O Vodafone Paredes de Coura, ou apenas Paredes de Coura, é um festival de música de Verão que ocorre anualmente nos meses de Julho e Agosto na Praia Fluvial do Taboão em Paredes de Coura, Portugal. A primeira edição deste festival foi no ano de 1993, e ao longo dos anos tem vindo a evoluir, tendo até sido considerado um dos melhores festivais realizados em território português.
Conhecido pelo seu anfiteatro natural, Paredes de Coura oferece uma bela paisagem tanto aos músicos como aos espectadores que, excepto raras excepções, não deixa ninguém indiferente e faz jurar um regresso.
Festival de culto Paredes de Coura começou em 1993, numa altura em que escasseavam há vários anos festivais de música popular em Portugal. Desde esse ano tem vindo a acontecer anualmente e a crescer em dimensão, sendo hoje considerado um dos maiores festivais de Verão de Portugal, e sem dúvida o maior do Norte, nunca esquecendo o Festival Vilar de Mouros.
Em 2005, a edição espanhola da revista Rolling Stone considerou-o como sendo um dos cinco melhores festivais de Verão da Europa. O Festival Paredes de Coura tem sido muitas vezes nomeado para prémios como: Melhor Festival de Grande Dimensão, nos Europe Festival Awards e como Festival Favorito dos Artistas.
Em 2026, estará de volta ao Alto Minho de 12 a 15 de agosto para a 32ª edição do festival.João Carvalho (Vodafone Paredes de Coura): “Acabaram festivais no mundo e em Portugal. Esta enchente é um feito” expresso.pt/blitz
Edições
1993/97 O início de um sonho chamado Paredes de Coura Com 31 edições consecutivas, apenas interrompidas durante a pandemia de COVID-19, o festival prepara-se agora para a sua 32.º edição, consolidando um percurso ímpar no panorama musical em Portugal. Nasceu pelas mãos de um grupo de amigos que apenas queriam “passar um bom bocado” e tornou-se um marco dos festivais de verão. A primeira edição foi preparada em apenas 9 dias com a ajuda da Câmara Municipal e conseguiu levar 2000 pessoas até às margens do Rio Coura. Entre 1993 e 1996 o cartaz contou exclusivamente com nomes portugueses, como Ecos da Cave, Ena Pá 2000 e Tédio Boys, mas logo convidou artistas internacionais a pisar o palco do que viria a ser um dos festivais mais emblemáticos em Portugal.
1993 (20 Agosto) Ecos da Cave Gangrena Cosmic City Blues Boucabaca Purple Lips
1994 (12 Agosto) Ena Pá 2000 Jarojupe Cosmic City Blues Melancholic Youth of Jesus Tédio Boys Boucabaca
1995 (18 e 19 Agosto) Blind Zero Braindead Kick out the Jams More República Masónica Boucabaca
Xana Pop Dell'Arte Primitive Reason Cosmic City Blues Supernova
1996 (2, 3 e 4 Agosto) Shed Seven Mão Morta Lovedstone Kick out the Jams
Primitive Reason Sex Museum Da Weasel Repórter Estrábico
Raincoats Zen Lulu Blind Killer Barbies The Astonishing Urbana Fall
1997 (15, 16 e 17 Agosto) Paradise Lost Blasted Mechanism Querosene Jacaré Blue Orange Juice
Smoke City Três Tristes Tigres Cool Hipnoise Turbo Junkie
Rollins Band Mão Morta Zen Monster Piece
1998 Festival de música 1998 (14, 15 e 16 Agosto)
O Paredes de Coura continua em crescimento, combinando elementos de um evento de pequena dimensão e de um grande festival, com nomes de bandas cada vez mais sonantes e reconhecidos. “Lembro-me especialmente do ambiente familiar que existia na altura entre jornalistas, bandas, produção e organização. [Até tínhamos] um campo de futebol onde jogávamos uns contra os outros. Jornalistas, bandas, toda a gente jogava. [Foram momentos] divertidíssimos” relembra João Carvalho, diretor do festival. Esta ano, passaram pelo festival bandas como Red House Painters, Divine Comedy, Anne Clark e Tindersticks. Red House Painters Zen Clã Blind Zero
Divine Comedy Atari Teenage Riot Moonspell Anne Clark
Tindersticks Silence 4 Hipnótica Belle Chase Hotel
1999 Edição apoteótica (13, 14 e 15 Agosto)
Suede, Guano Apes, Lamb e Sneaker Pimps foram algumas das bandas que brilharam nesta sétima edição. “Esta é uma das melhores edições na minha opinião. Foi uma edição apoteótica, completamente cheia de gente e que certamente faz parte das melhores noites de sempre dos festivais em Portugal. [Foi a partir daqui] que tivemos a convicção que íamos viver disto durante muito tempo e que a nossa vida ia estar colada ao evento”, comenta João Carvalho. Foi em 1999 que se o festival se definiu como paragem obrigatória no roteiro dos festivais de verão. dEUS Gomez Bellatrix Madame Godard Phase
