Dow Jones & Company, Inc., também chamada simplesmente de Dow Jones, é uma editora dos Estados Unidos pertencente à News Corp e dirigida pelo diretor-executivo Almar Latour. A empresa publica The Wall Street Journal, Barron's, MarketWatch, Mansion Global, Financial News e Private Equity News.

Entre 1882 e 2010, a empresa publicou o Dow Jones Industrial Average (DJIA) e estatísticas de mercado relacionadas. Em 2010, a News Corp vendeu 90% de sua participação no negócio de índices de bolsa de valores da Dow Jones ao CME Group. Os 10% restantes foram vendidos ao CME em 2013.

História A empresa foi fundada em 1882 por três repórteres, Charles Dow, Edward Jones e Charles Bergstresser. Charles Dow tinha habilidade para decompor e explicar ao público informações e notícias financeiras que muitas vezes eram consideradas muito difíceis de entender. Essa habilidade foi um dos motivos para a Dow Jones & Company se dedicar à publicação e divulgação de informações financeiras, inclusive conteúdos complexos, para leitores em diferentes partes do mundo. Os três repórteres dividiram o controle da organização com Thomas F. Woodlock.

A Dow Jones foi adquirida em 1902 por Clarence Barron, o principal jornalista financeiro da época, após a morte do cofundador Charles Dow. Com a morte de Barron em 1928, o controle da empresa passou para sua enteada, Jane Bancroft. A família Bancroft, que controlava efetivamente 64% das ações com direito a voto, comandou a empresa até 2007, quando uma longa disputa pela aquisição terminou com a compra pela News Corporation. A Dow Jones tornou-se então uma subsidiária da News Corporation. Em 1 de agosto de 2007, foi anunciado que a oferta havia sido bem-sucedida, após um longo período de incerteza sobre a concordância dos acionistas. A transação foi concluída em 13 de dezembro de 2007. O negócio avaliou a empresa em US$ 5 bilhões, ou US$ 60 por ação, deu à News Corp o controle do The Wall Street Journal e encerrou os 105 anos de propriedade da família Bancroft.

A Dow Jones foi a publicadora original do Dow Jones Industrial Average, além de outras estatísticas e publicações financeiras. Em 2010, a subsidiária Dow Jones Indexes foi vendida ao CME Group. A empresa passou a concentrar suas atividades em publicações de notícias financeiras, entre elas seu principal jornal, The Wall Street Journal, além de fornecer notícias financeiras e ferramentas de informação a empresas do setor.

Em 2005, em parceria com a FTSE, a Dow Jones lançou o Industry Classification Benchmark, uma taxonomia usada para dividir mercados em setores.

Em abril de 2020, o diretor-executivo da Dow Jones, William Lewis, anunciou que deixaria o cargo após quase seis anos na função.

Em 7 de maio de 2020, a News Corp anunciou que Almar Latour assumiria o cargo de diretor-executivo em 15 de maio daquele ano.

Em 2021, a Dow Jones adquiriu a OPIS e a Base Chemicals da IHS Markit por US$ 1,4 bilhão.

Produtos Mídia para consumidores Sua principal publicação, The Wall Street Journal, é um jornal diário impresso e digital que cobre negócios, finanças e notícias nacionais e internacionais. Sua publicação começou em 8 de julho de 1889. Há 12 versões do Journal em nove idiomas, entre eles inglês, chinês, japonês, alemão, espanhol, português, malaio, turco e coreano. O Journal recebeu 35 Prêmios Pulitzer por seu trabalho jornalístico.

Outras publicações da Dow Jones voltadas ao consumidor são Barron's, um panorama semanal da economia e dos mercados mundiais, MarketWatch, um site de notícias financeiras, e Investor's Business Daily, jornal e site que cobrem o mercado de ações, negócios internacionais, finanças e economia. Financial News publica notícias sobre bancos de investimento, valores mobiliários e gestão de ativos. BigCharts, fornecido pelos jogos Virtual Stock Exchange da MarketWatch, oferece gráficos de ações, filtros, gráficos interativos e ferramentas de pesquisa. Professor Journal é um programa educacional do Journal destinado à integração do jornal aos currículos por professores.

