Antão de Almada (1573 ou 1583Segundo um desenho que está na Biblioteca nacional de França, este foi executado em 1609 e o retratado tinha 26 anos de idade ("Ano 1609 Aetatis 26"). Sendo assim, segundo essas contas, e se este for confirmado como estando lá representado D. Antão, como outros retratos dele e dessa mesma época confirmam, ele teria nascido em 1583 e não dez anos antes como consta em toda a bibliografia existente. - Bibliothèque nationale de France, Catalogue Général, notice n°: FRBNF40281560, inv.: RESERVE BOITE FOL-NA-22 (28), avec une lien vers reproduction digital dans Gallica - Elvas, 17 de dezembro de 1644), 7.º conde de Avranches, 10.º senhor dos Lagares d'El-Rei, 5.º senhor de Pombalinho, senhor de Carnaxide (1597), comendador de dois terços de São Vicente de Vimioso na Ordem de Cristo e senhor de Reguengos de Aguiar.Affonso de Ornellas, «Os Almadas na História de Portugal», Lisboa, 1942, p. 21 e também comendador de Fronteira na Ordem de AvisManuel José da Costa Felgueiras Gaio, Nobiliário das Famílias de Portugal, Carvalhos de Basto, 2ª Edição, Braga, 1989. vol. I-pg. 236 (§1 N11 Almadas)..

Foi um dos cinco principais aclamadores de D. João IV de Portugal e seu embaixador a Grã-Bretanha, onde obteve a aceitação do Reino de Portugal independente da governação da Dinastia Filipina, por parte da Inglaterra, conforme era o seu propósito.

Biografia A 13 de Fevereiro de 1597 recebe, de El-Rei Filipe I, uma Carta de mercê do Reguengo de Carnaxide que está no termo da Cidade de Lisboa.[https://erario.tcontas.pt/pt/arquivo_biblioteca/instrumentos_pesquisa/Conjunto_documental_cartas_padrao.pdf Cartas de Padrão e de Tenças, mercês e doações, escrituras e alvarás (1561 – 1830), Cota 10, pág. 1, Catálogo do Arquivo Histórico do Tribunal de Contas: Casa dos Contos, Junta da Inconfidência e Cartas de Padrão De Luís de Bívar Guerra e Manuel Maria Ferreira. Lisboa : Tribunal de Contas, 1950]

Em Portugal é aceite como herói, tido como o grande impulsionador da Restauração da sua independência,Antão Vaz de Almada, In Infopédia, Porto Editora, Consulta em 2012-05-20 foi o principal ou um dos principais "Quarenta Conjurados" ou "conjuradores" da nobreza que deram início a esse golpe de estado. E o seu nome e do seu filho varão constam, com ambas as presenças, no primeiro "Auto do Levantamento e Juramento d' El-Rei Dom João IV" (de fidelidade) realizado no dia 15 de Dezembro de 1640 e assim como no segundo, confirmando o anterior de forma mais solene , em 28 de Janeiro de 1641Cronicas e Vidas dos Reys de Portugal ... , por Duarte Nunez do Lião, e autos de Levantamento e Juramentos a El-Rey João IV, Tomo II, compilação de Rodrigo da Cunha, em Lisboa, na oficina de José de Aquino Bolhões, de 1780, pág. 471Auto da Retificacam de Livramento que os Tres Estados destes Reinos fizerão a elRei Nosso Senhor Dom João o IV deste nome e do Juramento, preito e menagem, que os mesmos tres Estados fizeram ao Sereníssimo Príncipe Dom Theodosio N. Senhor na Cidade de Lisboa a 28 de Janeiro de 1641.

Depois foi designado para desempenhar uma das mais difíceis missões no estrangeiro, como embaixador ao Reino UnidoReino Unido - Titulares, Portal Diplomático da Republica Portuguesa para que aceitassem o Reino de Portugal como independente. Partiu em 28 de Fevereiro de 1641, as suas credenciais só foram aceites em 7 de Abril«Genealogias das Famílias de Portugal», por Afonso Torres e continuada por Luís Vieira da Silva, capitulo dos Almadas, ano de 1694, e conseguindo o que se pretendia em 29 de Janeiro de 1642.