Suede Lamb Rae & Christian The Gift Sequoia
Guano Apes Sneaker Pimps Mogwai Pinhead Society
2000 A luta por um legado (11, 12 e 13 Agosto)
“Prejuízo” é a palavra que fica associada à edição de 2000. Apesar dos nomes internacionais que figuravam no cartaz – entre os quais se encontrava Mr.Bungle, Flaming Lips e até Coldplay – as receitas não ultrapassaram os gastos como em 1999 e a organização ficou sem saber o que fazer. No entanto, decididos a arriscar e a manter o festival vivo, partiram para 2001 com esperança de poderem inverter os resultados. The The Sofa Surfers Yo La Tengo Clã
Bad Religion Ash Walkabouts More Républica Masónica Jorge Palma
Mr. Bungle Coldplay Flaming Lips Mão Morta Sloppy Joe
2001 O ano das estreias (16, 17 e 18 Agosto)
O estilo nu metal e o metal alternativo ganhava espaço nos tops de vendas em todo o mundo e o festival recebeu alguns dos nomes mais sonantes do género. Stone Temple Pilots, Papa Roach, e a e a primeira vez de Queens of the Stone Age em Portugal, marcaram 2001 como um ano de estreias para o Festival Paredes de Coura. Papa Roach Stone Temple Pilots Queens of the Stone Age Zen
Morcheeba The Gift Rádio Macau Backyard Babies Coldfinger
3 Doors Down Da Weasel Wraygunn Caffeine
2002 Uma das maiores enchentes de sempre (12 a 17 Agosto)
Em 2002 o género musical metal continuou a vingar em Paredes de Coura. Nomes como Korn, Puddle of Mudd e Incubus fizeram as delícias do público. “Admito que o concerto dos 'Korn' foi um dos momentos apoteóticos do festival. Registou uma das maiores enchentes de sempre. Há, aliás, uma imagem maravilhosa registada na altura, filmada com uma grua, em que se vê uma grande cumplicidade entre público e banda. Toda a gente de braços no ar, tudo a obedecer ao que o líder dos 'Korn' pedia”, relembra o diretor do festival. Korn Incubus Counting Crows Trust Company
Puddle of Mudd Breed 77 Sam the Kid EZ Special
Gotan Project Cousteau Ras Sonar Kollektiv Pop Dell'Arte Casino
Lee Scratch Perry Mad Professor Twilight Circus Terrakota Dj Bob Figurante
2003 Regresso as origens (17 a 21 Agosto)
Em 2003, o festival começa a “encarreirar” para o lado que a organização pretendia. Nesta edição decidem apostar num alinhamento “próximo” do ideal, próximo do que pretendiam que fosse o Paredes de Coura. Foi uma aposta certeira, que ditou uma das edições que melhores memórias traz. O cartaz contou com grandes nomes como Yeah Yeah Yeahs, PJ Harvey, Queens of the Stone Age e Placebo.
Mind da Gap Jet Lag Tim Tim por Tim Tum
Alpha Blondy Sizzla Terrakota One Love Family
Placebo P.J. Harvey Yeah Yeah Yeahs Good Charlotte Calla
Queens of the Stone Age Staind Sum 41 The Datsuns Radio 4
Cardigans Mew Blasted Mechanism X-Wife Danko Jones
2004 “Paredes de Coura também é isso, história.” (16 a 20 Agosto)
A edição de 2004 trouxe um dilema: debaixo de forte chuva os míticos Motörhead fazem história e levam o público ao rubro com Ace of Spades, mas a tempestade que assombrou o festival leva novamente a organização a questionar a sua continuidade. Apesar de todo o azar a organização não está disposta a desistir e em 2005 preparam aquela que se tornou “uma das melhores edições”. Scissor Sisters Jon Spencer Blues Explosion Snow Patrol Arrested Development
Motörhead LCD Soundsystem Mondo Generator DKT-MC5 Mão Morta
Black Rebel Motorcycle Club The Kills Mark Lanegan Band
Kelis Mike Patton & Rahzel Da Weasel Dealema Coco Rosie Josh Rouse Marl Eitzel Old Jerusalem
2005 Nova alma (15 a 18 Agosto)
tornou-se o ponto de viragem, a edição de afirmação do Paredes de Coura. Pela primeira vez não contou com qualquer tipo de patrocínio e compõe um cartaz de luxo que leva novamente o festival à ribalta. Foo Fighters, Pixies, Arcade Fire, Queens of the Stone Age e até Nick Cave foram alguns dos nomes convidados a participar no renascer do Paredes de Coura.
