Tommaso Cannizzaro (Messina, 17 de agosto de 1838 — Messina, 25 de agosto de 1921) foi um poeta, crítico literário e tradutor italiano, grande conhecedor da literatura lusófona, tendo mantido correspondência com Antero de Quental e colaborado no periódico Ave Azul (1899-1900). Em jovem foi apoiante de Giuseppe Garibaldi, patriota e cultor do Romantismo. Escreveu em italiano, francês e siciliano. Biografia Nasceu em Messina, na Sicília, filho de Francesco e de Domenica Arena. Ainda adolescente, estudou literatura com Vincenzo Amore e filosofia com Giuseppe Crisafulli Trimarchi, mas, revelando-se um verdadeiro autodidacta, dedicou-se sem frequentar o ensino formal ao estudo das línguas neolatinas, conseguindo dominar com fluência a sua fonética e grafia.
Em 1860 aderiu ao movimento de reunificação e emancipação do povo italiana, liderado por Giuseppe Garibaldi, alistando-se no corpo dos Cacciatori del Faro (Caçadores do Farol).
A sua primeira produção literária foi um opúsculo em verso, intitulado La Voir, escrito em francês e publicado em Messina no ano de 1862.
Viajou durante um ano pela Europa, visitando a França, a Espanha, a Inglaterra e Malta, travando conhecimento com importantes figura da literatura, entre os quais Victor Hugo, que com ele simpatizou e com quem estabeleceu laços de amizade. Em Fevereiro de 1863, Cannizzaro conheceu Adèle Hugo, filha do grande escritor francês: propôs-lhe casamento uma primeira vez a 4 de Maio de 1863 e uma segunda vez a 2 de Junho daquele ano, mas foi recusado.
Voltou a realizar uma grande viagem pela Europa no ano de 1888, estabelecendo novos contactos com escritores e críticos literários e iniciando colaboração em diversas revistas literárias.
Ao longo da sua carreira, afirmou-se como historiador da literatura, poeta e como um reputado crítico literário a cujas opiniões era dado um alto valor. Esse reconhecimento valeu-lhe ser feito sócio da Academia Francesa, da Philosophical Society of Philadelphia, do Instituto de Coimbra e da Accademia nazionale di San Luca de Roma, entre outras.
Deixou uma extensa produção literária, aliando trabalhos originais com traduções das línguas francesa, espanhola, portuguesa, inglesa, alemã, sueca, checa e húngara.
Em 1884 um editor da Boémia, o Prof. Jaroslav Vrchlický, recolheu muita da poesia de Cannizzaro num volume que publicou com o título Výbor básní –Tom. Cannizzaro (Praga 1884).
Também traduziu do espanhol o Cantar de mio Cid e do francês Les Orientales de Victor Hugo, de quem se tornou amigo. Traduziu para siciliano a Divina Comédia de Dante Alighieri, obra que publicou em 1904.
As suas recolhas de poesia são: Ore segrete (1862); In solitudine (1876); Cianfrusaglie (1884); Tramonti (1892); Gouttes d'âme (1892); Quies (1896); Vox rerum (1900). Obras mais conhecidas Ore segrete, Messina, 1862. In solitudine carmina (dois volumes), 1876, 1880. Foglie morte, 1882. In solitudine (versos escolhidos). Milano, Brigola, 1883. Épines et Roses, 1884. Cianfrusaglie, 1884. Tramonti, 1892. Uragani, 1892. Gouttes d'Ame, 1892. Cinis, 1894. Quies, 1896. Vox Rerum, 1900. Il lamento di Lisabetta da Messina e la leggenda del vaso di basilico, Catania, Battiato, 1902. Lettera al prof, Alessandro d'Ancona. Messina, 1903 Canti popolari della provincia di Messina (mais de 3000; com prefácio e notas ilustrativas). Eundo, nuovi versi. Antelucane. Dernières Étoiles, nouveaux vers francais Pensieri, Natura, Vita, Società, Amore e donne, Arte e Poesia, Varia. Della natura o di quel che non è - Saggio filosofico
Traduções La mia Visita a E. Sanson boia di Parigi, obra de Henri Marquand (Guernsey, 1815-1895), Catania, 1879. Fiori d'Oltralpe da varie lingue antiche e moderne. Messina, 1884. Fiori d'Oltralpe, II série, 1893. Sonetti completi di Arthero de Quental (do português, em colaboração com G. Zuppone Strani), 1898. Carlos de Lemos. Georgica, versão italiana, do português, 1899. Dalle Folhas Caidas di Almeida Garrett, versão italiana da obra portuguesa, 1899. Le orientali ed altre poesie. V. Hugo Catania, Battiato, 1902. La Commedia di Dante, primeira tradução em língua siciliana. Messina, Principato, 1904. Cinquanta sonetti di L. Camoens traduzido do português, com um estudo do Prof. A. Padula. «Camoens Petrarchista» Napoli, 1904. Il Gran Marchese, tradução do português de Macedo Papanca Conde de Monserraz com proémio e notas do prof. A. Padula. Napoli, 1905. Il Poema del Cid, tradução do antigo castelhano. Catania, 1907. Hávamál, poema traduzido da Edda Antica (na « Nuova Rassegna di Lett. Moderne ». Firenze, 1907. Traduções inéditas: Il Canzoniere di Mirza Schaffy dal tedesco di F. Bodenstedt, con riproduzione della metrica dell'originale). I Semplici, dal portoghese di Guerra Junqueiro. I Sonetti di Luigi Camoens (circa 500) tradotti dal portoghese per la prima volta.
Tre muse esotiche in Francia. M.lle H. Vacaresco. M.e Lucy de Montgommery e M.e Lucile Ktzo, traduzione dal Francese. Le quartine di Omar Khayyàm secondo il più antico MS. esistente in Oxford e secondo la lezione di E. Heron-Allen. I Poemi mitici dell'Edda Antica per la prima volta tradotti in Italiano dal vecchio islandese. Mitologia Norrena dall'inglese di E. Rasmus Anderson.
Ver também Lettera a Tommaso Cannizzaro, da parte di Mario Rapisardi, avvertendolo di una missiva a Napoleone Colajanni (1905)
Ligações externas Biografia de Cannizzaro Nota biográfica A «Divina Comédia» em siciliano Tommaso Cannizzaro e Mario Rapisardi, i poeti amici
Categoria:Poetas da Itália do século XIX Categoria:Naturais de Messina