Em Portugal fez parte do Conselho de Estado e da GuerraAntão de Almada, roglo e teve como missão ser Governador das armas da Estremadura, em 1643, incluindo de Lisboa."Documento (datado de 1643-08-25 - 1644-07-28) de consulta sobre o pedido feito pelo senado para que os cidadãos que prestem serviço nas companhias da cidade não sejam obrigados a outros serviços nas companhias do governador de armas, D. Antão de Almada", Arquivo Municipal de Lisboa, Cota: AML-AH, Chancelaria Régia, Livro 1º de consultas e decretos de D. João IV, f. 140 a 144v.

Foi deputado à Junta dos Três Estados representando a nobreza.

Dados históricos

Foi líder do golpe de estado bem sucedido em 1 de Dezembro de 1640 que contra o governo castelhano, dito espanhol. Foram várias as reuniões secretas de apoio ao futuro João IV de Portugal, duque de Bragança, nomeadamente a última quatro dias antes dessa data, que se fizeram no seu palácio de S. Domingos, hoje conhecido precisamente por Palácio da Independência. Assim como foi daí, desse palácio no Rossio, em Lisboa, onde se crê que se juntaram todos os que puderam nessa madrugada histórica, antes de seguirem para o Paço da Ribeira de-capitular a governação assumida por estrangeira que estava entregue ao considerado traidor Miguel de Vasconcelos e à duquesa de Mântua, sobrinha de Filipe III de Portugal ou Filipe IV de Espanha. Será um dos que subiram ao quarto da governante espanhola para a prender e, depois que o conseguiram, ficará à sua guardahttps://books.google.pt/books?id=SxdUAAAAcAA «Portugal Restaurado», por D. Luís de Meneses (Conde da Ericeira), edição Galrao, tomo I, 1679, p. 102 e 103.

Após tais acontecimentos foi o primeiro embaixador português dirigido à Grã-Bretanha. Onde conseguiu, com a ajuda da sua excelente equipe, um grande feito diplomático internacional para a altura que foi o de esse país, através da assinatura do seu rei Carlos I de Inglaterra, reconhecer Portugal como um Estado soberano, contra a poderosa e temida Espanha de então. Tanto mais que havia a consciência que isso podia agravar mais as grandes turbulências internas, jogos para conquista e mudança de poder, que já aí assolavam e que perigavam a corte britânica.

Regressou ao seu Reino de Portugal a 18 de Julho de 1642, após ter concluído aquele tratado de paz e comércio, assumindo pouco tempo depois o cargo de governador de Armas da Estremadura.

Como morreu cedo, em Dezembro de 1644, no cerco de Elvas. Apenas teve a infelicidade de não ver pelos seus próprios olhos afastado o perigo do reino de Portugal ser novamente conquistado pela dominação filipina, perigo real por estar a decorrer ainda a Guerra da Restauração entre as duas facções. A vitória portuguesa e patriota só aconteceu em 13 de Fevereiro de 1668.

Toponímia O seu nome pode ser identificado em vária toponímia local, nomeadamente na: Praça Dom Antão de Almada, freguesia do Laranjeiro, no concelho de Almada. Rua Antão de Almada, na freguesia de Rio Tinto, no concelho de Gondomar. Rua Dom Antão de Almada, na freguesia de Santa Justa, no concelho de Lisboa.Um Restaurador de 1640 numa rua junto ao seu palacete, Toponímia de Lisboa, 2 de Novembro de 2015

Dados genealógicos Antão de Almada (10.º senhor dos Lagares d' El-Rei) (5.º senhor de Pombalinho (Soure). Morreu a 17 de Dezembro de 1644, sepultado na igreja do convento de S. Francisco de ElvasConde de Almada, Relação dos Feitos de Antão Dalmada, 1940, pág.s 70 na sua nave.Convento de São Francisco / Igreja de São Francisco / Arquivo Histórico Municipal de Elvas, SIPA - Sistema de Informação para o Património Arquitectónico

Filho de Lourenço Soares de Almada (6.º Conde de Avranches) (9.º senhor dos Lagares d´El-Rei) (4.º senhor de Pombalinho) e de Francisca de Távora.

Sobrinho neto do jesuíta André de Almada, governador e reformador da Universidade de Coimbra, de quem foi um dos herdeiros.