Em 2017, a Dow Jones lançou o Moneyish, um site sobre estilo de vida e finanças pessoais voltado a leitores da geração millennial.

A Dow Jones também publicou o Heat Street, um site de notícias e opinião lançado em fevereiro de 2016 e mais tarde incorporado ao MarketWatch.

A revista mensal Far Eastern Economic Review encerrou suas atividades em setembro de 2009.

Mídia empresarial A Dow Jones atende clientes dos mercados corporativo e financeiro com produtos e serviços de notícias e informações financeiras. A empresa possui mais de 20 produtos que combinam conteúdo e tecnologia para auxiliar a tomada de decisões. Entre eles estão:

Dow Jones Newswires; Dow Jones Factiva, banco de dados que fornece uma base selecionada de informações para a tomada de decisões por meio de resultados de pesquisa, alertas, boletins e gráficos sobre empresas, assuntos e pessoas; Dow Jones FX Select, que fornece notícias cambiais globais em tempo real e de última hora, análises especializadas de tendências e comentários aprofundados sobre políticas em 13 idiomas; Dow Jones VentureSource, que fornece dados sobre empresas financiadas por capital de risco e auxilia na busca por oportunidades de negócios e parcerias, em processos abrangentes de diligência prévia e no exame de tendências de investimento em capital de risco, captação de recursos e liquidez; Private Equity Analyst, que fornece notícias e análise crítica de atividades de private equity e capital de risco, com informações sobre captação de recursos, investimentos, financiamento de negócios, liquidez, retornos e movimentações de executivos; Dow Jones Risk & Compliance, com conteúdo sobre gestão de riscos, conformidade regulatória e governança corporativa nas áreas de anticorrupção, combate à lavagem de dinheiro, pagamentos e sanções.

Dow Jones Newswires Dow Jones Newswires é uma organização de notícias financeiras em tempo real fundada em 1882. Seus concorrentes diretos são a Bloomberg e a Thomson Reuters. Em julho de 2011, a empresa informava ter mais de 600.000 assinantes, entre eles corretores, operadores, analistas, líderes mundiais, autoridades financeiras e gestores de fundos.

Empreendimentos Em 2009, a Dow Jones Ventures lançou o FINS.com, um recurso independente para profissionais do setor financeiro com informações sobre carreiras e sobre a própria indústria financeira. Em 2012, o site foi adquirido pela Dice.com.

Radiodifusão Na radiodifusão, a Dow Jones fornece conteúdo noticioso à CNBC nos Estados Unidos. A empresa produziu dois programas para rádio comercial, The Wall Street Journal Report, veiculado pela Wall Street Journal Radio Network, e The Dow Jones Report. A rede foi encerrada em 2014.

A Dow Jones também lançou o WSJ Live, um site interativo que oferecia vídeos ao vivo e sob demanda da The Wall Street Journal Video Network. A programação incluía "News Hub", "MoneyBeat" e "Lunch Break", entre outros. O WSJ Live foi encerrado em 2017.

Índices

Em fevereiro de 2010, a Dow Jones vendeu 90% de seu negócio de índices por US$ 607,5 milhões ao CME Group, sediado em Chicago e proprietário da Chicago Mercantile Exchange. Entre os índices mais usados estavam:

Dow Jones Industrial Average (DJIA, "Dow 30" ou, muitas vezes, simplesmente "The Dow") Dow Jones Transportation Average Dow Jones Utility Average Dow Jones Composite Average The Global Dow Dow Jones Global Titans 50 Index Dow Jones Total Stock Market Index Dow Jones Sustainability Indexes Dow Jones-UBS Commodity Indexes Dow Jones Target Date Indexes

Em julho de 2012, a Dow Jones & Company e o CME Group transferiram os Dow Jones Indices para a formação da empresa conjunta S&P Dow Jones Indices. A Standard and Poor's (S&P), subsidiária da McGraw-Hill, detinha 73,0% da empresa conjunta, o CME Group tinha 24,4% e a Dow Jones & Company mantinha uma participação indireta de 2,6%.

