António Paulo Menano (Fornos de Algodres, Fornos de Algodres, 5 de maio de 1895 – São Jorge de Arroios, Lisboa, 11 de setembro de 1969) foi um intérprete da Canção de Coimbra e compositor, talvez o mais popular depois de Augusto Hilário.
Biografia António Paulo Menano nasceu em Fornos de Algodres em 5 de maio de 1895, filho do comerciante António da Costa Menano e da proprietária Januária Augusta Paulo, ambos também naturais da freguesia e concelho de Fornos de Algodres. Cresceu no seio de uma família de 12 irmãos, destacando-se desde muito cedo pela sua voz de tenor. Foi irmão de Francisco Menano, também compositor e cultor da guitarra de Coimbra.
Matriculou-se em 1915 no curso de Medicina da Universidade de Coimbra, tendo despontado aí a sua paixão pelo canto. Em março desse mesmo ano, sobressai com uma interpretação num sarau em Aveiro, organizado pela Associação Académica de Coimbra, e que contou com a participação da Tuna e do Orfeon. Menano viria a ser conhecido em todo o país, através dos numerosos discos que gravou.
Após a conclusão do curso, António Menano fixou-se na sua terra natal, em Fornos de Algodres, exercendo a profissão de médico numa clínica, sem, no entanto, se desligar do meio artístico e académico. Em 1933, abandonou a carreira artística e partiu voluntariamente para Inhaminga, em Moçambique, para exercer medicina, regressando definitivamente a Portugal em 1961.
Viria a falecer vítima de aterosclerose generalizada a 11 de setembro de 1969, na sua residência na rua José Falcão, n.º 57, 5.º esquerdo, freguesia de São Jorge de Arroios, em Lisboa. Foi sepultado no cemitério de Fornos de Algodres.
Obras Aquela moça da aldeia Solitário
Casamento e descendência A 21 de novembro de 1922, casou civilmente no Posto de Olivais e Beato, em Lisboa, com Maria Henriqueta da Câmara Viterbo (Santa Maria dos Olivais, Lisboa, 7 de Julho de 1903 –), doméstica, filha do arquitecto Dr. Fiel da Fonseca Viterbo, natural do Porto (freguesia da Vitória), e de Maria José Gonçalves Zarco da Câmara, doméstica, natural de Lisboa (freguesia de Alcântara, por sua vez filha do 9.º conde da Ribeira Grande. Ambos casaram depois religiosamente, a 23 de novembro de 1922, na capela da Quinta da Fonte do Anjo, nos Olivais (Lisboa)."Pero de Covilhã e a sua descendência", por José de Lima, Tipografia Porto Médico, Porto, 1954, pág. 47
Tiveram os seguintes filhos: Maria da Graça de Viterbo Menano, casada a 18 de Fevereiro de 1946 com seu parente D. Luís Fernando Rita de Almeida Santos Castelo-Branco. Com geração."Pero de Covilhã e a sua descendência", por José de Lima, Tipografia Porto Médico, Porto, 1954, pág. 123 e 124 António Nuno de Santa Maria Viterbo Menano, nascido na referida Quinta da Fonte, em 16 de Novembro de 1927, casado e com geração. Francisco Paulo, a nascido 16 de Novembro de 1927."Pero de Covilhã e a sua descendência", por José de Lima, Tipografia Porto Médico, Porto, 1954, pág. 75
Ligações externas
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