Manoel Rangel Neto (Brasília, 2 de junho de 1971), é cineasta brasileiro. Foi diretor-presidente da Agência Nacional do Cinema (ANCINE) de 2006 a 2017. Desde 2017 é diretor executivo na Paranoid BR onde produz filmes e séries brasileiras.

Biografia e carreira Militante comunista desde adolescente, sendo filiado ao Partido Comunista do Brasil - PCdoB - organização da qual é membro do Comitê Central, em 1988 foi eleito presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas - UBES, e reeleito em 1989, no 28º Congresso da entidade em Santo André/SP. Em 1992 foi designado Coordenador Geral da União da Juventude Socialista - UJS, entidade com expressiva ligação ao PCdoB, porém não terminando o mandato.

Formou-se pela Universidade de São Paulo (1999), onde cursou o mestrado em Comunicação e Estética do Audiovisual (interrompido em 2005) sob a orientação do Professor Ismail Xavier.

Foi editor da revista Sinopse (1999/2001/2002) e presidente da Associação Brasileira de Documentaristas de São Paulo (1999-2001). Apesar de pertencer a um partido de oposição, presidiu a Comissão Estadual de Cinema da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo (2001-2002), durante o mandato de Geraldo Alckmin (PSDB), que assumiu após o falecimento do governador Mário Covas.

Dirigiu três curtas-metragens de ficção Retratos (1999), Vontade (2002) e O pai (2004) e o documentário Um Poema para João (2003).

Foi assessor especial do Ministro da Cultura Gilberto Gil (2004/2005) e secretário do Audiovisual substituto (2004/2005) de Orlando Senna, quando coordenou o grupo de trabalho sobre regulação e reorganização institucional da atividade cinematográfica e audiovisual no Brasil. Foi nomeado membro da Diretoria Colegiada da Agência Nacional do Cinema (ANCINE) em 2005.

Em dezembro de 2006, após a aprovação da Lei 11.437, que criou o Fundo Setorial do Audiovisual, o artigo 3°A e o artigo 1°A, foi nomeado pelo Presidente Lula Diretor-Presidente da autarquia, e reconduzido pelo mesmo ao cargo em maio de 2009.

Sob a direção de Manoel Rangel a ANCINE teve uma atuação destacada de 2007 a 2011 na elaboração, articulação e aprovação da Lei 12.485, o novo marco regulatório da televisão paga no Brasil. A lei 12.485 foi a responsável por estabelecer cota para filmes e obras audiovisuais brasileiras nos canais de televisão paga. Em 2012, o Congresso Nacional, por iniciativa da Ancine e do governo federal, aprovou a lei 12.599 que institucionalizou o programa Cinema Perto de Você - indutor da expansão do parque exibidor brasileiro, e estabeleceu mecanismos de proteção à publicidade brasileira.

Em 2013 Manoel Rangel foi convidado pela Ministra Marta Suplicy e pela Presidenta Dilma Roussef a seguir a frente da ANCINE tendo sido nomeado para exercer a presidência da agência até 20 de maio de 2017.Manoel Rangel. Agência Nacional do Cinema - Diretoria Colegiada

Em 2011, foi eleito secretário-executivo da Conferência de Autoridades Audiovisuais e Cinematográficas Iberoamericanas (CAACI).FRANCO, Ilimar. Coluna "Panorama Político". O Globo, 30 de junho de 2011. Em 2013 foi reconduzido à secretaria executiva, exercendo o mandato até julho de 2015.

Em 2017, tornou-se diretor executivo na Paranoid BR onde produziu "A Batalha da Rua Maria Antônia" (23), filme dirigido pela Vera Egito, e vencedor do Troféu Redentor de Melhor Filme em 2023 no Festival de Cinema do Rio, produziu Grande Sertão (23), filme dirigido por Guel Arraes, da Globoplay. Manoel Rangel também produziu as séries "DNA do Crime" (23), "DNA do Crime 2" e "Os Donos do Jogo", séries dirigidas por Heitor Dhalia, Originals Netflix, produziu "Maria e o Cangaço" (25) dirigida por Sergio Machado, da Disney+ e "Tremembé" (25) dirigida por Vera Egito, da Prime Video.

Prêmio 2013: Prêmio ED - homenagem especial (venceu}

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