Em abril de 2013, o CME Group comprou por US$ 80,0 milhões a participação da Dow Jones & Company na S&P Dow Jones Indices, elevando sua própria participação para 27,0% e encerrando todo o envolvimento da Dow Jones & Company com os índices que levam seu nome.

NewsPicks USA Em março de 2017, a Dow Jones e a NewsPicks Inc., empresa japonesa que desenvolvia e operava uma plataforma de notícias de negócios com o mesmo nome, criaram uma empresa conjunta chamada NewsPicks USA, LLC. A empresa conjunta era dirigida pelo diretor-executivo Ken Breen, então vice-presidente sênior comercial do Dow Jones Media Group, e presidida por Yusuke Umeda, que também era diretor da NewsPicks Inc.

A empresa conjunta lançou a versão em inglês da plataforma NewsPicks para o mercado dos Estados Unidos em 13 de novembro de 2017. Assim como a edição japonesa original, a versão norte-americana combinava notícias de negócios de fontes como The Wall Street Journal, Bloomberg e Reuters com recursos de rede social, entre eles comentários sobre notícias feitos por profissionais de negócios mais bem classificados de diferentes partes do mundo, chamados de "ProPickers". A plataforma tinha um aplicativo para iPhone e planejava lançar uma versão para Android.

A empresa conjunta foi dissolvida em outubro de 2018, e a empresa controladora japonesa manteve a propriedade integral do negócio.

Propriedade A empresa foi formada por Charles Dow, Edward Jones e Charles Bergstresser, que ao longo de duas décadas conceberam e promoveram três produtos que caracterizam a Dow Jones no jornalismo financeiro, The Wall Street Journal, Dow Jones Newswires e o Dow Jones Industrial Average.

A Dow Jones foi adquirida em 1902 pelo jornalista financeiro Clarence Barron.

Em 2007, a Dow Jones foi adquirida pela News Corp, uma grande empresa global de mídia.

Antes da venda à News Corp, a família Bancroft e os herdeiros de Clarence W. Barron controlavam efetivamente as ações de classe B da empresa, cada uma com poder de voto equivalente ao de dez ações ordinárias. Em determinado momento, eles controlavam 64% das ações com direito a voto da Dow Jones.

A Dow Jones é propriedade de Rupert Murdoch, proprietário da News Corp e de outras grandes empresas de mídia.

Oferta de aquisição Em 1 de maio de 2007, a Dow Jones divulgou um comunicado confirmando que a News Corporation, dirigida por Rupert Murdoch, havia feito uma oferta não solicitada de US$ 60 por ação, ou US$ 5 bilhões, pela empresa. A negociação das ações foi suspensa por menos de dez minutos à espera de um comunicado à imprensa, enquanto a CNBC recebia dados. A oferta de aquisição foi relacionada ao novo canal de notícias de negócios por cabo de Murdoch, o Fox Business, lançado em 2007, e à possibilidade de a marca Dow Jones dar credibilidade imediata ao projeto.

Em 6 de junho de 2007, Brian Tierney, diretor-executivo e fundador da Philadelphia Media Holdings, que na época era proprietária de The Philadelphia Inquirer, Philadelphia Daily News e Philly.com, declarou em um artigo no Philly.com que tinha interesse em "se juntar a parceiros externos para comprar a Dow Jones". Tierney afirmou: "Participaríamos como Philadelphia Media Holdings, junto com outros investidores. Não faríamos isso sozinhos."

Em junho, Brad Greenspan, cofundador do Myspace, apresentou uma proposta para comprar 25% da Dow Jones por US$ 60 por ação, o mesmo preço por ação oferecido pela News Corporation. A proposta daria aos acionistas existentes uma injeção de US$ 1,25 bilhão em dinheiro e preservaria a propriedade geral da empresa.

Em 17 de julho de 2007, o The Wall Street Journal, uma unidade da Dow Jones, informou que a empresa e a News Corporation haviam chegado a um acordo preliminar para uma aquisição por US$ 5 bilhões. A oferta seria apresentada ao conselho completo da Dow Jones naquela mesma noite, em Nova Iorque, e avaliava a empresa em 70% acima de seu valor de mercado.

Escândalo de insider trading