jørn Lande em uma apresentação no Metalmania de 2007.
Em 20 de janeiro de 2003 a banda lança o álbum Masterplan, que ganhou total aceitação dos críticos e da mídia. Baseado em quatro elementos da natureza (terremoto, inundação, tempestade e chamas), o álbum desfila músicas genuínas calcadas no power metal e com melodias mais atmosféricas e progressivas, sem incorporar o já então desgastado metal melódico. Este primeiro álbum contou com a participação especial de Michael Kiske, que teve uma música composta especialmente para seu vocal. Os teclados foram divididos nas gravações entre o ex-integrante Janne Wirman e Ferdy Doernberg, que toca com Axel Rudi Pell. As apresentações ficaram a cargo do tecladista Axel Mackenrott. O baterista Uli Kush, anunciou em 25 de abril de 2003 que a banda estava confirmada em vários festivais europeus nos meses de junho, julho e agosto, como Sweden Rock (Suécia), Seixal Festival (Portugal), Wacken Open Air (Alemanha), Bloodstock Festival (Reino Unido) e outros, além de agendar turnês em diversos países. No Brasil se apresentaram ao lado da banda Gamma Ray, tendo apresentações nas cidades de Porto Alegre, Curitiba e em São Paulo no Via Funchal, e seguiram pela América Latina, passando por Buenos Aires, Santiago, Costa Rica, com término em Monterrei no México. No mesmo ano, logo após a turnê, seguiram para Los Angeles, onde se encontraram com o produtor Roy Z, que estava trabalhando em um material para o segundo disco da banda. Já com o material pronto para o sucessor de seu debut, a banda Masterplan inicia as gravações, que tem previsão de lançamento para o segundo semestre de 2005. O single, chega antes às lojas, no fim do verão europeu ou inverno no Brasil. No mesmo ano a banda lança o EP Back For My Life (2004).
Aeronautics (2005) Em 24 de janeiro de 2005 é apresentado o álbum Aeronautics. Este álbum possui referências claras à aviação, pois é um dos temas de interesse do vocalista Jørn Lande. thumb|direita|200px|Público do Wacken assistindo a um dos diversos show's da edição de 2005 do festival. Masterplan marcou presença na edição de 2003. Na verdade este "Voo" não é só expresso pelo conceito do álbum em si, mas também como tema principal que é bem explorado, mostrando que o Masterplan busca alcançar "Voos" cada vez mais altos. Assim como o primeiro álbum, Aeronautics teve uma excelente recepção, tanto pelos críticos, como pelo público. Após isso a banda novamente sai em turnê juntamente com o Circle II Circle, Rob Rock e PURE INC. na tournê Flying Aces Tour. Em 2005, dedicam-se a sua turnê e em shows pela Europa além de outros festivais. A turnê do álbum Aeronautics, não passa pelo Brasil. Mesmo sem confirmar nada, Grapow alegou em entrevistas que eles devem marcar datas para o Brasil, pois quando ele esteve aqui foi apenas em carreira solo, ademais na primeira e única vez que estiveram no Brasil na turnê do álbum Masterplan, em ambas as vezes abriram para o Gamma Ray, e sua pretensão era fazer uma turnê como headliner.
Saída de Jørn Lande e Uli Kusch (2006)
Em maio de 2006, logo após anunciarem as datas das gravações para o novo álbum, que teriam início no segundo semestre do mesmo ano, Jørn Lande sai da banda alegando diferenças musicais. Segundo Roland em entrevistas, Jørn estava alegando que o estilo da banda estava muito progressivo e obscuro em seu direcionamento, e que o material de divulgação estavam mal feitos e a tonalidade baixa, que o deixava desconfortável quando estava se apresentando ao vivo, além da falta de participação nas composições. Enquanto Roland e Uli queriam manter o estilo da banda, talvez voltando um pouco para o estilo do primeiro álbum com as raízes calcadas no metal tradicional, e já ter iniciado esse processo de adequação junto com a banda para o álbum “Aeronautics”, Jørn estava tentando direcionar o estilo da banda para um heavy metal mais tradicional e direto. Após todos esses contratempos, Jørn Lande decidiu que não queria continuar mais na banda, decidindo dar continuidade com sua carreira solo. thumb|esquerda|350px|Dia de autógrafos no Earthshaker-Fest 2007
