D. Frei Manuel de Meneses,Livros de cantochão da Sé de Coimbra na reforma pós-tridentina, por Alberto Medina de Seiça, 2018, pág. 255 - ISSN: 2183-8410 pela grafia arcaica Manoel de Menezes (Lisboa - Alcácer Quibir, 4 de Agosto de 1578), foi prior e reitor da Universidade de Coimbra (1557-60),Jornal de Coimbra, vol. LXXIV, parte II, pág. 61"... serviu de reitor por eleição na universidade durante a ausência de D. Diogo de Murça, sendo afinal provido na reitoria, nomeado a 5 de dezembro de 1556. Foi o primeiro reitor nomeado por um triénio, e também o primeiro que prestou juramento e tomou posse com solenidade perante o claustro pleno, a 18 de março de 1557. .. A 15 de novembro de 1557 passou a reitoria a D Jorge de Almeida, a quem nomeou para o substituir, e partiu para Lisboa .." - Meneses (D. Manuel de), Portugal - Dicionário Histórico, Corográfico, Heráldico, Biográfico, Bibliográfico, Numismático e Artístico, Volume IV, pág. 1054, Edição em papel © 1904-1915 João Romano Torres - Editor, Edição electrónica © 2000-2015 Manuel Amaral Deão de Capela Real (1558), inquisidor-geralMeneses (D. Manuel de), Portugal - Dicionário Histórico, Corográfico, Heráldico, Biográfico, Bibliográfico, Numismático e Artístico, Volume IV, pág. 1054, Edição em papel © 1904-1915 João Romano Torres - Editor, Edição electrónica © 2000-2015 Manuel Amaral, bispo de Lamego (1570 - 1573) e de bispo de CoimbraFortunato de Almeida, "História da Igreja em Portugal", pg. 760 (1573Livros antigos portuguezes 1489-1600 da bibliotheca de Sua Majestade Fidelissima, por D. Manuel II, Rei de Portugal, 1889-1932, pág. 245), além de ser o 4º conde de Arganil como era uso para o referido cargo eclesiástico.A função social da Heráldica Eclesiástica na arte do século XVI e XVII. Estudo da armaria dos bispos de Lamego, por Sara Mendes dos Santos, de 9 de Dezembro 2014, pág. 44 e 45ː in LARANJO, F. J. Cordeiro – Escudos de Armas dos Bispos de Lamego: (1492-1976), p. 120.

Ele foi o único caso a conhecer uma nomeação e promoção durante o curto governo do rei D. Sebastião.Os bispos de Portugal e do Império: 1495-1777, por José Pedro Paiva, Imprensa da Universidade de Coimbra, Coimbra, 2016, pág. 344

O oitocentista "Jornal de Coimbra"Jornal de Coimbra, vol. LXXIV, parte II, pág. 66 e ao qual mais tarde Fortunato de Almeida, na sua "História da Igreja em Portugal" acrescenta algumas datas, diz que além desses cargos: pertencia ao Conselho Geral do Santo Ofício desde 14 de Junho de 1569, e em 13 de Junho 1578 foi nomeado por bula do Papa Gregório XIII coadjutor e futuro sucessor do Cardeal Infante D. Henrique no ofício de Inquisidor Geral do Reino, que não chegou a exercer, porque faleceu pouco depois em África, na batalha de Alcácer Quibir (em 4 de Agosto de 1578), aonde acompanhara el-rei D. Sebastião na qualidade de Enfermeiro-Mor".Chronica de elRei D. Sebastião, por Bernardo da Cruz, fl. 1586; Alexandre Herculano, Lisboa: Impr. de Galhardo, 1837, pág. 189

O historiador quinhentista Gaspar Frutuoso refere que o bispo tinha uma quinta, junto do rio Tejo, entre o Seixal e Alcochete. Projeto de Reabilitação do Moinho de Maré Novo dos Paulistasː Rio Tejo, Seixal, por Helena Maria Ramos da Silva Capelo, Espaço: Memória e Contemporaneidade, Dissertação de Mestrado em Design de Interiores, Lisboa, abril de 2014

Dados históricos Era filho de D. Antão de Almada, 3.º conde de Avranches e de Maria de Meneses.

Ainda no exercício de prior de Santa Maria Madalena de Montemor-o-Velho, obteve o grau de doutor em cânones em Coimbra, no ano de 1553 e três anos depois, em Dezembro de 1556, ainda no reinado de D. João III de Portugal, foi nomeado reitor daquela Universidade. Foi o primeiro reitor a frequentar a Universidade como aluno, o primeiro a ser nomeado por um período de três anos e a tomar posse a prestar juramento perante o Claustro Pleno. Neste reitorado começou uma grande questão entre a Universidade e os Jesuítas. - Reitores dos séculos XIII a XVI, Universidade de Coimbra

Logo após a morte do referido rei D. João, deslocou-se a Lisboa e aí foi nomeado pela rainha regente, D. Catarina, sua mulher, para ser o Deão da sua capela real.

