VLT da Baixada Santista é um sistema de veículo leve sobre trilhos que opera em 2 municípios da Região Metropolitana da Baixada Santista, em São Paulo. É operado pelo Consórcio BR Mobilidade.
É composto atualmente por 2 linhas em operação, com um total de 29 estações e 19,5 km de extensão. O sistema entrou em operação comercial, com a primeira linha, no dia 31 de janeiro de 2016. No dia 1.º de dezembro de 2025, a segunda linha do sistema, com um trajeto circular e unidirecional na cidade de Santos, entrou em operação assistida, atendendo passageiros em horário reduzido, das 9h às 15h, sem cobrança por 15 dias.
Atualmente, atende somente os municípios de Santos e de São Vicente, no entanto os municípios de Cubatão e de Praia Grande pleiteiam futuros trechos do sistema. O sistema registrou um tráfego de 270 mil passageiros em fevereiro de 2017.
História O projeto do VLT da Baixada Santista surgiu como forma do Governo do Estado de São Paulo reaproveitar o leito ferroviário que atravessa a área central dos municípios de São Vicente e Santos herdado da Fepasa, que operou neste trecho o Trem Intra Metropolitano entre os anos de 1990 e 1999; e era utilizado para o transporte de cargas até janeiro de 2008.
No dia 29 de maio de 2013, as obras do primeiro trecho do VLT da Baixada Santista foram iniciadas após cerimônia que contou com a presença do governador paulista Geraldo Alckmin, do então presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP), Samuel Moreira, e de outras autoridades, com gestão da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU). Anteriormente, a ALESP havia aprovado um projeto de lei que autorizava o Governo do Estado de São Paulo a contrair um empréstimo junto a instituições financeiras controladas pela União, no valor de R$ 400 milhões, a fim de ser investido no projeto do sistema.
Em 22 de maio de 2014, a primeira composição do sistema chegou ao Porto de Santos. A composição, fabricada em Valência, é formada por três carros e possui capacidade para 400 passageiros. No dia 6 de junho de 2014, o governador paulista Geraldo Alckmin inaugurou as cinco primeiras estações do VLT da Baixada Santista, embora o sistema estivesse inoperante: Mascarenhas, São Vicente, Emmerich, Nossa Senhora das Graças e José Monteiro. O primeiro teste feito com uma composição foi realizado em 30 de agosto de 2014 em um trecho de 1 km, entre as estações Nossa Senhora das Graças e José Monteiro. Foram observados, por técnicos brasileiros e estrangeiros, alguns detalhes e a reação da composição durante o teste.
No dia 18 de novembro de 2014, iniciou-se a operação assistida do VLT da Baixada Santista, que consistia em um percurso de 10 minutos entre as estações Emmerich e Mascarenhas. Esta operação foi destinada somente a alunos de instituições de ensino públicas e particulares, grupos previamente cadastrados e moradores locais. Em 27 de abril de 2015, teve início a operação precursora do modal, sem cobrança de tarifa, entre as estações Mascarenhas e João Ribeiro. Neste modo de operação, duas composições operavam de segunda a sexta, das 13h às 16h, com velocidade média de 20 km/h em um trecho de um pouco mais de 6 km.
A operação comercial do sistema foi iniciada no dia 31 de janeiro de 2016, com a cobrança de uma tarifa unitária de R$ 3,80. Entre fevereiro e abril de 2016, o sistema operava diariamente entre 09:00 e 16:00. No dia 10 de abril, o horário de circulação dos trens foi estendido, passando a ser das 07:00 às 19:00, possibilitando o uso do sistema nos horários de pico por trabalhadores da Baixada Santista. Em 5 de março de 2017, o horário de funcionamento do VLT foi novamente ampliado, tendo início às 05:30 e sendo encerrado às 20:00. 52 dias depois, o horário de encerramento da operação passou a ser às 23:30.
No dia 15 de junho de 2016, foi inaugurado o Centro de Controle Operacional (CCO) do VLT da Baixada Santista, localizado junto ao Pátio Porto. No CCO é feito o controle da operação dos veículos, dos sistemas de energia, da movimentação eletrônica dos passageiros (embarque e desembarque) e da segurança das estações e vias. Já no Pátio Porto está localizado o estacionamento de trens (com capacidade para 33 VLTs) e toda a área de manutenção com as oficinas, equipamentos de lavagem dos trens, área de retificação de rodas, depósitos, almoxarifado e a subestação de energia.
No dia 19 de junho de 2016, iniciou a integração do VLT com 37 linhas de ônibus metropolitanas como parte do Sistema Integrado Metropolitano, visando a reestruturação do transporte público da Baixada Santista, propiciando aos usuários mais mobilidade com economia, já que é possível utilizar os dois sistemas, pagando uma só tarifa.
Em 24 de fevereiro de 2025, o governador Tarcísio de Freitas assinou um decreto que extinguia a EMTU, dessa forma a gestão do sistema passou a ser feita pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), decisão que estava prevista desde 2020, tomada pelo então governador João Doria. A Artesp assumiu a gestão do sistema em 20 de março de 2025.