Posteriormente ao seu anúncio de saída do Masterplan, Jørn Lande anunciou que antes de se desligar definitivamente, faria mais quatro shows com os integrantes da banda no Masters of Rock, em Vizovice, na Rep. Tcheca, no Monsters of Rock – Varna, Bulgária - Lokersefeesten - Bélgica e no RagnaRock Festival - Oslo, Noruega. Em entrevistas posteriores a sua saída, Jørn afirma que todo o material dos dois primeiros álbuns foi escrito por Roland e por Uli. Ele basicamente recebia as canções e acrescentava as melodias e letras. A situação o incomodava muito, já que para ele não era uma forma natural de se compor. Ele queria dar uma contribuição maior, tornando o processo de composição mais compatível com uma banda. Quando ficou claro que isto não ocorreria, resolveu que era hora de deixar a banda. Além disso, ele queria menos influências musicais experimentais e modernas, voltando para um metal mais direto. São essas duas razões que, combinadas, culminaram a sua saída do Masterplan. Uli Kusch, afirmou que a banda obviamente não ficou feliz com a saída de Jorn, mas que também não faria sentido continuar caso não houvesse acordo na direção das composições. Disse que desejava a Jorn muito sucesso e agradece por tudo o que ele fez pela banda. Após a saída do vocalista eles tinham tempo suficiente para desenvolver o novo álbum. Jorn informou o guitarrista Roland Grapow e o baterista Uli Kusch, que já trabalhavam em 13 faixas para o novo álbum, para que procurassem um novo vocalista. Obviamente a notícia não foi muito bem aceita pelos fãs que se perguntavam curiosos quem poderia substituir Lande. Em Outubro de 2006 Uli Kusch deixa a banda. Em nota da Blabbermouth - 20 de outubro de 2006 - Uli Kusch diz "(…)'"Não nos inspirávamos mais juntos, e sem inspiração é impossível elaborar canções em conjunto"'(…)"., acrescentando que pretende seguir sua carreira com uma nova banda nomeada Beautiful Sin, com o qual planeja lançar um álbum no próximo ano. Um dos principais motivos do ex-baterista se retirar foi se dedicar a sua esposa e seus filhos, assim, ele fica totalmente longe da cena Metal e da música. Antes de iniciar as gravações, a banda começa uma busca por vocalistas para preencher a vaga deixada por Jørn. Durante este tempo, a banda não dá muitos detalhes dos acontecimentos, pois a mesma perdera um integrante muito importante. Porém em agosto do mesmo ano, mesmo sem anunciarem o novo vocalista, a banda confirma uma extensa turnê pela Europa ao lado dos ingleses do (Saxon).
Mike DiMeo e Mike Terrana (2007) thumb|esquerda|150px|Mike Terrana.
A nova formação conta com Mike DiMeo (Ex-Riot) e (The Lizards), e Mike Terrana (Ex-Rage), na bateria. Terrana, amigo de longa data de Grapow, já havia trabalhado com ele anteriormente e sempre o considerou como um dos melhores bateristas da atualidade. Já Mike Dimeo havia sido escolhido por Grapow e Uli (antes de sua saída). Grapow já tinha pensado em outros nomes, como Kelly Carpenter (ex-Outworld, atual Beyond Twilight – na verdade, já deixou o BT também), mas Uli não aceitou a escolha. A decisão estava difícil porque quando tal decisão teve ser tomada por duas pessoas que na época pensavam diferente, o choque de idéias era evidente. Também teve Patrik Johansson do Astral Doors, entre as escolhas, mas ele não estava disponível. Exaustivamente, após os dois ouvirem centenas de CDs e vocalistas, Mike DiMeo foi a escolha para somar a banda. Como não havia material suficiente para o álbum, então foi escrita “Keeps Me Burning”, “Watching the World” e “Warrior’s City”. thumb|200px|Mike DiMeo. Quando as músicas estavam sendo compostas, não estavam escritas as linhas melódicas e vocais. Então foi tudo enviado para Mike e ele as escreveu. Sua primeira tentativa não se encaixou muito bem ao novo material e ao estilo da banda, soando como RIOT. A partir daí, iniciou-se um trabalho de adaptação para ele se entrosar com a banda e entender seu estilo.
MK II (2007) Em 26 de Fevereiro de 2007 é lançado MK II. Andy Sneap foi o produtor. Roland Grapow salienta que MK II significa que não é explicação para uma nova era, mas é uma nova situação, neste caso especificamente com os dois novos membros da banda. A priori a situação sem os dois outros ex-membros é nova, mas a música é a mesma. É um pouco semelhante a situação que o Deep Purple encontrou quando aconteceu as questões referentes aos vocalistas Glenn Hughes e David Coverdale. Esta foi a ideia principal do tecladista Axel, apenas para fazer comparações simples e diretas com o Deep Purple. A banda estreou nesse momento também o novo logo da banda um "M" disposto em uma rosa-dos-ventos, que foi estilizado tanto na capa do álbum da banda quanto em uma guitarra especial criada para Roland Grapow, uma VGS Pro Series Eruption-Europe-MP-1.