O Separatismo Paulista de 1887 deveu-se a perda da coalizão do Império brasileiro. Em convenção do Partido Republicano Paulista, o PRP, foi apresentada uma moção separatista. Tal expressão, referia-se a sentimentos crescentes no estado de São Paulo.

Antecedentes Três forças fizeram surgir o movimento: Parte do exército, influenciado pelo pensamento positivista e imbuída da ideia de "salvar a pátria"; Os fazendeiros do oeste paulista, membros do Partido Republicano Paulista, que desejavam realizar suas "aspirações de mando". Representantes das classes médias urbanas antiescravistas e que pretendia maior participação política.

O separatismo Ainda segundo Sérgio Buarque de Holanda, as idéias separatistas que surgiram no final do Império, destacadamente no Rio Grande do Sul e em São Paulo, teriam se apresentado como uma alternativa para o caso de não ser adotada a forma republicana e federativa de governo.

Wilson Martins e Décio Saes, historiadores, também destacam o caráter escravocrata do separatismo. O ideal republicano somente teria servido como pretexto às tendências separatistas.Entre as fontes utilizadas, Está principalmente, a imprensa da cidade de São Paulo durante o ano de 1887, com destaque para os jornais Diário Popular e A Província de São Paulo. Dois livros que veicularam o separatismo, publicados pelos dois principais ideólogos do movimento - Martim Francisco e Alberto Sales -, também foram analisados

Os tempos eram de agonia do império. Havia desprestígio da monarquia e o enfraquecimento das oligarquias tradicionais. A Lei do Ventre Livre antecipava o fim da escravatura negra, que ocorreria no ano seguinte, para desgosto dos cafeicultores paulistas. De fato, o Império cairia no ano seguinte à libertação dos escravos.

Fontes Adduci, Cássia Chrispiniano :Para um aprofundamento historiográfico: discutindo o separatismo paulista de 1887 Rev. bras. Hist. vol.19 n.38 São Paulo 1999 ISSN 0102-0188

Categoria:História do estado de São Paulo Categoria:Movimentos separatistas no Brasil