Micetoma é uma infecção subcutânea causada por fungos ou por actinobactérias. Apesar de comum e grave é uma doença negligenciada mais comum em regiões áridas e semi-áridas tropicais. Ela é encontrada em toda a América Latina, na África saariana, nos países árabes e na Índia.
Tipos Há duas formas de micetoma: a de origem fúngica e a bacterial. A forma bacterial é conhecida como actinomicetoma, enquanto a fúngica é chamada eumicetoma. van de Sande WW, Maghoub El S, Fahal AH, Goodfellow M, Welsh O, Zijlstra E (March 2014). "The mycetoma knowledge gap: identification of research priorities". PLoS Neglected Tropical Diseases. 8 (3): e2667. doi:10.1371/journal.pntd.0002667. PMC 3967943. PMID 24675533.
Espécies de bactérias que causam o actinomicetoma incluem: Actinomadura madurae Actinomadura pelletierii Streptomyces somaliensis
Espécies de fungos que causa eumicetoma incluem: Aspergillus Madurella myceomatis Scedosporium apiospermum Leptosphaeria sengalensis Madurella grisea
Causa É causado pela penetração de actinobactérias ou fungos em uma ferida cortante ou penetrante como espinhos ou acidente com ferramentas. Essas bactérias e fungos estão amplamente difundidas no meio ambiente (ubíquas) e se alimentam de matéria orgânica (saprófitas). São mais comum em regiões áridas e semi-áridas tropicais.
Fatores de risco e proteção O principal fator de risco é não usar luvas para proteger as mãos durante o trabalho objetos cortantes ou perfurantes e usar calçados que protejam os pés, de preferência botas. É frequente em jardineiros, carpinteiros e trabalhadores rurais. Se recomenda limpar a ferida com água, sabão e antisséptico (como álcool, iodado ou tiomersal). Água oxigenada não previne micetomas.
Sinais e sintomas O primeiro sintoma visível do micetoma é um inchaço (pseudotumor) tipicamente indolor sob a pele que pode coçar e aumentará lentamente durante meses para um nódulo cada vez maior. Eventualmente o nódulo endure e se rompe liberando pus cheios de microrganismos. Com o tempo pode infectar e deformar os ossos e cartilagem.Dr Annick
Diagnóstico e tratamento Não há forma fácil e rápida para diferenciar micetomas bacterianos dos fúngicos. É necessário observar uma biópsia ao microscópio para determinar se o tratamento é com antibiótico( ou com antifúngico (como cetoconazol ou itraconazol) e cirurgia. Abscessos devem ser drenados com uma seringa guiada por ecografia. Algumas deformações podem ser corrigida com cirurgia outras requerem amputação.
O prognóstico é melhor para micetomas bacterianos.
Referências
Ligações externas Centraalbureau voor Schimmelcultures/The Fungus Research Center Fungal Biodiversity Center The Mycetoma Research Center - University of Khartoum
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