A Rosa gallica L., comummente conhecida como rosa-rubra, é uma espécie de planta com flor, de forma arbustiva, pertencente à família das rosáceas. Tem folhas geralmente com cinco folíolos ovados ou orbiculares e flores grandes, de um tom vermelho vivo.

Nomes comuns

Dá ainda pelos seguintes nomes comuns: rosa-de-alexandria, roseira-de-alexandria, rosa-francesa e roseira-de-provença.

Descrição

Trata-se dum subarbusto, de folha caduca, que pode chegar até um metro de altura. Pauta-se pelos seus caules verticais e flexíveis, de coloração esverdeada ou avermelhada, e revestidos com sedas glandulíferas. Dispõe de ramos ramos espinhosos, que podem chegar até aos cinco metros.

No que toca às folhas, não possuem de acúleos, mas contam com 3 a 7 folíolos suborbiculares de feitio ovado ou obtuso, que costumam ter uma margem serrilhada, com a página superior da folha de tacto áspero e coloração brilhante e garrida, ao passo que o verso tende a ser pubescente e glanduloso.

Tanto o pecíolo, que tem apêndices laminares na base, como a ráquis contam com algumas glândulas e pequenos acúleos, estando ambos inçados de pêlos fracos e densos.

Esta planta floresce na Primavera de Maio a Junho. Com efeito, as flores medem entre 6 a 9 centímetros de diâmetro, podem ter brácteas e caracterizam-se pelo perfume forte e fragrante que exalam. Os pedicelos das flores são de orientação vertical e revestem-se de sedas. As sépalas são de formato oval ou lanceolado, ao passo que as pétalas sobressaem pela sua coloração rosada, podendo assumir uma disposição em camada ou dobradas. Relativamente às anteras dos estames, costumam ter um formato recurvo.

Os frutos, dão pelo nome de «cinarrodos», têm um feitio globoso, são vermelhos, quando maduros, têm uma textura macia e revestem-se de penugem. Distribuição Não se sabe a sua origem geográfica exacta, porém, crê-se que possa provir do região do Cáucaso ou das costas do Mar Cáspio, onde cresce espontaneamente. Enquanto planta cultivado tem-se adaptado a todas as zonas temperadas do planeta, marcando presença no Centro e Sul da Europa, desde França até à Rússia e à Crimeia, ao Cáucaso, à Anatólia e no Irão.

Encontra-se naturalizada na Península Ibérica, na Córsega, na Sardenha, na Sicília e América do Norte.

Portugal Trata-se de uma espécie presente no território português, nomeadamente em Portugal Continental.

Mais concretamente, no que toca a Portugal Continental, encontra-se nas zonas do Centro-norte, do Centro-oeste calcário, do Centro-oeste arenoso, do Centro-oeste olissiponense, do Centro-oeste cintrano, do Centro-leste montanhoso, do Centro-leste de campina, do Centro-sul miocénico, do Centro-sul arrabidense, do Centro-sul plistocénico, do Sudeste setentrional, do Sudeste meridional, do Sudoeste setentrional, do Sudoeste meridional, do Sudoeste montanhoso, do Barrocal algarvio, do Barlavento, do Sotavento e das Berlengas.

Em termos de naturalidade é introduzida em ambas as regiões.

Ecologia Trata-se de uma espécie ruderal, que medra tanto em bosques e matas, como nas orlas de caminhos.

Protecção

Não se encontra protegida por legislação portuguesa ou da Comunidade Europeia. Taxonomia A Rosa Gallica foi descrita por Carlos Lineu e mencionada na publicação Species Plantarum 1: 492. 1753. Etimologia

Quanto ao nome genérico, Rosa, provém directa e inalteradamente do latim rosa, que por sua vez deriva do grego antigo rhódon, ambos com o mesmo significado que encerra hodiernamente de «rosa» ou «de flor da roseira».

O epíteto específico, gallica, também vem do latim e serve de alusão a França".En Epítetos Botánicos Variedades de cultivares thumb|right|Rosa vermelha R. gallica thumb|right|Rosa violeta R. gallica thumbnail|right|R. gallica var. officinalis 'Versicolor' (Rosa mundi)

Conhecem-se os seguintes cultivares e híbridos de R. gallica L. :

'Beau Narcisse' (Mielles <1824) 'Belle de Crécy' (Roeser 1836; withdrawn) 'Cardinal de Richelieu' (Parmentier <1847; withdrawn) - A genética desta rosa foi utilizada para produzir a primeira rosa azul 'Charles de Milles' (<1790) 'Complicata' 'Duc de Guiche' (<1810) 'Duchesse de Montebello' (Laffay 1824) 'Président de Sèze' 'Officinalis' 'Versicolor' ('Rosa mundi') 'Arbusto Toscana'

Usos As pétalas fragrantes desta flor são usadas para extrair de óleos usados na perfumaria e na culinária. São comestíveis, pelo que podem ser usadas na preparação de em saladas ou na confecção de doces, sob a forma de pétalas cristalizadas.

Também encontra utilidade enquanto elemento decorativo, em ramalhetes de flores secas.

Farmacologia Esta planta destaca-se pelas suas particulares propriedades adstrigentes e tónicas. Historicamente foi empregue na confecção de mezinhas, para tratar de gastrites e diarreias, foi também usada para fazer unguentos dadas as suas propriedades anti-hemorrágicas.

Rosa gallica - Checklist da Flora de Portugal (Continental, Açores e Madeira) - Sociedade Lusitana de Fitossociologia Checklist da Flora do Arquipélago da Madeira (Madeira, Porto Santo, Desertas e Selvagens) - Grupo de Botânica da Madeira Rosa gallica - Portal da Biodiversidade dos Açores Tropicos.org. Missouri Botanical Garden. 11 de janeiro de 2014 <http://www.tropicos.org/Name/27800151> Rosa gallica - The Plant List (2010). Version 1. Published on the Internet; http://www.theplantlist.org/ (consultado em 11 de janeiro de 2014). Rosa gallica - International Plant Names Index Castroviejo, S. (coord. gen.). 1986-2012. Flora iberica 1-8, 10-15, 17-18, 21. Real Jardín Botánico, CSIC, Madrid.

Ligações externas

Rosa gallica - Flora Digital de Portugal. jb.utad.pt/flora. Rosa gallica - Flora-on Rosa gallica - The Euro+Med PlantBase Rosa gallica - Flora Vascular Rosa gallica - Biodiversity Heritage Library - Bibliografia Rosa gallica - JSTOR Global Plants Rosa gallica - Flora Europaea Rosa gallica - NCBI Taxonomy Database Rosa gallica - Global Biodiversity Information Facility Rosa gallica - Encyclopedia of Life

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