Em 1.º de dezembro de 2025, a Linha 2 foi inaugurada, ainda em operação assistida. Com isso o sistema agora conta com duas linhas, que operam em formato de Y, com um trecho compartilhado entre as duas linhas, e dois trechos exclusivos para cada linha. A Linha 2 compreende o trecho entre a estação terminal Barreiros e a nova estação Valongo, sendo o trecho entre as estações Barreiro e Conselheiro Nébias compartilhado com a Linha 1, e o trecho entre as estações Conselheiro Nébias e Valongo exclusivo da Linha 2. Outra novidade é que o novo trecho é unidirecional, contendo trilhos somente em um sentido. Assim, os trens vão da estação Conselheiro Nébias por um caminho (através das ruas Campos Melo e João Pessoa) e voltam por outro caminho (ruas Amador Bueno e da Constituição).
Trechos A Linha 1, ao longo dos anos, foi sendo ampliada a medida que novos trechos eram entregues. A última expandsão do sistema foi a inauguração da Linha 2. A tabela abaixo lista cada trecho construído, junto com sua data de inauguração, o número de estações inauguradas e o número de estações acumulado:
Trecho Inauguração N.º de estações entregue N.º de estações acumulado Mascarenhas ↔ José Monteiro 6 de junho de 2014 5 5 José Monteiro ↔ Pinheiro Machado 23 de junho de 2015 4 9 Pinheiro Machado ↔ Bernardino de Campos 27 de abril de 2016 1 10 Barreiros ↔ Mascarenhas 31 de janeiro de 2017 1 15 Bernardino de Campos ↔ Porto 4</small> Conselheiro Nébias ↔ Valongo 1 de dezembro de 2025 12 27
Estações
Linha 1 A Linha 1, Barreiros ↔ Porto tem 15 estações em operação, das quais 14 são compartilhadas com a Linha 2. Todas são em superfície.
Barreiros Mascarenhas São Vicente Emmerich Nossa Senhora das Graças José Monteiro Itararé João Ribeiro Nossa Senhora de Lourdes Pinheiro Machado Bernardino de Campos Ana Costa Washington Luís Conselheiro Nébias Porto
Linha 2 A partir de 1 de dezembro de 2025, o sistema passou a contar com 12 novas estações. Ao contrário da Linha 1, a Linha 2 tem um trecho unidirecional, de forma que as estações no trajeto de ida são diferentes do trajeto de volta: alt=Mapa esquemático mostrando as linhas 1 e 2 do VLT da Baixada Santista, com a linha 1 sendo vermelha e linha 2 sendo verde.|miniaturadaimagem|Mapa mostrando segmento unidirecional da Linha 2 do VLT da Baixada Santista, atualizado para Janeiro de 2026.
Barreiros → Valongo
Barreiros Mascarenhas São Vicente Emmerich Nossa Senhora das Graças José Monteiro Itararé João Ribeiro Nossa Senhora de Lourdes Pinheiro Machado Bernardino de Campos Ana Costa Washington Luís Conselheiro Nébias Xavier Pinheiro Universidades I Mercado Paquetá Poupatempo Mauá Valongo
Valongo → Barreiros
Valongo José Bonifácio Bittencourt Campos Sales Universidades II Carvalho de Mendonça Conselheiro Nébias Washington Luís Ana Costa Bernardino de Campos Pinheiro Machado Nossa Senhora de Lourdes João Ribeiro Itararé José Monteiro Nossa Senhora das Graças Emmerich São Vicente Mascarenhas Barreiros
Cartões Existem três tipos de cartões que podem ser utilizados pelo usuário a fim de usufruir do sistema:
Cartão Unitário: São cartões com apenas uma passagem que são vendidos em lojas credenciadas, em pontos de vendas terceirizados e nas estações do sistema. Para usá-lo, o usuário deve aproximá-lo da catraca e, após a liberação, inseri-lo no local indicado. Cartão Metropolitano: É um cartão recarregável de uso pessoal, obtido apenas por meio de cadastro nas lojas credenciadas. A recarga mínima deste cartão é de duas passagens. Cartão Sênior: É um cartão exclusivo para clientes acima dos 60 anos.
Passageiros transportados
AnoPassageiros201520162017 20182019 202020212022202320242025
Expansão
A ARTESP pretende implantar um terceiro trecho na Área Continental de São Vicente. O trecho, que terá 7,5 km de extensão e 4 estações, ligará a Estação Barreiros ao bairro vicentino do Samaritá. O futuro trecho possibilitará integração com o transporte alternativo municipal que atende os bairros que serão beneficiados pela ampliação.
Além da futura ampliação em São Vicente, outros trechos estão sendo estudados pela ARTESP e por prefeituras da Baixada Santista. A prefeitura de Cubatão quer a utilização da malha ferroviária já instalada na região, hoje restrita a trens de carga, para o transporte de passageiros de forma alternada. Já a prefeitura de Praia Grande quer um ramal ligando a Estação Barreiros ao Terminal Tude Bastos, onde seria feita integração com uma futura linha de Bus Rapid Transit (BRT).
Ver também Lista de estações do VLT da Baixada Santista Trem Intra Metropolitano
Ligações externas
Categoria:Fundações em São Paulo em 2016 Categoria:Transporte público no Brasil Categoria:Transportes de Santos