Patrícia Amorim Sihman (nascida Patrícia Filler Amorim; Rio de Janeiro, 13 de fevereiro de 1969) é uma ex-nadadora, política e dirigente esportiva brasileira de origem judaica. Presidiu o Clube de Regatas do Flamengo entre 2010–2012.

Como nadadora, foi a principal figura feminina da modalidade no Brasil durante a década de 1980. Superou 29 vezes o recorde sul-americano dos 200, 400, 800 e 1.500 metros livre. Foi ainda 28 vezes campeã brasileira nessas provas.

Esteve presente em duas edições de Jogos Pan-Americanos. Competiu nos Jogos Olímpicos de 1988, em Seul, encerrando um período de 12 anos sem presença feminina brasileira na natação.

Participou de competições até o ano de 1994. Depois, assumiu cargos no Flamengo, chegando até a presidência do clube. Na política, foi vereadora da cidade do Rio de Janeiro.

Trajetória Na natação Patrícia começou a nadar aos três anos no Botafogo. Na infância, morava próximo à sede do Mourisco e foi parar na natação por indicação médica devido a uma asma. Aos cinco anos, fez uma travessia no mar, da praia do Flamengo até a praia Vermelha.Olimpianos - Atletas Olímpicos Brasileiros: PATRÍCIA AMORIM Acessado em 12 de fevereiro de 2017 Chegou a participar de competições da categoria mirim pelo clube alvinegro.

Em 1977, passou a nadar no Flamengo. Em 1981, venceu a Travessia 31 de Março, num percurso que ia da Ilha Fiscal até a Ilha das Enseadas, na Baía de Guanabara. Em 1983, fez a sua estreia em competições internacionais ao disputar a Copa Latina, em Lisboa, ficando em sexto lugar nos 200 metros livre. No mesmo ano, garantiu vaga nos Jogos Pan-Americanos de Caracas. Competiu nos 200 metros livre, ficando em sexto lugar. Participou também do revezamento 4x100 metros livre, junto com Cristiane Pereira, Adriana Pereira e Priscila Grocoske, ficando com a quarta posição.

Com 14 anos, Patrícia Amorim bateu o recorde sul-americano dos 200 metros livre durante o Campeonato Estadual de Classe Aberta, em 1983, no Rio de Janeiro. Na mesma competição, quebrou a marca dos 800 metros livre. Em 1984, durante o Campeonato Brasileiro Juvenil, Patrícia bateu o recorde sul-americano dos 400 metros livre. Competiu no Troféu Brasil de 1984, vencendo os 100 metros livre, 400 metros livre (recorde do campeonato) e 200 metros livre, ajudando o Flamengo a conseguir o título. Apesar do grande desempenho, acabou não sendo convocada para disputar os Jogos Olímpicos de Verão de 1984, em Los Angeles.

Disputou o Campeonato Sul-Americano de 1984, no Rio de Janeiro, melhorando o recorde nos 800 metros livre. Na edição de 1986, fez 8min58s45, sendo a primeira sul-americana a nadar abaixo de 9 minutos nessa prova.

Competiu no Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos de 1986. Não conseguiu chegar na final dos 800 metros livre, mas atingiu mais um recorde sul-americano. Também participou das provas dos 200 metros e 400 metros.

Patrícia Amorim começou a temporada 1987 baixando o recorde sul-americano dos 800 metros livre, dessa vez durante o Troféu Brasil, realizado na sede do Minas Tênis Clube. Também superou os dos 1.500 metros e ainda ajudou o Flamengo a ser campeão nacional mais uma vez. Na Copa Latina, realizada em Buenos Aires, foi medalha de bronze nos 800 metros, novamente baixando a marca sul-americana. Voltou a baixar as marcas de 200 e 400 metros, deixando o Brasil em quinto lugar.

Participou da Universíada de Verão de 1987, em Zagreb, ficando em sétimo lugar nos 800 metros. Nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, alcançou o quarto lugar no revezamento 4x100 metros medley e o quinto nos 200 metros nado livre, conseguindo mais uma vez o recorde sul-americano.

