Companhia de Telefones do Rio de Janeiro (CETEL), inicialmente criada como Companhia Estadual de Telefones da Guanabara, foi a empresa operadora de telefonia do sistema Telebras na Zona Norte, Zona Oeste e ilhas da cidade do Rio de Janeiro até ser incorporada pela Telecomunicações do Rio de Janeiro (TELERJ), em 1989.

Origem Criação da Cetel E empresa foi criada em 25 de março de 1963, como empresa pública de telecomunicações, com o nome de Companhia Estadual de Telefones da Guanabara, durante a gestão do governador Carlos Lacerda no extinto estado da Guanabara. Sua função foi a de instalar e operar centrais telefônicas automáticas em bairros dos subúrbios da Zona Norte, Zona Oeste e ilhas do Rio de Janeiro, em substituição à obsoleta rede de telefones manuais que era operada pela Companhia Telefônica Brasileira (CTB), a fim de permitir que indústrias se instalassem nesses bairros, ou que a ocupação urbana fosse efetivada em regiões da Barra da Tijuca.

Inicialmente a CETEL instalou 17.000 terminais telefônicos, distribuídos por: Bento Ribeiro (estação "90"), que atendia também Madureira, Vila Valqueire e Anchieta Irajá (estação "91"), que atendia também Pavuna e Penha Jacarepaguá (estação "92") Bangu (estação "93") Campo Grande (estação "94") Santa Cruz (estação "95") Ilha do Governador (estação "96") Paquetá (estação "97") Barra da Tijuca (estação "99")

Embora houvesse ligações diretas entre os assinantes da CETEL e os da CTB, o mesmo não ocorria no sentido inverso, sendo necessário que fosse solicitado o auxílio da telefonista '106' para que as chamadas fossem completadas. Em 1969, as duas empresas passaram a compartilhar chamadas locais sem auxílio de telefonista.

Mudança de nome

Em 1975, com a extinção da Guanabara e sua fusão com o estado do Rio de Janeiro, a CETEL teve sua denominação alterada para Companhia de Telefones do Rio de Janeiro, e passou a fazer parte das empresas do sistema Telebras, com administração separada da TELERJ, que havia sucedido a antiga CTB.

Expansões Diversas expansões ocorreram com a criação de novos centros telefônicos na área de sua atuação: São Conrado, Jardim Carioca na Ilha do Governador, Guaratiba e Sepetiba, elevando para mais de 500.000 terminais telefônicos.

Fim da empresa Em 1989 a empresa é extinta e absorvida pela TELERJ. Após o leilão de privatização em 1998, as operações de telefonia fixa da TELERJ foram absorvidas pela Telemar (atual Oi).

Ver também Telefone Central telefônica Lista telefônica

Ligações externas Revista Brasileira de Telecomunicações Relatórios da Administração - Telebras

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