A eleição parlamentar albanesa de 2013 foi realizada em 23 de junho e consistiu no 8º pleito eleitoral realizado no país desde sua redemocratização em 1991.
Resultados eleitorais CoalizãoPartidoVotos%Cadeiras+/–<center>Aleanca për Shqipërinë Europiane PSSh41.3665 23 LSI10.4616 12 PBDNJ0.851 0 PDK0.461 1<center>Aleanca për Punësim, Mirëqenie dhe Integrim PDSh30.6350 16 PRSh3.023 2 PDIU2.614 1Total de votos válidos98.61––Votos inválidos (brancos e nulos)1.39Total de votos registrados100Eleitorado apto a votar53.46
Repercussão e análise Liderada pelo ex-prefeito de Tirana, Edi Rama, a coalizão oposicionista de centro-esquerda intitulada Aleanca për Shqipërinë Europiane (em português: Aliança para uma Albânia Europeia), composta pelo majoritário PSSh e os minoritários LSI, PBDNJ e PDK, sagrou-se vencedora do pleito ao obter 53,13% dos votos válidos e eleger o total de 83 deputados, o que permitiu-lhes assegurar a maioria absoluta de assentos no Parlamento da Albânia para a legislatura seguinte.
Por sua vez, a coalizão governista de centro-direita Aleanca për Punësim, Mirëqenie dhe Integrim (em português: Aliança para o Emprego, Prosperidade e Integração), composta pelo majoritário PDSh e os minoritários PRSh e PDIU, obteve ao todo 36,26% dos votos válidos e elegeu 57 deputados. O resultado foi considerado uma grande derrota para o PDS, pois o partido perdeu 18 assentos parlamentares e viu seus parceiros de coalizão elegerem poucos deputados, embora tenham obtido votações percentualmente superiores quando comparadas às obtidas pelos partidos minoritários da coalizão de centro-esquerda.
Reconhecimento do resultado Inicialmente, enquanto a apuração dos votos ainda estava em andamento, os líderes dos dois partidos majoritários reivindicaram a vitória no pleito. Entretanto, em 25 de junho, com a confirmação matemática de seu triunfo eleitoral, Edi Rama fez seu discurso de vitória dizendo: "Eu serei seu primeiro-ministro, mas também seu primeiro servo. O dever será meu; a autoridade será sua".
Por sua vez, o então primeiro-ministro Sali Berisha aceitou publicamente o resultado, assumiu a responsabilidade pela derrota, renunciou às suas funções na liderança do PDS e desejou sucesso ao novo governo eleito, algo que foi bem recebido pela comunidade internacional, que encarou tais gestos como uma prova de evolução da Albânia em termos de maturidade democrática.
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