Casou com (sua prima) Isabel da Silva, filha de Lucas de Portugal, mestre-de-sala, comendador de Fronteira e do prazo de AlvarinhaAntónio Carvalho da Costa, Corografia portugueza e descripçam topografica do famoso reyno de Portugal, na Off. de Valentim da Costa Deslandes, 1708, pág. 60 (descendente, em varonia legítima, do grande navegador Vasco da GamaGenealogia de D. Francisco da Gama, CHAM - Centro de Humanidades, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa, 14 de Março de 2008), e de Antónia da Silva, filha de Antão Soares de Almada e Vicência de Castro. Morreu, em 30 de Maio de 1639, junto do seu Palácio de São Domingos (actual "da Independência") «defronte de Nossa Sñra da escada», de onde saiu seu corpo para ser sepultado no jazigo privativo da família na igreja do Convento de Nossa Senhora da Graça, em Lisboa.[https://sociedadehistorica.pt/wp-content/uploads/2022/07/palacio_pastormacedo.pdf O Palácio Almada, por Luís Pastor Macedo e António Rodrigues Cavalheiro, in Anais da Academia Portuguesa da História, vol. VIII, 1944.

Dessa união nasceram 18 filhos:

Lourenço de Almada, que morreu na costa de França no naufrágio da Armada, em 1627, com 22Affonso de Ornellas, «Os Almadas na História de Portugal», Lisboa, 1942, p. 22 anos, sob o comando de Manuel de Meneses.Na altura já devia ser um militar experiente pois, sob as ordens do mesmo general, a 22 de novembro de 1624, foi um dos soldados que partiu de Lisboa na armada que foi socorrer e recuperar a Baía, no Brasil, do poder dos holandeses. - História do Brasil, por Frei Vicente do Salvador, Bahia, 20 de Dezembro de 1627, Capítulo XXXIV Luís de Almada, falecido em 1660, 11.º senhor dos Lagares d' El-Rei, 6.º senhor de Pombalinho, casado com Ana de Vilhena e Luísa de Menezes. André de Almada, religioso na Ordem de Cristo em Tomar. Francisco Lourenço Vaz de Almada, capitão da infantaria nos Exércitos do Alentejo ms licenciado em teologia na Universidade de Coimbra.Francisco Lourenço de Almada (dom), 1639-10-20 a 1640-05-20, referência PT/AUC/ELU/UC-AUC/B/001-001/A/002091, Universidade de Coimbra Em 1644 foi feito prisioneiro na batalha do Montijo.Os castelhanos ao tomar o Forte de São Cristóvão aprisionaram-no pois desenfreou-lhe o cavalo indo ao seu encontro. Depois mandaram-o para Madrid e a seguir foi trocado depois pelo Marquês de la Puebla - «Portugal Restaurado», por D. Luís de Meneses (Conde da Ericeira), edição de 1751, p. 418 Nessa altura retoma estudos e tira Cânones.Francisco Vaz de Almada, 1643-10-07 a 1648-10-23, referência PT/AUC/ELU/UC-AUC/B/001-001/A/002100, Universidade de Coimbra Depois, seguindo as pisadas do seu tio-avô, foi sacerdote jesuíta (padre da Companhia de Jesus) trabalhando como professor de Prima de Teologia na Universidade de Coimbra e escrevendo algumas prosas místicas em latim.Prosa, em latim, do jesuíta Francisco de Almada a respeito de Deus. Data: 1664, Acervo: Alberto Lamego, Código de Ref.: AL-140-001, Unidade de Armazenamento: Caixa 21 - Códices 140 e 143 (Sala 1), revista eletrônica Almanack Braziliense, Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São PauloProsa, em latim, do jesuíta Francisco de Almada a respeito de Cristo. Data: 1665, Acervo: Alberto Lamego, Código de Ref.: AL-140-002, Unidade de Armazenamento: Caixa 21 - Códices 140 e 143 (Sala 1), revista eletrônica Almanack Braziliense, Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo Morreu em Roma, como assistente da sua Província, no ano de 1683.Francisco de Almada, Portugal - Dicionário Histórico, Corográfico, Heráldico, Biográfico, Bibliográfico, Numismático e Artístico, Volume I, pág. 219 Esteve numa embaixada a Inglaterra. Manuel de Almada. Morreu em criança. Álvaro de Almada. Morreu em criança. Fernando de Almada. Morreu em criança. Antónia da Silva casada com Tristão da Cunha Ribeiro, senhor do morgado de Paio Pires e das Cachoeiras, filho de Luís da Cunha, senhor do dito morgado, e de Joana de Meneses, senhora do morgado das Cachoeiras. Pais de Matias da Cunha, governador-geral do BrasilCarreira e trajetória social na monarquia e no império ultramarino português, governadores gerais do Estado do Brasil (1640-1702), por Francisco Carlos Cosentino, Revista Brasileira de História. São Paulo, v. 33, nº 66, 2013, pág. 193, nota 20.