Foo Fighters The Bravery Kaiser Chiefs !!! (Chk Chk Chk) Death From Above 1979 MxPx Pixies Queens of the Stone Age The Roots The Arcade Fire Hot Hot Heat The Futureheads Nick Cave & The Bad Seeds Vincent Gallo Killing Joke Juliette & The Licks The National
2006 Afirmação de Coura (15, 16 e 17 Agosto)
“Foi exatamente a partir de 2005 que decidimos ‘ok, não há mais bandas que não façam sentido, bandas que não ouvimos em casa, que não se identifiquem com a nossa filosofia musical.” 2006 foi mais um ano com um cartaz de excelência, coroado por actuações de Morrissey, Yeah Yeah Yeahs, Broken Social Scene e os americanos The Cramps. Morrissey Broken Social Scene Fischerspooner White Rose Movement Madrugada Gomez Bloc Party Yeah Yeah Yeahs Gang of Four Eagles of Death Metal Members of the Public We Are Scientists Bauhaus The Cramps !!! (Chk Chk Chk) Maduros Shout Out Louds CarPeople
2007 Sonic Youth a fazer história (12 a 15 Agosto)
O festival Paredes de Coura é feito de histórias e a edição de 2007 não fugiu à regra. “Os grandes, os geniais, 'Sonic Youth', um dos sonhos antigos do festival, uma banda que queríamos trazer há muito tempo e que conseguimos finalmente.” A partilhar a ribalta com os norte-americanos estiveram New York Dolls, Dinosaur Jr e Babyshambles. Simian Mobile Disco Devotchka DJ Fra Nitsa Club/Primavera Sound Sizo Babyshambles M.I.A Mando Diao Blasted Mechanism Sparta New Young Pony Club Crystal Castles Guns n’Bombs Dinosaur Jr. New York Dolls Mão Morta Architecture In Helsinki Spoon Gogol Bordello DJ Jean Nipon Foreign Islands Sonic Youth Peter, Bjorn & John CSS The Sunshine Underground Electrelane Linda Martini Boys Noize U-Clic
2008 Primeira e única passagem de Sex Pistols em Portugal (31 Julho, 1, 2, 3 Agosto)
A edição de 2008 destacou-se pela estreia dos lendários Sex Pistols, marco que encheu de orgulho a organização do festival. Aos criadores do lema “God Save the Queen” juntaram-se outros grandes nomes como Primal Scream, dEUS e The Editors. Sex Pistols Mando Diao Bellrays X-Wife Bunnyranch Primal Scream Editors The Rakes Two Gallants The Sounds The Mars Volta dEUS The Teenagers Wraygunn Spiritual Front Thievery Corporation Lemonheads Biffy Clyro Tributo a Joy Division Ra Ra Riot The Mae Shi DJ Amable These New Puritans Optimo DJ’s Woman in Panic Surkin Caribou Twin Turbo Layabouts D30 Dorian Sean Riley & The Slowriders We Are Standard Komodo Wagon Jazz Resort Soundsystem Man Drax Trio de Afonso Pais
2009 Os artistas que são fãs (29, 30,31 Julho e 1 Agosto)
“Em 2009 recordo-me dos ‘Nine Inch Nails’ e ‘Franz Ferdinand’. [Estes últimos] gostaram tanto de estar cá que andaram anos a querer voltar, e [dos Nine Inch Nails] lembro-me dos elogios de Trent Reznor ao festival.” Foi também possível assistir a The Temper Trap, Jarvis Cocker e Peaches, mas sem nunca esquecer o panorama nacional com Mundo Cão, Foge Foge Bandido e Sean Riley and the Slowriders. Patrick Wolf The Strange Boys Sean Riley & The Slowriders Bons Rapazes Franz Ferdinand Supergrass The Horrors The Pains of Being Pure at Heart The Temper Trap Chew Lips Holy Ghost! Nine Inch Nails Peaches Portugal, The Man Blood Red Shoes Mundo Cão Kap Bambino Punks Jump Up The Hives Jarvis Cocker Howling Bells The Right Ons Foge Foge Bandido Sizo Nuno Lopes
2010 “Edição à Paredes” (28 a 31 Julho)