Roberto Carlos é o trigésimo quarto álbum de estúdio do cantor e compositor Roberto Carlos, lançado em 1994 pela gravadora Columbia, através do selo Amigo Records.

O álbum abre com a faixa romântica "Alô". Outro destaque é "Eu Nunca Amei Alguém Como Eu Te Amei", dos compositores Eduardo Lages/Paulo Sérgio Valle, que posteriormente foi regravada em 2011 pela cantora baiana Ivete Sangalo, exclusivamente para trilha sonora da novela Fina Estampa. Nesse álbum, Roberto regrava a faixa "Custe o Que Custar" de Edson Ribeiro e Hélio Justo, originalmente gravada por ele próprio em 1969 e que foi trilha sonora do filme Roberto Carlos e o Diamante Cor de Rosa.

Produção e lançamento Foi o primeiro álbum de Roberto Carlos em seu selo próprio, após 33 anos vinculado à Sony Music, antiga CBS, que passa a ser a distribuidora – assim, Roberto passa a ter todos os direitos sobre sua obra. O disco foi gravado no Rio de Janeiro e em Miami. Chegou oficialmente às lojas no dia 7 de dezembro de 1994, com tiragem inicial de 1,5 milhão de cópias. As músicas também fizeram parte do especial de fim de ano da Globo, gravado no Mineirinho, em Belo Horizonte.

Única regravação do álbum , Custe o Que Custar teve uma pequena alteração no verso final. Em vez de "Será meu Deus, enfim, que eu não tenho paz", Roberto cantou "somente Deus, enfim / que eu encontro paz", representando o estado de espírito do artista, que buscava evitar palavras negativas em suas músicas.

Faixas

Ficha Técnica

Produção: Mauro Motta

Produção executiva: Charles Nogueira

Gravado nos estúdios Sigla (Rio de Janeiro) e Criteria Recording Studios (Miami)

Engenheiro de gravação: Edu de Oliveira

Engenheiro de mixagem: Edu de Oliveira

Engenheiros adicionais de mixagem: TedStein (faixas 2 e 6) e Steve Robillard (faixa 4)

Assistentes de gravação e mixagem: Claudinho Olibeira, Júlio Carneiro, Steve Robillard e Cris Carroll

Masterização: Discovery Music Network (Miami)

Engenheiro de masterização: Charlie Dye

Fotos: Luis Garrido

Coordenação gráfica: Carlos Nunes

Recepção Em geral, as críticas foram negativas. Tarik de Souza, do Jornal do Brasil, do Rio de Janeiro, deu avaliação "ruim" para o disco, destacando o aspecto "repetitivo" do disco, que acena para os taxistas - tal qual para os caminhoneiros em trabalhos anteriores - e aos evangélicos, dessa vez na faixa Jesus Salvador.

O Jornal Pioneiro, de Caxias do Sul, repetiu até mesmo o trecho da crítica ao álbum anterior, dizendo que o trabalho "é idêntico ao penúltimo que era igual ao anterior que era igual ao...". A publicação destacou que o disco manteve temas típicos (como as músicas românticas e religiosas), mas salientou que a falta de uma música específica para as mulheres deverá causar uma certa frustração às fãs, tal qual a música Coisa Bonita do disco anterior.

Já o Tribuna da Imprensa, também do Rio de Janeiro, destacou que a capa em tons azulados é a única inovação do álbum. Para o jornal, o disco "não traz absolutamente nada de novo" em relação ao trabalho anterior.

Por outro lado, José Carlos Assumpção, do jornal O Fluminense, de Niterói, elogiou alguns aspectos do álbum. Segundo o jornalista, "ao contrário do que andam dizendo por aí, o repertório não é tão indigente quanto o dos trabalhos anteriores". Assumpção chamou a faixa Alô de "interessante". Para ele, a melhor música do disco é Silêncio, principalmente pela qualidade da letra de Beto Surian. Entretanto, ele classificou a faixa O Taxista como "entediante" e afirmou que Jesus Salvador "não merece frequentar o rádio da beata mais ortodoxa".

Certificações PaísCertificaçãoDataVendas certificadas (ABPD)19951.000.000**número de vendas baseado na certificação

Categoria:Álbuns de 1994 Categoria:Álbuns de Roberto Carlos