O ano de 1988, começou com o título do Troféu Brasil de Natação para o Flamengo, novamente com Patrícia Amorim como destaque. Venceu os 200, 400 e 1.500 metros no Campeonato Sul-Americano, na Colômbia.

Depois de 12 anos sem participação brasileira feminina na natação em Olimpíadas, competiu nos Jogos Olímpicos de Verão de 1988, em Seul. Ficou em 25º lugar nos 200 metros livre e em 11º lugar no revezamento 4x100 metros livre.Por onde anda? - Gazeta Esportiva Baixou ainda os recordes sul-americanos nos 400 metros e 800 metros livre.

No fim de 1988, abriu a pessoa jurídica Patrícia Amorim Serviços Esportivos após ser convidada pelo Clube Campestre, abrindo uma escola de natação, vôlei e futebol.

Na temporada de 1989, Patrícia Amorim o recorde sul-americano nos 1.500 metros durante o Troféu Brasil, tornando-se a primeira mulher no continente a nadar em menos de 17 minutos. No mesmo ano, foi eleita pela primeira vez ao Conselho Deliberativo do Flamengo, durante o pleito que elegeu Gilberto Cardoso Filho à presidência do clube.

Patrícia ainda disputou a Macabíadas de 1989, em Israel. Foi medalha de bronze no revezamento 4x400 metros medley, prata nos 400 metros medley e nos 200 metros livre e ouro nos 400 metros livre e nos 800 metros livre.

No restante de 1989, Patrícia praticamente não nadou em alto nível. Participou da Copa Mesbla de Natação, em Piracicaba, mesmo enfrentando uma forte dor no estômago, vencendo os 400 metros livre. Anunciou que ficaria de fora da etapa de Curitiba do Circuito Mesbla por causa de estafa. Ainda assim, resolveu nadar os 200 metros livre, ficando em sétimo lugar. Já no Troféu Brasil de 1990, optou por nadar apenas os revezamentos. Acabou ficando de fora da Copa Latina e do Sul-Americano, sendo convidada apenas para participar da delegação. Em julho daquele ano, anunciou que estava abandonando a natação. Já em 1991, assumiu a função de treinadora de natação no Flamengo.

Em 1992, anunciou o seu retorno à natação competitiva, embora não tivesse chances de estar presente nos Jogos Olímpicos de Barcelona. Competiu no Estadual de inverno de 1993, ajudando o Flamengo a ser campeão. Disputou o Troféu Brasil de 1994, mas acabou sendo superada nos 200 metros livre. Esteve com a seleção brasileira no meeting internacional Copa Coca-Cola/Vitambé Brasil Swimming Cup, no Rio de Janeiro, ficando em terceiro nos 200 metros livre, segundo nos 100 metros borboleta e em terceiro nos 50 metros borboleta. Venceu cinco provas no Meeting Internacional na sede do Flamengo: 50m, 100m e 100m borboleta, e os 200m e 400m livre.

Foi convocada para disputar o Sul-Americano de 1994, em Maldonado, no Uruguai. Foi medalha de bronze nos 200 metros borboleta e prata nos 100 metros borboleta Viu ainda seu recorde sul-americano nos 800 metros que mantinha desde 1988 ser batido pela argentina Alicia Barranco. Deixou de vez as competições, e em 1995 já ocupava o cargo de coordenadora da natação do Flamengo.

Na política Foi eleita pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) em 2000, com 24.651 votos, para a Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, com o lema de defender os interesses do esporte. Foi reeleita em 2004 e 2008. Sofreu grande desgaste devido à sua gestão como presidente do Flamengo, não sendo eleita para um quarto mandato em 2012.

Em 2012, foi homenageada pela escola de samba Arrastão de Cascadura, que desfila na Estrada Intendente Magalhães, onde foi contado desde seu tempo como nadadora até a chegada à presidência do clube de maior torcida do país.

