A Cinesystem é uma rede brasileira de cinemas sediada na cidade de Maringá, estado do Paraná, atualmente presente em dezenove cidades de onze unidades da federação de todas as regiões brasileiras. Seu parque exibidor é formado por 28 complexos e 171 salas, média de 6,11 salas por complexo, sendo que todos dispõem de equipamentos 3D da Dolby Digital Cinema. Suas 31 158 poltronas perfazem uma média de 194,74 assentos por sala. thumb|Fachada do Cinesystem Morumbi Town de São Paulo, SP No primeiro trimestre de 2015, alcançou a posição da 5ª maior rede exibidora brasileira por número de salas, segundo relatório da ANCINE. De acordo com a Revista Exame, em abril de 2016 a empresa já era a quarta maior rede exibidora do país em número de salas (atrás apenas de Cinemark, Cinépolis e Severiano Ribeiro, pela ordem).

História 1999-2013 A empresa nasceu em 1999, com a instalação do primeiro complexo no Maringá Park Shopping, da cidade de Maringá, Paraná. Seus fundadores - os empresários Marcos Barros e seu irmão Carlos Alexandre Barros - haviam atuado em diversos outros segmentos, como construção civil e informática, sendo sócios de uma empresa que controlava, à época, quatro emissoras de rádio, que utilizou para fazer propaganda do seu primeiro cinema. Os complexos seguintes seriam abertos no Estado do Paraná: a cidade de Ponta Grossa recebeu um Cinesystem em 2001 e Curitiba inauguraria seu complexo em outubro de 2003, no Shopping Cidade. O quarto complexo, aberto em dezembro de 2003, no Shopping Total de Porto Alegre, foi o primeiro fora do estado do Paraná. Esses cinemas abertos em 2003 abririam o processo de expansão da empresa, em curso desde então.

Destacou-se no cenário nacional por ideias inovadoras, como bombonière autosserviço e vendas de ingressos em monitores touch screen. Foi também a primeira empresa exibidora a operar no Brasil com complexos 100% digitais. A fim de sanar a escassez de recursos que dificultavam sua expansão, criou um novo modelo de negócio para o setor de exibição, ao convidar franqueados da empresa McDonald's para entrarem como sócios dos novos empreendimentos. thumb|esquerda|Vista das poltronas do complexo Cinesystem Maceió, AL De acordo com o site especializado em mercado de cinema FilmeB, a Cinesystem ocupou o ano de 2011 o 5.o lugar no ranking dos maiores exibidores brasileiros por número de salas. Naquele mesmo ano, vendeu seis milhões de ingresso (quinto maior exibidor em público) que proporcionou uma renda de 62,3 milhões de reais (sexta maior renda). Em outubro de 2010, associou-se às empresas Inovação Cinemas e Investimage para instalação do Cine 10 Sulacap, projeto de disponibilização de salas em supermercados da rede Carrefour. Em dezembro de 2011 ocorreu uma divisão societária da empresa, nascendo a empresa Cineflix, que absorveu alguns complexos da Cinesystem nas cidades de Campinas, Maringá, Porto Alegre e São José dos Campos.

2014-2020: Ampliação do capital e expansão Em fevereiro de 2014, perpetrou mais uma inovação, ao abrir o seu capital e aceitar investimentos do Grupo Stratus, empresa de private equity com foco no middle market. A transação prevê o investimento de 350 milhões de reais, com um aporte inicial de 40 milhões de reais. Através desta operação, o Fundo Stratus passou a deter 42% do capital da empresa. Parte deste capital está sendo empregado na abertura de novos complexos e outra parte na aquisição de exibidores de menor porte. O plano de expansão da empresa é ambicioso: 42 novas unidades até 2017 e 500 até o ano de 2020. Em 2016, tornou-se na primeira companhia exibidora a obter registro de companhia aberta na CVM e no segmento Bovespa Mais (BM&FBovespa). miniaturadaimagem|Autoatendimento no Cinesystem Villa Romana (antigo shopping Iguatemi) de Florianópolis A Cinesystem encerrou o ano de 2015 no 5.o lugar entre os maiores exibidores do país por número de salas (perdendo apenas para Cinemark, Cinépolis, Grupo Severiano Ribeiro e Cinematográfica Araújo, respectivamente), detendo um market share de 3,2%. É presidida pelo seu fundador, o Sr. Marcos Barros, que permaneceu como acionista majoritário. Em maio de 2016, ele fazia parte da diretoria do Sindicato dos exibidores cinematográficos do Estado de São Paulo (SEECESP), entidade que congrega as empresas do setor.

