João Clímaco d'Almeida (Teresina, 30 de março de 1910 — Teresina, 9 de setembro de 1995) foi um contabilista e político brasileiro, governador do Piauí entre 1970 e 1971.
Dados biográficos Origem e formação Filho de Antônio Francisco de Almeida e Emília Rocha de Almeida. Funcionário do Banco Agrícola do Piauí e pecuarista, em 1934 formou-se em contabilidade na Academia do Comércio do Maranhão, presidiu a Caixa Beneficente dos Servidores do Estado do Piauí e em 1947 integrou o Conselho Administrativo do Estado, órgão federal responsável por julgar a validade dos decretos-leis dos interventores federais no Piauí.BASTOS, Cláudio de Albuquerque. Dicionário Histórico e Geográfico do Estado do Piauí. Teresina; Fundação Cultural Monsenhor Chaves, 1994.
Em 16 de janeiro de 1937, casou-se com Hercília Torres de Almeida, com quem teve dois filhos: Edwaldo Carvalho de Almeida e Vera Lúcia Torres Ferraz. Sua filha casou-se com Luiz Ferraz, com quem teve três filhos: Luiz Ferraz Filho, Camilla Torres Ferraz e João Clímaco d'Almeida Netto Ferraz.SANTOS, José Lopes dos. Novo Tempo Chegou. Brasília: Senado Federal, 1983.
Vida pública Restaurada a democracia brasileira no pós-guerra, foi nomeado em 1947 membro do Conselho Administrativo do Piauí e em 1948 se elegeu vereador de Teresina pelo PSD chegando a deputado estadual em 1950, 1954 e 1958. Graças a coligação entre UDN e PSD, foi candidato a vice-governador do Piauí na chapa de Petrônio Portela em 1962, sendo o último eleito para o cargo pelo voto direto.
Com a vitória do Regime Militar de 1964 ingressou na ARENA e renunciou ao cargo de vice-governador em 1966 para ser eleito para o mesmo posto por via indireta na chapa de Helvídio Nunes.KRUEL (2006, p. 369) informa que, em 30 de março de 1970, foi eleita a mesa diretora da Assembleia Legislativa do Piauí. Comandada pelo vice-governador João Clímaco d'Almeida, a casa teria Djalma Veloso como primeiro vice-presidente, Humberto Silveira segundo vice-presidente, Nazareno Araújo primeiro secretário, José Francisco da Paz segundo secretário, Alberto Monteiro terceiro secretário e Filadelfo Castro quarto secretário. Proclamado o resultado, Alberto Monteiro e Filadelfo Castro renunciaram aos cargos para os quais foram eleitos. Em 5 de abril de 1970, o Jornal do Piauí noticia a eleição de Solon Brandão e Sá Urtiga para substituí-los. Com a renúncia do titular para se candidatar a senador em 1970, assumiu o governo após uma rápida passagem do desembargador João Turíbio Monteiro de Santana pelo Palácio de Karnak. Eleito deputado federal em 1974 e primeiro suplente em 1978, foi secretário de Justiça e Segurança Pública no governo Lucídio Portela. Filiado ao PDS, foi efetivado em 16 de novembro de 1981, após a morte de Paulo Ferraz. Em 1982 foi candidato a senador numa sublegenda do PDS, sendo reposicionado como segundo suplente na chapa de João Lobo.
Realizações Em seus dez meses como governador, houve a inauguração da Usina Hidrelétrica de Boa Esperança e da instalação a Universidade Federal do Piauí. Teve como prefeitos de Teresina, Wagner Saraiva de Lemos e Haroldo Borges. Em sua memória foi lançado o livro "O Velho Jequitibá" de autoria do jornalista Zózimo Tavares.KRUEL, Kenard (2006). Djalma Veloso - o político e sua época. 1 ed. Teresina: Zodíaco. 746 páginas.
Categoria:Naturais de Teresina Categoria:Governadores do Piauí Categoria:Vice-governadores do Piauí Categoria:Deputados federais do Brasil pelo Piauí Categoria:Deputados estaduais do Piauí Categoria:Vereadores de Teresina