José Marcelino de Sousa (São Filipe, 15 de outubro de 1848 – Rio de Janeiro, ) foi um político brasileiro. Foi governador da Bahia entre 1904 e 1908, sucedendo Severino Vieira e sendo sucedido por João Ferreira de Araújo Pinho.

Biografia centro|miniaturadaimagem|José Marcelino junto de Afonso Pena. Fotografia do acervo do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia. Nasceu no interior da Bahia e formou-se na Faculdade de Direito do Recife em 1870. No ano seguinte foi nomeado Promotor na comarca de Itapicuru e depois Nazaré, onde assumiu em 1873 as funções de juiz.

Ingressando na política, elegeu-se senador estadual em 1891, para a Constituinte convocada após proclamada a República.

Eleito para o governo do Estado, depois foi ainda senador, estando neste cargo, quando de sua morte, em 1917.

Governo da Bahia thumb|342x342px|O atentado contra a vida do Governador da Bahia José Marcelino por Antonio Francisco, a bordo do vapor Maurício Wanderley, no dia 13 de outubro de 1905 (Angelo Agostini, O Malho, 1905).|centro

Sua administração foi marcada pelo conflito com o Poder Judiciário, após a desobediência de seu chefe de Polícia, Aurelino Leal, em cumprir um habeas corpus concedido pelo Tribunal de Justiça.MELLO, Agenor Bandeira de. BATALHA, Sílvio. Cartilha Histórica da Bahia - registro político do estado, 5ª ed., s/editora, Salvador, 1990.

Sofreu, em 13 de outubro de 1905, um atentado, cuja autoria nunca foi apurada. Dentre outros, foi acusado da trama o então senador estadual José de Aquino Tanajura, que negou com veemência.TANAJURA, Mozart. História de Livramento - a terra e o homem. Secult, Salvador, 2003

Ampliou em 78 quilômetros de vias férreas e estadualizou a estrada de ferro de Nazaré. Comprou a companhia Navegação Baiana, ameaçada de cessar suas atividades. Desenvolveu a navegação fluvial.

Tomou empréstimo externo da ordem de um milhão de libras, conseguindo destarte quitar a folha dos funcionários, então com oito meses de atraso.

José Marcelino não concluiu seu mandato: viajou para o Rio de Janeiro, tendo os últimos dias da administração sido responsabilidade do cônego Cupertino de Lacerda, então presidente do Senado Estadual e seu substituto legal, nas ausências.

Ver também Lista de atentados políticos do Brasil

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