miniaturadaimagem|Tonacacíhuatl e Tonacatecuhtli, conforme retratados no Códice Fejérváry-Mayer. Ōmeteōtl ("Deus Duplo") é um nome usado para se referir ao par de divindades astecas Ometecuhtli e Omecihuatl, também conhecidos como Tōnacātēcuhtli e Tonacacihuatl. Ōme significa "dois" ou "dual" em náuatle, e teōtl significa "Divindade". Ometeotl era uno como a primeira divindade, e tornou-se Ometecuhtli e Omecihuatl quando o ser passou a ser dois para poder gerar toda a criação. miniaturadaimagem|Ometecuhtli e Omecihuatl descritos no Códice Fejérváry-Mayer. Diversas fontes em náuatle, especialmente o Códice Florentino, denominam o nível mais alto do céu como Ōmeyōcān, ou "lugar da dualidade" (Sahagún especificamente o chama de "in ōmeyōcān in chiucnāuhnepaniuhcān", ou "o lugar da dualidade, acima dos nove céus escalonados"). Na Histoire du Mechique, o frade franciscano André Thevet traduziu uma fonte em náuatle relatando que, nessa camada do céu, existia "um deus chamado Ometecuhtli, que significa dois-deuses, e um deles era uma deusa". A Historia de los mexicanos por sus pinturas denomina os habitantes do céu mais elevado como Tōnacātēcuhtli e Tonacacihuatl (Senhor e Senhora da Abundância). Sahagún concorda que esses são epítetos de "in ōmetēuctli in ōmecihuātl", dando como outro nome de ōmeyōcān "in tōnacātēuctli īchān" ("a mansão do Senhor da Abundância"). miniaturadaimagem|Tonacateuchtli, conforme retratado no Códice Borgia. Há algumas evidências de que esses dois deuses eram considerados aspectos de um único ser, como quando um cantor nos Cantares Mexicanos pergunta para onde pode ir, já que "ōme ihcac yehhuān Dios" ("eles, Deus, estão em duplicidade"). A Historia de los Mexicanos por sus pinturas relata sobre os dois que "se criaram e estiveram sempre no décimo terceiro céu; nada jamais se soube de seu princípio, apenas de sua morada e criação, que foram no décimo terceiro céu". miniaturadaimagem|Tonacacihuatl, conforme retratado no Códice Telleriano-Remensis. Como resultado dessas referências, muitos estudiosos (notadamente Miguel León-Portilla) interpretam o nome raro ōmeteōtl como "Deus Dual" ou "Senhor da Dualidade". León-Portilla argumenta ainda que Ōmeteōtl era a divindade criadora suprema dos astecas e que os astecas concebiam essa divindade como uma entidade mística de natureza dual.

Bibliografia CASO, Alfonso. La religión de los aztecas, Enciclopedia Ilustrada Mexicana: México D.F., Imprenta Mundial, 1936. LEÓN-PORTILLA, Miguel. La filosofía nahuatl, estudiada en sus fuentes, 2ª ed.. México D.F.: UNAM, 1959. LÓPEZ AUSTIN, Alfredo. Cuerpo humano e Ideología. Las concepciones de los antiguos nahuas. México D.F.: UNAM, 1980, 2 vols.

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