Manuel Francisco Venâncio de Medeiros (Horta, Matriz, 1 de abril de 1832 — Horta, Matriz, 3 de junho de 1895)Baptizado em 7 de abril de 1832 (Biblioteca Pública e Arquivo Regional da Horta, Registo de baptismos, Matriz da Horta, Liv. 12, fl. 195). foi um médico e político açoriano,Manuel Francisco de Medeiros na Enciclopédia Açoriana. que ficou conhecido por «Conselheiro Medeiros». Bacharel em Medicina pela Universidade de Coimbra em 1858, foi facultativo municipal da Horta e médico do hospital da Santa Casa da Misericórdia da Horta.«Conselheiro Manoel Francisco Medeiros» in Álbum Açoriano, p. 505. Editores Oliveira e Baptista, Lisboa, 1903. Biografia Bacharel formado em Medicina, pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, foi facultativo municipal e do hospital da Santa Casa da Misericórdia da Horta.

Chefe do Partido Progressista na Horta, entre outras funções, foi deputado às Cortes (1885) e exerceu, por duas vezes (1879-1881 e 1886-1890), o cargo de governador civil do Distrito da Horta.Marcelino Lima, Anais do Município da Horta. Oficinas Gráficas Minerva, Vila Nova de Famalicão, 1943.José Guilherme Reis Leite, Política e administração nos Açores de 1890 a 1910. O primeiro movimento autonomista. Jornal de Cultura, Ponta Delgada, 1995.

Membro da maçonaria local, foi durante anos presidente da Sociedade Filantrópica Luz e Caridade, do Grémio Literário Faialense e da secção da Sociedade de Geografia de Lisboa na ilha do Faial. Chefe do Partido Progressista desde a sua fundação, em 1879, teve no jornal O Atlântico (1862-1910) que redigiu, durante muitos anos, o seu órgão informativo.Marcelino Lima, Anais do Município da Horta, p. 370. Oficinas Gráficas Minerva, Vila Nova de Famalicão, 1943.

Foi agraciado com a carta de Conselho em 1886, passando a ser conhecido por «Conselheiro Medeiros», nome pelo qual é lembrado na toponímia da cidade da Horta. Foi algumas vezes eleito membro da Junta Geral e da Comissão Distrital.«Conselheiro doutor Manuel Francisco Medeiros» in O Telégrafo, n.º 513, de 5 de Junho de 1895.

Casou com Maria Alexandrina Goulart, última senhora ou administradora do morgado dos Goulart, no Faial, Açores, e foi pai de Manuel Goulart de Medeiros, Alberto Goulart de Medeiros e Augusto Goulart de Medeiros.

Imediatamente após o seu falecimento, a Câmara Municipal da Horta deu a 8 de junho de 1895 o nome de «Conselheiro Medeiros» ao troço entre a praça do Infante e o canto da D. Joana da então denominada rua de São Francisco. O Conselheiro Medeiros residiu durante largos anos e faleceu na casa n.º 22 daquela rua.

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