Paola Montaner de Bracho é uma socialite fictícia interpretada pela atriz venezuelana Gabriela Spanic na telenovela mexicana La usurpadora, de 1998. A personagem é considerada por muitos como uma das grandes vilãs da teledramaturgia mexicana.

Graças à sua interpretação de Paola, Spanic alcançou fama internacional e tornou-se especialmente popular na América Latina, sobretudo no Brasil. Ao lado de Soraya Montenegro, interpretada por Itatí Cantoral em María la del Barrio (1995), e Catarina Creel, vivida por María Rubio em Cuna de lobos (1986), Paola é considerada uma das vilãs mais conhecidas das telenovelas.

História Paola é a segunda esposa de Carlos Daniel Bracho (Fernando Colunga) e madrasta de Carlitos (Carlinhos; Sergio Miguel) e Lisette (María Solares), que a consideram sua legítima mãe. Sempre entediada, Paola passa o tempo com futilidades, fazendo compras, induzindo Abuela Piedad (Vovó Piedade; Libertad Lamarque), a avó de Carlos Daniel ao alcoolismo e saindo com vários homens ricos. Seu único passatempo na casa dos Bracho é seu cunhado, Willy (Juan Pablo Gamboa), marido da atormentada e histérica Estefanía (Estefhanie; Chantal Andere), irmã adotiva de Carlos Daniel.

Em uma de suas diversas viagens a Cancún, Paola conhece Paulina, sua irmã gêmea idêntica, no banheiro feminino de um clube. Na ocasião, Paola está meio bêbada e fumando. Ao perceber a semelhança entre as duas, Paola vê em Paulina a oportunidade perfeita para se livrar da família e fugir com o milionário e megaempresário Alessandro Farina (Alexandre Farina; Enrique Lizalde). Paola tenta convencer Paulina a assumir seu lugar na casa dos Bracho, mas ela se recusa. Diante da negativa, Paola coloca em sua bolsa uma pulseira de esmeraldas e diamantes, fazendo com que Paulina seja acusada de furto. Em seguida, ameaça denunciá-la à polícia e fazer com que seja presa, caso não aceite substituí-la na família Bracho pelo período de um ano. Dessa forma, Paola obriga Paulina a aceitar a usurpação em troca de não denunciá-la pelo suposto roubo. Durante uma viagem a Mônaco com Alexandre, os dois sofrem um grave acidente de carro e passam praticamente todo aquele ano em recuperação, enquanto Paulina permanece na casa dos Bracho ocupando o lugar de Paola.

Após um ano, Paola reassume seu lugar na casa dos Bracho, sem, no entanto, desconfiar de que toda a sua farsa já havia sido descoberta, o que acaba fazendo com que ela entre em contradição. Ao descobrir que os Bracho já sabem de tudo, Paola arma um novo plano e foge com Douglas Maldonado (Miguel de León), um antigo amante.

Após alguns meses, Paola retorna ao México ainda inconsciente, em decorrência das graves sequelas do acidente sofrido em Mônaco e da cirurgia cerebral à qual foi submetida. Em estado de coma e aparentemente incapaz de se comunicar ou se movimentar, ela é levada de volta à casa dos Bracho, onde sua condição provoca comoção entre os familiares. Comovida com o estado da irmã e acreditando que ela não tem condições de se defender, Paulina decide assumir a responsabilidade pela usurpação de identidade. Ela se entrega às autoridades e acaba presa, enquanto Paola permanece sob os cuidados da família. Entretanto, a suposta incapacidade de Paola é apenas mais uma de suas farsas. Recuperada, ela passa a fingir que continua incapacitada para enganar os Bracho e manipular a situação a seu favor.

Entretanto, Paola já está completamente recuperada e passa a fingir que permanece imóvel, principalmente para enganar os Bracho. Aos poucos, ela simula sinais de recuperação, enquanto continua a transformar a vida da família e da irmã em um verdadeiro inferno, chegando até mesmo a prejudicar Paulina durante seu julgamento. Após Paulina ser colocada em liberdade, Paola retorna à casa dos Bracho em uma cadeira de rodas, fingindo estar inválida para continuar atormentando a família.