Em janeiro de 2017 inaugurou o primeiro complexo de cinema 100% a laser da América Latina, com sistema de “Lobby Domination”, com monitores, caixas de som e videowalls integrados no foyer do cinema. Logo no segundo mês de atividade, o Cinesystem do shopping Morumbi Town foi eleito cinema mais confortável e de melhor som da capital paulista em 2017 pela Guia da Folha de S.Paulo. Em dezembro de 2018, a empresa anunciou mudanças na sua cúpula: o fundador e CEO Marcos Barros passou a ser o presidente do Conselho de Administração, sendo substituído na presidência o executivo Marcos Tartuci, que não pertencia aos quadros da empresa e possuía experiência no varejo, tendo atuado na rede de academia Smart Fit a nível nacional e latino.

2021-presente Em 2021 inaugurou no YouTube um canal para conteúdo digital, o CSYS+ (CSYS Plus Cinema Além do Filme). Em 15 de setembro de 2021 se juntou ao Cineart, GNC Cinemas e o Moviecom para a criação do Conebi (Consórcio Exibidores Brasileiros Independentes).

Em maio de 2024, o banco Itaú anunciou a venda da rede de cinema Espaço Itaú de Cinema e suas unidades restantes para o grupo Cinesystem, que as assumiu desde então.

Distribuição das salas Tal como suas concorrentes Cinemark e Cinépolis, a Cinesystem concentrou os seus investimentos na região mais rica do país. Desta forma, há dois complexos e doze salas na região Norte (cidades paraenses de Ananindeua e Santarém), perfazendo 2 242 assentos. No Nordeste, encontra-se presente em quatro cidades (Arapiraca, Imperatriz, Maceió e Paulista) de três estados, total de quatro cinemas, 26 salas e 4 995 poltronas; No Centro-Oeste, dispõe de uma única unidade na cidade de Brasília, adquirida junto ao Espaço Itaú de Cinema, com oito salas e 1.053 lugares. esquerda|miniaturadaimagem|Entrada do complexo Cinesystem do Shopping Boulevard Shopping Vila Velha, Espírito Santo A região sudeste concentra 14 complexos cinematográficos (50% de toda a rede), 88 salas de exibição (51,46%) e 16 680 assentos (49,82%). O Estado do Espírito Santo conta apenas uma unidade em Vila Velha, em São Paulo são cinco unidade em Hortolândia, Praia Grande e capital paulista, sendo que o estado do Rio de Janeiro detém a maior participação: um complexo em Itaboraí e outros sete na capital dos fluminenses.

Na região Sul do Brasil, local de origem da rede, existem sete cinemas (25% do total), 37 salas de exibição (21,64%) e 8 714 poltronas (25,72%). No Paraná, ela se faz presente em Curitiba (duas unidades) e Londrina; Em Santa Catarina, na sua capital Florianópolis; No Rio Grande do Sul, há filiais em Porto Alegre, Rio Grande e São Leopoldo.

Atua predominantemente nas capitais brasileiras ou em suas respectivas regiões metropolitanas. Das dezenove cidades com unidades da Cinesystem, as únicas que fogem a tal regra são Arapiraca, Imperatriz, Santarém, Londrina, Rio Grande, Hortolândia e Praia Grande.

Todos os cinemas seguem o padrão multiplex e instalados em shoppings centers, sendo a única exceção o Belas Artes Botafogo, que fora adquirido do Espaço Itaú.

