A Mulher de Todos é um filme brasileiro do gênero comédia de 1969, dirigido e escrito por Rogério Sganzerla com argumento de Egídio Eccio. Estrelado por Helena Ignez, Jô Soares, Stênio Garcia, Paulo Villaça e Antônio Pitanga, a trama acompanha a ninfomaníaca Angela Carne e Osso, que rompe com seu último caso e passa o fim de semana na exótica Ilha dos Prazes. O extravagante Doktor Plirtz, seu marido, não pode acompanha-la, contratando um detetive particular pra provar sua fidelidade. Segundo longa-metragem do diretor, o filme homenageia a chanchada e os primitivos pastelões estadunidenses.

Considerado um dos principais filmes do movimento cinematográfico brasileiro Cinema Marginal, propagado no Brasil entre 1968 e 1973, foi lançado nos cinemas em 15 de dezembro de 1969, com distribuição da Servicine e da U.C.B. - União Cinematográfica Brasileira. Na 5.ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o longa saiu com o Troféu Candango de Melhor Atriz, para Ignez, e Melhor Montagem, para Franklin Pereira e Sganzerla.

Em novembro de 2015, A Mulher de Todos entrou na lista feita pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos. Em maio de 2026, foi incluído na lista dos 100 filmes brasileiros mais importantes de todos os tempos, da mesma associação.

Sinopse A ninfomaníaca Angela Carne e Osso rompe com o seu último caso e passa o fim de semana na exótica Ilha dos Prazeres. Lá encontra o playboy Vampiro e o jovem Armando. Ambos são seduzidos por ela. Seu marido, o extravagante Doktor Plirtz, que não pôde acompanhá-la à Ilha dos Prazeres devido aos compromissos no escritório, contrata um detetive particular para comprovar a fidelidade da esposa. Exercendo total fascinação nos homens, Angela consome-os à curtíssimo prazo, abandonando-os em seguida.

Elenco Helena Ignez .... Angela Carne e Osso Jô Soares .... Doktor Plirtz Stênio Garcia .... Flávio Azteca Paulo Villaça .... Ramon Antônio Pitanga .... Vampiro Renato Corrêa de Castro .... Pelenguinho Thelma Reston .... turista Abrahão Farc .... turista Sílvio de Campos Filho .... Rei dos Ratos J.C. Cardoso .... Armando Antônio Moreira .... carona José Agripino .... náufrago

Temas e análises O Cinema Marginal foi de enorme influência para confecção do filme “A Mulher de Todos”. As características comuns do movimento – estética do lixo, as narrativas rebeldes e os personagens revolucionários – permearam toda a história do filme. A protagonista, Angela Carne e Osso, é o exemplo perfeito desta influência. Sua irreverência, rebeldia e uso exacerbado do corpo andam em concomitância com os ideais e outros filmes do movimento, como “O Bandido da Luz Vermelha”, também dirigido por Rogério Sganzerla.

O filme é uma ode à liberdade feminina, quando pouco se falava sobre isso. O papel de Helena Ignez mudou o perfil de atuação de cinema no Brasil, trazendo uma forte presença da mulher para a obra. Foi pioneiro em influenciar atrizes em direção a uma espontaneidade maior, como a Adriana Prieto com Roberto Santos em Um Anjo Mau, onde ela usa muito essa violência feminina e Anecy Rocha com Walter Lima Jr. em A Lira do Delírio, que seguem por esse caminho.

Recepção O lançamento do filme durante a ditadura, época de repressão, não encaixou bem com o caráter rebelde do filme e sua personagem, o que trouxe controvérsia entre a crítica especializada. “Ao fazer a personagem eu não sentia o que ela provocou. Pra mim, foi uma surpresa, porque eu não me sentia erótica”, contou Helena Ignez. “O filme tem uma crueldade do momento, uma inteligência extraordinária, com uma graça que vem do humor”, acrescentou.

Principais prêmios e indicações Festival de Brasília 1969 Venceu nas categorias de melhor atriz (Helena Ignez) e melhor montagem.

Categoria:Filmes do Brasil de 1969 Categoria:Filmes dirigidos por Rogério Sganzerla Mulher de Todos, A Categoria:Filmes em língua portuguesa