Foi governador da Casa do Cível.Meneses (D. Manuel de), Portugal - Dicionário Histórico, Corográfico, Heráldico, Biográfico, Bibliográfico, Numismático e Artístico, Volume IV, pág. 1054, Edição em papel © 1904-1915 João Romano Torres - Editor, Edição electrónica © 2000-2015 Manuel Amaral

Em 14 de Junho de 1569, pouco antes de aceder à mitra de bispo, tomou posse do lugar de deputado no Conselho geral do Santo Oficio, apadrinhado pelo então inquisidor-geral, o cardeal D. Henrique. Posteriormente ocupará ele próprio esse ligar de chefia desse órgão judicialMeneses (D. Manuel de), Portugal - Dicionário Histórico, Corográfico, Heráldico, Biográfico, Bibliográfico, Numismático e Artístico, Volume IV, pág. 1054, Edição em papel © 1904-1915 João Romano Torres - Editor, Edição electrónica © 2000-2015 Manuel Amaral. Não era esta a única via que os unia pois D. Manuel era um dos seus capelães, de D. Henrique, tal como a si se intitula.

Posteriormente foi bispo de Lamego e de Coimbra, e terá sido nessa última qualidade que D. Henrique, como inquisidor-geral que era, que em 24 de Fevereiro de 1578 o terá nomeado para o substituir nesse cargo.Batalha fraterna: D. Frei Bartolomeu dos Mártires e a defesa da autoridade episcopal na Reforma Católica (1559-1582), por Juliana Torres Rodrigues Pereira, Paco e Littera, 11/10/2019

Em 21 de Março de 1574, ̟participou no segundo Sínodo Provincial, convocado, e presidido pelo seu Arcebispo Metropolitano, Dom Jorge de Almeida, que se realizou na Sé de Lisboa.Sínodo Provençal em Lisboa (21 de Março), Santo Zelo, 20 de Março de 2019

Fortunato de Almeida na mesma obra, na pág. 305, conta que: enquanto Bispo da Diocese de Lamego, Lamego, "fundou um colégio de oito clérigos que estudassem moral e rezassem o coro". - A cadeira de moral que fundou e dotou, era pública.

Este colégio foi pois dos primeiros seminários diocesanos fundados em virtude do que sobre o assunto tinha ficado resolvido no Concílio de Trento".

Terá sido o procurador que primeiro abriu o processo de beatificação da Infanta-Rainha Santa Teresa, filha mais velha do rei D. Sancho I de Portugal e mulher de D. Afonso IX de Leão, a pedido do rei D. Sebastião.Estilo e iconografia - O beato de Portugal e a pintura românica, por Nuno Saldanha, Revista Cultura, Vol. 27, parágrafo 29, 2010

Igualmente será nomeado um dos testamenteiros do mesmo monarca, em 13 de Junho de 1578, antes de ambos partirem para Marrocos combaterem, e que nessa altura fazia parte do seu conselho.Testamenteiros a D. Manuel de Meneses, Bispo de Coimbra, Conde de Arganil, Cristóvão de Távora, seu Camareiro, e Estribeiro-mor, D. Francisco de Portugal, e Luís da Silva, seus Camareiros, e Vedores da Fazenda, e todos do seu Concelho. - D. António Caetano de Sousa, História Genealógica da Casa Real Portuguesa, vol. III, capitulo XVII, "Do Rei D. Sebastião.", Prova nº 153, Atlântida, Coimbra, 1947, O Portal da História

Brasão d´armas No canto superior direito do retrato de corpo inteiro que o representa, que está Galeria dos reitores ou Sala de Exame Privado, na Universidade de Coimbra, estão presentes as suas armas heráldicas que sãoː

O bordo do escudo é simples e apresenta a forma peninsular. No remate do escudo vemos presente o galero de cor verde, símbolo da dignidade bispal e as respetivas borlas, contando 6 de cada lado. Segundo a leitura de F. J. Cordeiro Laranjo no interior do seu escudo apresenta-se partido: no primeiro, de ouro, banda de azul carregada de duas cruzes floridas do campo e vazias da banda, e está acompanhada de duas águias de vermelho, armadas de negro (representando a família Almada, do lado do pai); no segundo, está representada a família Meneses (de Cantanhede) (De acordo com Anselmo Braamcamp, do lado materno, ele usou as mesmas armas que o 1º Conde de Cantanhede, seu tio)A função social da Heráldica Eclesiástica na arte do século XVI e XVII. Estudo da armaria dos bispos de Lamego, por Sara Mendes dos Santos, de 9 de Dezembro 2014, pág. 45, nota 142ː in LARANJO, F. J. Cordeiro – Escudos de Armas dos Bispos de Lamego: (1492-1976), p. 120.

Bibliografia Fortunato de Almeida, História da Igreja em Portugal, Coimbra, 1922-1929

Ligações externas Meneses (D. Manuel de), Portugal - Dicionário Histórico, Corográfico, Heráldico, Biográfico, Bibliográfico, Numismático e Artístico, Volume IV, pág. 1054, Edição em párapel © 1904-1915 João Romano Torres - Editor, Edição electrónica © 2000-2015 Manuel Amaral

Categoria:Bispos de Lamego Categoria:Bispos de Coimbra Categoria:Condes de Arganil Categoria:Governadores da Casa do Cível Categoria:Inquisidores de Portugal Categoria:Capelães-mores da Casa Real Categoria:Conselheiros do Reino de Portugal Categoria:Enfermeiros de Portugal Categoria:Bispos católicos de Portugal do século XVI Categoria:Nobres de Portugal do século XVI Categoria:Reitores da Universidade de Coimbra Categoria:Alumni da Faculdade de Cânones da Universidade de Coimbra Categoria:Naturais de Lisboa Categoria:Portugueses na Batalha de Alcácer-Quibir Categoria:Portugueses mortos em combate Categoria:Casa de Almada