Perdido por Cem... (1972) é um filme português de António Pedro Vasconcelos, que se integra no movimento do Novo Cinema.
Influenciado pelo neorrealismo italiano, que se ia vendo nas sessões dos cineclubes de Lisboa, inspira-se na Nouvelle Vague para se assumir na vanguarda portuguesa, sensível à injustiça social e tenaz nas suas esperanças. Retoma a questão do jovem provinciano que se perde em Lisboa, tema que já Paulo Rocha explorara em Os Verdes Anos (1964). La vie à l’improvise é o tema decorrente e o estilo com que se filma Pedro o Louco, de Godard, (1965) serve de modelo.
O filme estreou no cinema Satélite, em Lisboa, no dia 9 de Abril de 1973.
Sinopse O Artur, rapaz da província, aproveita uma boleia do Rui para escapar para Lisboa. O amigo mete-o em andanças de rádio e da publicidade, mas aquilo é um tanto supérfluo. Sente-se desenraizado e sem horizontes. Conhece Joana, ela também uma provinciana de difícil adaptação. Apaixona-se. Obcecado por ela, questiona-se. Que sente ela por si? Ele e ela estão de partida para Roma quando o antigo namorado da Joana, um ex-combatente de Angola, surge em cena e a mata. A polícia interroga Artur, mas ele diz que nem sequer a conhecia. E vai à vida. O trauma da guerra em efeito de boomerang sobre os que procuram escapar ao país e improvisar o destino.
Elenco José Cunha (Artur) Marta Leitão (Joana) José Nuno Martins (Rui) Ana Maria Lucas (Marta) António Machado Ribeiro (António Pedro) António Rama (namorado da Joana) Albano Silva Pereira (Albano) Carmizé (Féfé) Nuno Pereira (Nuno) Carlos Ferreiro (Carlos) Patrícia Vasconcelos
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