Em teoria da informação, a perplexidade é uma medida de quão bem uma distribuição de probabilidade ou modelo de probabilidade prevê uma amostra. Pode ser usada para comparar modelos de probabilidade. Uma baixa perplexidade indicada que a distribuição de probabilidade é boa em prever a amostra.
Perplexidade de uma distribuição de probabilidade A perplexidade de uma distribuição de probabilidade discreta é definida como:em que é a entropia (em bits) da distribuição e varia sobre os eventos, ou seja, a perplexidade é igual a 2 elevado à entropia ou, mais precisamente, 2 elevado à entropia cruzada, definição esta usada frequentemente na comparação empírica de modelos probabilísticos.
A perplexidade de uma variável aleatória pode ser definida como a perplexidade da distribuição sobre seus possíveis valores .
No caso especial em que modela um dado honesto de -faces (uma distribuição uniforme sobre eventos discretos), sua perplexidade é . Uma variável aleatória com perplexidade tem a mesma incerteza de um dado honesto de -faces e é considerada "perplexa em -formas" sobre o valor da variável aleatória. A não ser que seja um dado honesto de -faces, mais que valores serão possíveis, mas a incerteza geral não é maior, porque alguns destes valores terão probabilidade maior que , diminuindo o valor geral ao somar.
A perplexidade é algumas vezes usada como uma medida de quão difícil um problema de previsão é. Isto não é sempre preciso. Se você tiver duas escolhas, uma com probabilidade , então suas chances de um palpite correto são iguais a usando a estratégia ótima. A perplexidade é . O inverso da perplexidade, que representa a probabilidade de um palpite correto no caso do dado honesto de -faces, é igual à , não .
A perplexidade é a exponenciação da entropia, que é uma quantidade com contorno mais nítido. A entropia é uma medida do número esperado ou "médio" de bits exigido para codificar o resultado da variável aleatória, usando o código de comprimento variável, ótimo e teórico. Pode ser equivalentemente considerada como o ganho de informação esperado ao aprender o resultado da variável aleatória, em que a informação é medida em bits.
Perplexidade de um modelo de probabilidade Um modelo de uma distribuição de probabilidade desconhecida pode ser proposto com base em uma amostra de treinamento que foi retirada de . Dado um modelo de probabilidade proposto , pode-se avaliar ao perguntar quão bem ele prevê uma amostra de teste separada também retirada de . A perplexidade do modelo é definida como:em que é costumeiramente . Modelos melhores da distribuição desconhecida tenderão a atribuir probabilidades maiores aos eventos de teste. Assim, têm menor perplexidade, sendo menos surpreendidos pela amostra de teste.
O expoente acima pode ser considerado como o número médio de bits necessários para representar um evento de teste se for usado um código ótimo baseado em . Modelos de baixa perplexidade fazem um melhor trabalho comprimindo a amostra de teste, exigindo poucos bits por elemento de teste em média porque tende a ser alta.
O expoente pode também ser considerado uma entropia cruzada:em que denota a distribuição empírica da amostra de teste, isto é, , se tiver aparecido vezes na amostra de teste de tamanho .
Perplexidade por palavra Em processamento de linguagem natural, a perplexidade é uma forma de avaliar modelos de linguagem. Um modelo de linguagem é uma distribuição de probabilidade sobre sentenças ou textos inteiros.
Usando a definição de perplexidade para um modelo de probabilidade, pode-se encontrar, por exemplo, que a sentença média na amostra de teste poderia ser codificada em 190 bits, isto é, as sentenças de teste tinham um logaritmo de probabilidade médio igual a -190. Isto daria uma perplexidade de modelo enorme de por sentença. Entretanto, é mais comum normalizar o comprimento de sentença e considerar apenas o número de bits por palavra. Assim, se as frases da amostra de teste compreenderem um total de 1.000 palavras e puderem ser codificadas usando um total de 7,95 bits por palavra, poderá se relatada uma perplexidade de modelo de por palavra. Em outras palavras, o modelo é tão confuso em dados de teste quanto se tivesse que escolher uniformemente e independentemente entre 247 possibilidades para cada palavra.
Até 1992, a mais baixa perplexidade publicada no Brown Corpus (lista de 1 milhão de palavras em inglês norte-americano sobre variados tópicos e gêneros) havia sido de fato aproximadamente 247 por palavra, correspondendo a uma entropia cruzada de bits por palavra ou 1,75 bits por letra, usando um modelo trigrama. É frequentemente possível conseguir uma perplexidade mais baixa em corpora mais especializados, já que são mais previsíveis.
Novamente, simplesmente prever que a próxima palavra no Brown Corpus é a palavra "the" terá uma precisão de 7%, não de , como um uso ingênuo da perplexidade como uma medida de previsibilidade pode levar alguém a crer. Este palpite é baseado na estatística de unigrama do Brown Corpus, não na estatística de trigrama, que produziu a perplexidade de palavra igual a 247. Usar a estatística de trigrama melhoraria posteriormente as chances de um palpite correto.
Ver também
Erro percentual absoluto médio
Referências
Categoria:Entropia Categoria:Estatística