James Cooley Fletcher (Indianápolis, Indiana, 1823 - 1901) foi um pastor e missionário presbiteriano estadunidense com intensa atuação em terras brasileiras.
Biografia Ele nasceu em Indianápolis, filho de Calvin Fletcher, um banqueiro e um dos primeiros colonizadores de Indiana. Fletcher se formou na Universidade Brown em 1846 e estudou teologia por dois anos no Seminário Teológico de Princeton com Charles Hodge. Seus estudos foram concluídos na Europa, onde ele buscava aprimorar seu francês para se tornar missionário no Haiti. Nesse período, ele se casou com Henriette Malan, filha de César Malan, um ministro de Genebra.
Em 1852, ele foi para o Rio de Janeiro (então capital do Brasil) como agente da União Cristã Americana e da Sociedade Americana de Amigos dos Marinheiros. A União Cristã Americana trabalhava em conjunto com a Sociedade Bíblica Americana e a Sociedade Americana de Tratados. Ele voltou aos Estados Unidos em 1854, pouco depois do nascimento de sua filha Julia Constance Fletcher.
As experiências e observações colhidas em suas viagens, somadas às do pastor e missionário metodista Daniel Parish Kidder, foram primeiramente publicadas com o título O Brasil e os Brasileiros – Esboço Histórico e Descritivo, uma apresentação pioneira do Brasil aos americanosCARVALHO, José Murilo, Perfis brasileiros – D. Pedro II, Cia das Letras, São Paulo, 2007, pg. 158 ISBN 978-85-3590969-2. em 1857, com pelo menos oito edições posteriores.
Em 1862, a pedido do professor Louis Agassiz, Fletcher navegou três mil e duzentos quilômetros pelo Amazonas, recolhendo espécimes para estudos dos peixes locais. O resultado desse trabalho foi a exploração de Agassiz em 1865. Em 1864 e 1865, Fletcher e o político liberal brasileiro Aureliano Cândido Tavares Bastos convenceram os governadores do Brasil e dos EUA a estabelecer uma linha de barcos a vapor entre o Rio de Janeiro e Nova York. Influenciados por Fletcher, Aureliano e outros políticos brasileiros tentaram e, em alguns casos, conseguiram implementar muitas reformas políticas, sociais e econômicas no Brasil; eles também incentivaram a imigração europeia e norte-americana.
No Brasil, Fletcher tornou-se amigo de muitos membros da alta sociedade, entre eles vários letrados e políticos liberais. Frequentou a mansão imperial de Dom Pedro II, de quem tornou-se amigo também. Atuou como secretário interino da legação norte-americana no Rio de Janeiro, promoveu uma exposição industrial de produtos norte-americanos na mesma cidade e, através de seu livro, foi um propagandista dos valores protestantes e anglo-saxões como instrumentos para o progresso.
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