Após ser desmascarada, Paola retoma seu comportamento cruel e passa a fazer de tudo para destruir a família Bracho e se vingar de Paulina. Ela exige US$ 1 milhão para conceder o divórcio a Carlos Daniel e deixar a família em paz. Carlos Daniel, porém, já está ciente das constantes infidelidades da esposa e se recusa a ceder às suas exigências. Determinada a acabar de vez com os Bracho, Paola volta a se aliar a Willy, seu antigo amante e cunhado. Determinada a acabar de vez com os Bracho, Paola volta a se aliar a Willy, seu antigo amante e cunhado. Juntos, os dois planejam destruir a fábrica da família em um incêndio. Willy tenta colocar fogo na fábrica, mas fracassa e acaba sendo descoberto, fazendo com que o plano dos dois não se concretize. Enquanto isso, a enfermeira Elvira (Azela Robinson), responsável pelos cuidados de Paola, que durante todo esse período havia ajudado a sustentar a farsa de sua suposta invalidez, começa a se arrepender de sua cumplicidade. Elvira finalmente decide contar a verdade a Vovó Piedade: Paola havia se recuperado havia algum tempo e continuava fingindo estar incapacitada apenas para manipular os Bracho e permanecer na mansão. Sem que Elvira perceba, Paola escuta a conversa e descobre que sua cúmplice a traiu.

No dia seguinte, Paola convence Elvira a acompanhá-la em um passeio de carro, sob o pretexto de resolver alguns assuntos. Durante o trajeto, porém, Paola revela que descobriu a traição de Elvira e que pretende castigá-la. Em combinação com Willy, ela havia planejado levar a enfermeira, no carro dado por Paulina, até uma região afastada, onde seria agredida. Apavorada, Elvira tenta tomar o controle do volante. As duas entram em uma luta dentro do veículo, fazendo Paola perder o controle do carro, que cai por um barranco e explode. Elvira morre no acidente, enquanto Paola é encontrada com vida, mas gravemente ferida.

Paola é levada às pressas para um hospital e permanece em estado crítico. No leito, arrependida de seus atos, Paola se reconcilia com a irmã e pede perdão a Paulina e a Carlos Daniel. Comovida, Paulina pede a Carlos Daniel que também perdoe Paola, para que ela possa morrer em paz. Depois de receber o perdão daqueles a quem havia causado tanto sofrimento, Paola entra em coma e morre no hospital. Seu corpo é posteriormente cremado, e suas cinzas são depositadas no jazigo da família Bracho. Com a morte de Paola, Paulina e Carlos Daniel ficam livres para assumir o relacionamento e se casam, dando início a uma nova vida juntos.

Continuação Na sequência Más allá de... La usurpadora, a imagem de Paola aparece refletida em um espelho durante uma alucinação de Paulina. Em decorrência do delírio, atormentada pela culpa pela morte da irmã e acreditando que também está prestes a morrer, Paulina imagina Paola diante dela, culpando-a por sua morte e dizendo que a espera no Inferno.

Principais maldades

Colocou uma pulseira de esmeraldas e diamantes na bolsa de Paulina e a acusou de roubo para obrigá-la a assumir seu lugar na mansão dos Bracho. Manteve relacionamentos extraconjugais com seu cunhado Willy, além de Douglas Maldonado, Luciano Alcántara (Luciano Alcântara; Mario Cimarro), Alexandre Farina e o pintor Donato D'Angeli (Giovan D'Angelo). Aproveitou-se das sequelas de uma cirurgia cerebral para fingir que permanecia doente e inválida, com o objetivo de continuar ocupando seu lugar na casa dos Bracho e manipular a família. Prestou falso testemunho no julgamento de Paulina, acusando a própria irmã gêmea de ser responsável pela usurpação de sua identidade. Planejou, junto com seu cunhado e ex-amante Willy, provocar um incêndio na fábrica dos Bracho para destruí-la, mas o plano fracassou. Por fim, planejou se vingar da enfermeira Elvira por ter revelado sua farsa. Durante o confronto entre as duas dentro de um carro, Paola perdeu o controle do veículo, causando um acidente que resultou na morte de Elvira e, posteriormente, na sua própria morte.

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