Inaugurações, encerramentos e reduções de sala Em virtude dos efeitos da pandemia de covid-19 sobre o circuito exibidor de todo o mundo, que direcionou boa parte do público para o streaming, a Cinesystem perdeu alguns complexos e reduziu o número de salas em alguns deles. O processo de encolhimento se iniciou em 7 de fevereiro de 2020 em Londrina, com a redução de uma sala, e teve seu maior pico nos anos de 2025 e 2026, quando foram fechadas (definitiva ou temporariamente) oito e seis salas. Dados extraídos do portal de dados abertos da ANCINE indicam que ao todo dezessete salas foram paralisadas ou fechadas em treze complexos da Cinesystem, com perda de 9 722 assentos. miniaturadaimagem|Cinesystem Rio Anil, de São Luís: consumido pelo fogo em março de 2023, causos duas vitimas fatais e 21 feridos Alguns cinemas se mostraram inviáveis e foram totalmente fechados: O Cinesystem Batel, do Shopping Curitiba, cerrou as portas em 5 de maio de 2023; o Cinesystem Paranaguá, instalado no hipermercado Condor daquela cidade, também encerrou as atividades, desta vez em 21 de setembro de 2023. O caso mais trágico ocorreu no Cinesystem do Shopping Rio Anil, da cidade de São Luís, cujo incêndio que o consumiu em 7 de março de 2023 provocou a morte de duas pessoas e deixou 21 feridos. Ao todo, três cinemas, quatorze salas de exibição e 2 588 poltronas deixaram de oferecer seus serviços, sendo que o complexo do Shopping Curitiba foi o único a ser reaberto, desta vez pela rede Cineflix.

O saldo porém foi positivo para a empresa. A aquisição dos complexos de Brasília (Shopping Casa Park), São Paulo (shoppings Bourbon Pompéia e Belas Artes Frei Caneca) e Rio de Janeiro (Belas Artes Botafogo) em 1 de maio de 2024, além da absorção do cinema do Shopping Bourbon Country de Porto Alegre em 4 de setembro de 2025 (todos eles originados da antigo Espaço Itaú de cinemas) resultaram num agregado de cinco novos complexo de cinema, 39 salas e 6 615 assentos, todos instalados em locais estratégicos. A empresa manifestou a sua "alegria" pela aquisição e comprometeu-se a manter a qualidade da programação, tendo nomeado o exibidor e cineclubista Adhemar Oliveira como curador da programação dos complexos adquiridos.

Dados totais da rede Se consideramos todos os complexos e salas implantados pela Cinesystem, incluindo os que foram encerrados ou paralisados, podemos dizer que atuou em 11 unidades da federação e 26 cidades, totalizando 37 complexos, 236 salas de exibição e 45 733 assentos. Os dados procedem do banco de dados desmobilizado no portal de dados abertos da ANCINE.

Público thumb|Bilheteria e autoatendimento do Cinesystem Morumbi Town de São Paulo, SP Abaixo a tabela de público e sua evolução de 2008 até 2019, considerando o somatório de todas as suas salas a cada ano. A variação mencionada se refere à comparação com os números do ano imediatamente anterior. É possível perceber que a redução de público ocasionada pelo repasse de complexos para a Cineflix entre 2011 e 2012 foi compensado em 2014. No período avaliado, o crescimento da rede foi da ordem de 217,01%, tendo sido pouco afetado pela retração do público brasileiro de cinema dos anos de 2017 a 2019

Os dados de 2008 a 2013 foram extraídos do banco de dados Box Office do portal de cinema Filme B, sendo que os números de 2014 e 2015 tem como origem o Database Brasil. Já os dados de 2016 em diante procedem do relatório "Informe Anual Distribuição em Salas Detalhado", do Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual (OCA) da ANCINE.

Ano Público totalRanking no paísMarket ShareVariação 2008 2 302 761 9º 2,69% ano-base 2009 3 978 750 8º 3,52% 72,78% 2010 5 751 388 5º 4,26% 44,55% 2011 6 042 295 5º 4,26% 5,06% 2012 4 959 272 10º 3,33% 17,92% 2013 5 493 241 13º 3,63% 10,77% 2014 6 412 682 6º 4,09% 16,74% 2015 6 918 796 6º 4,10% 7,89% 2016 7 487 857 6º 4,08% 7,89% 2017 7 494 711 6º 4,19% 0,09% 2018 7 299 889 5º 4,53% 2,60% 2019 7 873 101 5º 4,51% 7,85%

Prêmio 2013: Prêmio ED (venceu}

Ligações externas

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