A sextina é um poema que apresenta um dos sistemas estróficos mais difíceis e raros.DOMINGUES, Edmir. Universo Fechado ou O Construtor de Catedrais. Recife: Bagaço, 1996.

História Criada por Arnaut Daniel,CAMPOS, Geir. Pequeno dicionário de arte poética. Rio de Janeiro:Edições de Ouro, 1960. no século XII, foi usada por alguns dos grandes poetas, como Dante, Petrarca, Camões, etc. No Brasil dela se utilizaram Jorge de Lima, Américo Jacó, Waldemar Lopes, Edmir Domingues, Dirceu Rabelo, Alvacir Raposo, Geraldino Brasil e outros.

Estrutura

Compõe-se de seis sextetos e um terceto final, a coda. Utilizando versos decassilabos, tem as palavras (ou as rimas) finais repetidas em todas as estrofes, num esquema pré-determinado. Assim, as palavras (ou rimas) que aparecem na primeira estrofe, na sequência de versos 1, 2, 3, 4, 5, 6, repetem-se na estrofe seguinte, na sequência 6, 1, 5, 2, 4, 3. E se faz na estrofe seguinte a sequência 6, 1, 5, 2, 4, 3 em relação à estrofe anterior. E assim até a sexta estrofe, finalizando os sextetos. O terceto final, chamado coda, envio ou remate, tem, em cada verso, no meio e no fim, marcando as sílabas tônicas, as palavras (ou rimas) utilizadas no poema todo, na posição em que se apresentaram na primeira estrofe. thumb|400px|center|Esquema da sextina descrita por Arnaut Daniel.À esquerda, a ordem das rimas (ou palavras finais) da primeira estrofe. No centro, a espiral de rotação das posições das rimas (ou palavras finais) aplicada a cada estrofe. À direita, a ordem apresentada nas estrofes seguintes.

Comentários Ezra Pound, referindo-se à sextina, disse:

Ao que Edmir Domingues objetou, dizendo:

Ligações externas

Categoria:Formas poéticas