O Jardim Botânico do Porto situa-se nos jardins da Quinta do Campo Alegre ou Casa dos Andresen, na freguesia de Lordelo do Ouro, na cidade do Porto, Portugal.

História Em 1895, João Henrique Andresen adquire a Quinta do Campo Alegre. Será este comerciante de vinho do Porto que recupera os jardins, impondo o estilo romântico dominante na época. Dois membros desta ilustre família da burguesia portuense tornaram-se escritores famosos: Sophia de Mello Breyner e Ruben A. Este último viveu mesmo na Quinta do Campo Alegre, sendo as suas memórias um importante registo histórico da época. Com a morte da matriarca da família, o jardim ficou ao abandonoRevista E N.º 2429 (18 de Maio de 2019). O princípio de Sophia, pág. 30..

O Estado tomará posse da quinta em 1949, convertendo-a em 1951 no Jardim Botânico do Porto. A sua gestão é desde então assegurada pela Faculdade de Ciências do Porto e pelo Instituto de Botânica Gonçalo Sampaio (entretanto já extinto). O atual responsável pelo Jardim é o Professor Paulo Farinha Marques, sucedendo a uma descendente dos Andresen, a Arquitecta Paisagista Teresa Andresen. Entre os anteriores diretores contam-se os Professores Barreto Caldas da Costa, Roberto Salema e Arnaldo Rozeira.

Com a criação da Via de Cintura Interna e dos acessos ao Centro Desportivo Universitário do Porto, a quinta perde 8 dos seus 12 hectares. Em compensação, junta-se a este jardim a Quinta dos Burmester, com 1,8 hectares.

Casa Andresen Sophia de Mello Breyner viveu nesta casa uma parte significativa da sua infância e juventude. O seu primo e escritor Ruben A. cresceu também nesta casa.

Na obra Histórias da Terra e do Mar, de Sophia de Mello Breyner, há um conto dedicado à história da vida da família de Sophia (Saga), onde se descreve a casa e a quinta:

Até 2010 o edifício foi parte da Faculdade de Ciências da Universidade do PortoRevista E n.º 2431 (1 de Junho de 2019). Entrevista Nuno Ferrand - "Somos eventos únicos do processo evolutivo", pág. 58. Em 2017, na Casa Andresen abriu a Galeria da Biodiversidade do Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto, um museu da rede ciência viva, sobre a vida na terra, a evolução e biodiversidade. A exposição apresenta um conjunto de 49 módulos expositivos e instalações, muitos dos quais desenvolvidos ou adaptados especificamente para a sua exposição permanente, que se organizam em 15 temas principais através dos quais se abordam os mais variados aspectos da diversidade biológica e cultural existente.

Composição O Jardim Botânico actualmente inclui: Um jardim histórico composto por três partes distintas (Roseiral, Jardim dos Jotas e Jardim do Peixe), separadas por Camélias, Dois lagos, um dos quais com nenúfares, Estufas, incluindo uma de cactos e outra de plantas tropicais, Um jardim de cactos e outras plantas suculentas, Espaços de árvores centenárias e variadas espécies vegetais raras e/ou exóticas.

Ver também O Rapaz de Bronze - nesta obra Sophia de Mello Breyner Andresen eternizou o local A Floresta de Sophia de Mello Breyner Andresen, onde se descreve um grande carvalho existente no Jardim

Galeria

Ligações externas

"Visita Guiada - Jardim Botânico do Porto", ep. 2, 8 de abril de 2019, temporada 9, programa de Paula Moura Pinheiro, na RTP

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