Bizacena foi uma província do Império Romano no território onde hoje está a Tunísia.
História No final do , o imperador romano Diocleciano dividiu a grande província da África Proconsular em diversas outras menores: a Zeugitana no norte, que permaneceu sendo governada por um procônsul e chamada ainda de África Proconsular, Bizacena e Tripolitânia. Todas elas foram subordinadas à Diocese da África da Prefeitura pretoriana da Itália e África. Seu território corresponde, a grosso modo, à moderna região tunisiana do Sahel.
A capital da nova província, cujo governador tinha o status de consular (consularis), era Hadrumeto (moderna Sousse), que era, depois de Cartago, a cidade mais importante da África romana.
Ocupação bárbara Com os crescentes problemas do Império do Ocidente no início do , a tribo dos vândalos, aliada com os alanos, se estabeleceu na Península Ibérica. Em 429, o rei vândalo Geiserico, convidado pelo vigário da África, Bonifácio, cruzou o estreito de Gibraltar com seu povo e invadiu o norte da África romano.Bury (1923), Vol. I p.246 Com as forças romanas locais muito enfraquecidas por conta da revolta e a subsequente morte de Bonifácio, os vândalos quase não encontraram resistência. Em 439, Cartago caiu e, pelos vinte anos seguintes, Geiserico estabeleceu seu reinado não apenas sobre as províncias romanas da Diocese da África, mas também sobre as províncias da Córsega e Sardenha, Sicília e as Baleares, que ele conquistou com sua poderosa marinha.Bury (1923), Vol. I pp.254-258
Durante as décadas seguintes, as habilidosas frotas vândalas realizaram raides por toda a região do Mediterrâneo, saquearam Roma e derrotaram uma força invasora romana em 468 sob Basilisco. Esta derrota e a atividade pirata dos vândalos foram um duro golpe para Constantinopla, exacerbado pelas suas políticas domésticas. Os vândalos eram arianos fanáticos e seguiam uma política separatista em relação aos súditos católicos. Contudo, apesar disso, a incapacidade dos bizantinos em lançar uma campanha contra o Reino Vândalo resultou num período de relações pacíficas, apesar das tensões ocasionais, de acordo com os termos da "paz perpétua" de 476.Bury (1923), Vol. II p.125
Quando Justiniano I reconquistou a região, Bizacena passou a fazer parte da Prefeitura pretoriana da África. A região foi perdida definitivamente durante a conquista muçulmana do Magrebe no .
Sés episcopais As sés episcopais da província e que aparecem no Annuario Pontificio como sés titulares sãoAnnuario Pontificio 2013 (Libreria Editrice Vaticana 2013 ISBN 978-88-209-9070-1), "Sedi titolari", pp. 819-1013:
Abaradira Ábaros Ábida (ruínas de Ksour-Abbeda) Ácola (Henchir-El-Alia) Élias (Aeliae; Henchir-Mraba? Henchir-Merelma) África (Mádia) Afufênia Agar (Sidi-Amara) Agersel (Abd-Er-Rahman-El-Garis? Tacrouna?) Amedara (Haïdra) Amudarsa (na planície de Saïda) Ancusa
Águas Régias (Aquae Regiae; Henchir-Baboucha?) Aurusuliana (no território de Henchir-Guennara) Ausafa Autentos Auzegera Baana (Bahanna; Henchir-Nebahna? Ruínas de Biniana?) Bararo (Henchir-Ronga, Rougga) Bassiana Bavagaliana Benefa (Oglet-Khefifa) Bládia (Henchir-Baldia?) Buleliana Cabarsussos (Draa-Belluã) Carcábia Cariana Cebarades Cenculiana Cercina (ilhas Kerkennah) Cibaliana Cílio (Kasserine) Crepédula Cufruta Cúsira (Kessera) Decoriana Dices (Henchir-Sidi-Salah, Sadic?) Dionisiana Drua (Henchir-Bou-Driès) Dura Edisciana Egnácia Febiana Férados Maior (Feradi Maius; Henchir-El-Ferada?) Férados Menor (Feradi Minus) Fílaca Fissiana (na planície de Foussana?) Foraciana Forontoniana (Henchir-Bir-El-Menadka?) Gáguaros Garriana (Henchir-El-Garra) Gêmelas em Bizacena (Sidi-Aiche) Germaniciana (Ruínas de Ksour-El-Maïeta? Melloul? Ruínas de Hadjeh-El-Aïoun?) Graciana Gubaliana (Ruínas de Djebeliana? Ruínas de Henchir-Goubel?) Gumos em Bizacena (Henchir-Gelama?, Henchir-El-Senem) Gurza (Kalaat-Kebira) Hadrumeto (Sussa) Hermiana Hierpiniana Hirina Jubalciana (em Cairuão) Junca em Bizacena (Unga)
Límisa (Henchir-Boudja)
Bibliografia
Procópio de Cesareia, De Bello Vandalico (BV), Volumes I. & II.
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