Presidência do Flamengo

2010 Foi eleita vencendo Delair Dumbrosck, tornando-se a primeira mulher na presidência do Clube de Regatas do Flamengo. Não obteve bons resultados no primeiro ano após o título brasileiro no ano anterior e a badalada dupla de ataque composta por Adriano e Vágner Love, apelidada "Império do Amor", foi eliminado na Libertadores nas quartas-de-final, perdeu a final do campeonato carioca para o Botafogo e lutou contra o rebaixamento no brasileiro sendo salvo apenas na última rodada. Anunciou com grande euforia a inclusão de Zico como diretor executivo.

Quando assumiu o clube o cenário encontrado era um mês de salário, 13º e premiação do título brasileiro atrasados. Patricia sanou as pendências e passou a ser reconhecida pelos funcionários como a Presidente que pagava os salários rigorosamente em dia.

Internamente, houve muitos conflitos com jogadores, dirigentes e membros da comissão técnica. Destacam-se as demissões do técnico campeão brasileiro Andrade, este acusando a diretoria de planejar sua demissão premeditadamente e se aproveitando da derrota no estadual para tal,http://www.lancenet.com.br/flamengo/Dorival-Junior-decidir-terca-feira-Fla_0_830916924.html desde quando assumiram e do vice de futebol; o vice de futebol Marcos Braz; atos de indisciplina de Petković e Adriano; a prisão do goleiro Bruno; e a saída de Zico, acusado sem provas pelo presidente do conselho fiscal, Leonardo Ribeiro, de usar o clube para fins pessoais envolvendo seus filhos e o CFZ.thumb|right|300px|Patrícia no desfile do Arrastão de Cascadura, no carnaval 2012.Títulos conquistados com a revitalização do futebol de base seguindo o lema: "Craque o Flamengo faz em casa":

Juvenil: Campeão invicto Estadual

Infantil: Campeão da Copa Light

Mirim: Vice-Campeão da Copa Light

2011 A diretoria investiu pesado contratando craques como Thiago Neves e Ronaldinho Gaúcho, este recepcionado sob grande festa em sua apresentação e estreia. O salário de Ronaldinho Gaúcho, de mais de 1 milhão de reais, foi, em grande parte, bancado pela parceria com a empresa Traffic. O clube ganhou o campeonato carioca daquele ano, foi eliminado da Copa do Brasil pelo Ceará nas quartas-de-final, e se classificou para a libertadores no campeonato brasileiro. Destaca-se a histórica virada na Vila Belmiro por 5x4 contra o Santos, campeão da libertadores daquele ano, com uma atuação magistral do camisa 10.

Uma negociação com a empresa 9ine, do ex-jogador Ronaldo, causou insatisfação por parte da Traffichttp://www.lancenet.com.br/flamengo/Traffic-impoe-condicao-fechar-Flamengo_0_610139144.html e, consequentemente, o fim de sua parceria com o Flamengo, tornando o clube o único encarregado pelo salário do jogador.

Títulos conquistados com a revitalização do futebol de base seguindo o lema: "Craque o Flamengo faz em casa":

Junior: Campeão da Copa São Paulo; Campeão do Torneio Otavio Pinto Guimarães

Juvenil: Vice-Campeão do Torneio Guilherme Embry

Infantil: Campeão da Copa Cingapura; Campeão da Copa da Amizade

Mirim: Campeão da Copa Laranjal; Campeão do troféu Zagallo

JOGOS PAN-AMERICANOS DE GUADALAJARA 2011

O Rubro-negro se fez representado por 31 atletas. Entre eles César e Frauches representaram o futebol da Gávea, Marcelinho no basquete, Daniele Hypólito, Diego Hypólito, Jade Barbosa e Sérgio Sasaki na ginástica artística, César Cielo e Joanna Maranhão, na natação e Fabiana Beltrame, no remo. No quadro geral, os atletas do Flamengo conquistaram um total de 33 medalhas sendo 12 de ouro, sete de prata e 14 de bronze. Somente na natação, os rubro-negros subiram ao pódio nove vezes. O remo fez bonito com a medalha de prata de Fabiana Beltrame no single sikiff peso-leve e com os dois ouros conquistados pelos irmãos argentinos Santiago e Sebastian Fernandez.

2012