Zolpidem (nomes comerciais: Ambien, Stilnox, entre outros) é um fármaco hipnótico (indutor do sono), do grupo das imidazopiridinas, não-benzodiazepínico, de rápida ação e de curta meia-vida. Possui eficácia semelhante aos benzodiazepínicos no tratamento dos distúrbios do sono, possui um rápido inicio de atividade associado a uma modesta depressão psicomotora no dia seguinte ao seu uso apresenta poucos efeitos amnésicos. Não há evidências de efeito rebote desse medicamento, quando interrompido após o uso recomendado, entretanto pode ocorrer insônia se for administrado em doses mais altas e apesar da redução do sono de ondas lentas não existe qualquer relato de distúrbio na secreção dos hormônios do eixo hipofisário ou nas suprarrenais. Sua utilização por semanas resulta em tolerância sobre os padrões do sono.

É utilizado para o tratamento a curto prazo da insônia (de 2 e 6 semanas).

Em 2011 foi aprovado pelo FDA a marca Intermezzo que consiste numa dose baixa de zolpidem para quem acorda no meio da noite e não consegue voltar a dormir.

Usos médicos miniaturadaimagem|Tartarato de zolpidem genérico miniaturadaimagem|Tartarato de zolpidem genérico O zolpidem é indicado para o tratamento de curto prazo (geralmente de duas a seis semanas) da insônia na menor dose possível. Pode ser usado tanto para melhorar o início do sono, a latência do início do sono, quanto para manter o sono.

A Associação Brasileira do Sono e a Academia Americana de Medicina do Sono recomendam medicamentos para insônia (incluindo possivelmente zolpidem) apenas como tratamento de segunda linha, após tentativas de tratamentos não farmacológicos. A terapia cognitivo-comportamental ainda é a primeira recomendação para tratamento da insônia. Além disso, a duração máxima recomendada para uso desses fármacos é 4 semanas, devido a falta de evidências sobre segurança em longo prazo.

No Brasil, o zolpidem é um dos medicamentos mais vendidos de forma ilegal, apesar de ser um medicamento sujeito a receita médica e a controle especial.

Contraindicações Idosos sob uso de hipnóticos apresentam maior risco de quedas e efeitos cognitivos adversos, como delírio e transtorno neurocognitivo. A Associação Brasileira do Sono, no Consenso de Diagnóstico e Tratamento de Insônia em Adultos, recomenda que o tratamento se inicie com metade da dose nessa população.

Não existem dados controlados sobre uso de zolpidem na gravidez em humanos. O Consenso de Diagnóstico e Tratamento de Insônia em Adultos não recomenda o uso de zolpidem nessa população.

Pela mesma diretriz, também não é recomendado o uso em crianças, adolescentes e lactante.

Efeitos adversos O Zolpidem deve ser usado com cautela e por no máximo 4 semanas, pois tem um potencial de causar dependência física e psicológica.

Os efeitos adversos incluem sonolência diurna excessiva, tontura, irritabilidade, cefaleia, sonambulismo e pesadelos. Eles podem ser observados no dia seguinte ao uso do medicamento e são intimamente ligados à dose e susceptibilidade de cada pessoa.

Também podem ocorrer efeitos compotamentais como desinibição, agressividade, impulsividade e até mesmo alucinações. Esses efeitos estão muito relacionados à combinação de zolpidem com álcool.

Interações medicamentosas O zolpidem é metabolizado pelas enzimas do Citocromo P450. Medicamentos que inibidores da CYP3A4, enzimas importantes dessa família, podem aumentar os efeitos adversos do zolpidem. Essas interações incluem, mas não somente: a fluvoxamina, o ciprofloxacino e o cetoconazol.

Indutores da CYP3A4, como a rifampicina e a erva-de-são-joão, podem diminuir os efeitos do zolpidem.

A combinação de zolpidem com álcool é extremamente perigosa e pode levar à morte.

A utilização conjuntamente com antipsicóticos, hipnóticos, ansiolíticos/sedativos, antidepressivos, analgésicos narcóticos, anestésicos e anti-histamínicos deve ser evitada, pois pode aumentar o estado de sonolência e o comprometimento psicomotor.

Mecanismo de ação

Acredita-se que seus efeitos se devam a sua alta afinidade pelos receptores GABA A, que modulam a transmissão sináptica em todo SNC, mais precisamente sua subunidade α1, com menores afinidades pelas subunidades α2 e α3, e com pouca ou nenhuma afinidade pelo α5. Possuí grandes propriedades hipnóticas, e em menores proporções, ansiolíticas, relaxantes musculares e anticonvulsivantes.

Os receptores benzodiazepínicos intensificam a resposta de ligação ao GABA facilitando a abertura dos canais de Cloreto por eles ativados ligando-se a um sitio alostérico regulatório específico, não alterando a sua condutância ou o seu tempo médio de abertura. Quando comparado aos benzodiazepínicos tradicionais, o zolpidem apresenta poucas diferenças nos resultados obtidos, como latência do sono, duração total do sono, número de despertares e na qualidade do sono, com a vantagem de não apresentar os mesmos efeitos adversos que esses.

Metabolismo Zolpidem é prontamente absorvido no trato gastrointestinal, sendo que seu metabolismo de primeira passagem apresenta uma biodisponibilidade, quando ministrado via oral, de cerca de 70% porém quando ingerido com alimentos essa biodisponibilidade é menor pois sua absorção se torna mais lenta e ocorre um aumento do fluxo sanguíneo hepático. É eliminado pelo fígado através do processo de oxidação dos grupos metilas existentes em seus anéis fenila e imidazopiridina e hidroxilação pela enzima CYP3A4 hepática. Sua meia vida é de aproximadamente 2h em indivíduos com funções hepáticas normais.

Sua via de depuração são os rins e embora poucas moléculas do fármaco sejam encontradas na urina, em indivíduos com insuficiência renal crônica a sua eliminação é mais lenta.

Ligações externas Bula do Stilnox (Zolpidem), Psicosite.

Categoria:Hipnóticos Categoria:Não benzodiazepínicos Categoria:Compostos dimetilamino Categoria:Moduladores alostéricos positivos ao receptor GABAA