thumb|300px|Esquema de um motor assíncrono trifásico com rotor em forma de gaiola de esquilo, mostrando o campo magnético rotativo.

O motor assíncrono ou motor de indução é um tipo de motor elétrico de corrente alternada (monofásica, bifásica ou trifásica) em que a corrente elétrica no rotor necessária para produzir torque é obtida por indução eletromagnética a partir do campo magnético do enrolamento do estator. Diferentemente dos motores síncronos, a velocidade de rotação do rotor não é estritamente proporcional à frequência da sua alimentação, sendo sempre ligeiramente inferior à velocidade do campo magnético girante. Essa diferença de velocidade é chamada de escorregamento.

Componentes Principais Os motores de indução são compostos fundamentalmente por duas partes físicas: Estator: É a parte estática do motor, composta por um núcleo ferromagnético laminado e ranhurado onde são alojados os enrolamentos (bobinas). Quando alimentados por uma rede de corrente alternada, esses enrolamentos geram o campo magnético rotativo. Rotor: É a parte móvel, conectada ao eixo de transmissão de potência mecânica. Pode ser de dois tipos principais: Gaiola de esquilo (curto-circuitado): O núcleo possui barras condutoras (geralmente de alumínio ou cobre) paralelas ao eixo, unidas nas extremidades por anéis condutores, assemelhando-se a uma gaiola. É o tipo mais robusto, de menor custo e o mais utilizado na indústria. Rotor bobinado (anéis coletores): Possui enrolamentos semelhantes aos do estator, cujos terminais são conectados a anéis coletores no eixo do motor. Isso permite a inserção de resistências externas para controle de corrente de partida e ajuste de velocidade.

Princípio de Funcionamento Quando os enrolamentos do estator recebem corrente alternada, gera-se um campo magnético girante. Este fluxo magnético variável atravessa o rotor estacionário, induzindo nele uma força eletromotriz (f.e.m.), em concordância com a Lei de Faraday da Indução.

Como os condutores do rotor formam um circuito elétrico fechado, essa f.e.m. gera correntes induzidas. A interação entre o campo magnético do estator e essas correntes no rotor cria uma força magnética que resulta em um torque, fazendo o eixo girar no mesmo sentido do campo girante do estator. Pela Lei de Lenz, o rotor tenta "alcançar" a velocidade do campo magnético para anular a variação de fluxo que o gerou. No entanto, se o alcançasse, não haveria variação de fluxo, cessando a indução e o torque. Por essa razão, o motor opera sempre a uma velocidade ligeiramente menor (assíncrona).

Cálculo de Velocidade e Escorregamento A velocidade de rotação do campo magnético gerado pelo estator é chamada de velocidade síncrona (), e depende diretamente da frequência da rede elétrica e do número de polos magnéticos do motor:

Onde: = velocidade síncrona em rotações por minuto (RPM); = frequência da rede elétrica em Hertz (Hz); = número de polos do motor.

A velocidade real do eixo do motor é a velocidade assíncrona (). A diferença percentual entre a velocidade síncrona e a assíncrona é denominada escorregamento ():

Exemplo Prático: Para um motor de 4 polos ligado a uma rede de 60 Hz, operando com um escorregamento de 3% (0,03):

Ver também Motor elétrico Motor síncrono Campo magnético rotativo

Referências

Categoria:Motores elétricos Categoria:Engenharia eletrotécnica