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Martinho de Opava (também conhecido em latim como Martinus Polonus ou Martinus Oppaviensis; em alemão Martin von Troppau) foi um cronista do século XIII. Tinha como nome de família Strebski e nasceu em Opava (em alemão conhecida como Troppau), cidade silesiana.

Na juventude, entrou na Ordem dos Pregadores, na cidade de Praga, e uma vez que os conventos da Boémia pertenciam à Província Polaca daquela ordem religiosa, era normalmente conhecido como Martinus Polonus.

Na década de 50 do século XIII foi enviado para Roma, sendo nomeado capelão papal por Clemente IV, manntendo-se nessa função sob sucessivos papas.

A 22 de Junho de 1278, Nicolau III nomeou-o arcebispo de Gnesen, consagrando-o pessoalmente. Na sua viagem em direcção áquela cidade polaca, ficou gravemente doente, retendo-se na cidade de Bolonha e ali falecendo em data incerta do ano de 1278. Foi sepultado no convento dominicano da cidade.

Mistério

O Papa Clemente IV consentiu com a permanência de Martinho de Opava como capelão papal durante vários anos, o que facilitou seu acesso a documentos do Vaticano. A tese do Vaticano da não-aceitação da Papisa Joana como papa oficial vem de um documento escrito por Martinho, no qual ele alega a veracidade desta personalidade. Em "Chronicon Pontificum et Imperatum", ele escreve:

John Anglicus, nascido em Mainz, foi papa durante dois anos, sete meses e quatro dias, e morreu em Roma, pelo que depois ficou vago o cargo de papa durante um mês. Reivindica-se que este João foi mulher (...)

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