right|thumb|180px|Uma inovação: perna robótica criada pela Air Muscles e construída pela The Shadow Robot Company Ltd. Inovação significa criar algo novo. A palavra é derivada do termo latino innovatio, e se refere a uma ideia, método ou objeto que é criado e que pouco se parece com padrões anteriores. Hoje, a palavra "inovação" é mais usada no contexto de ideias e invenções assim como a exploração econômica relacionada, sendo que inovação é invenção que chega no mercado. Atualmente, a separação entre inovação e produção é considerada fraca, às vezes tendendo a se mesclar e confundir com o passar do tempo.America's Advanced Industries: What They Are, Where They Are, and Why They Matter
De acordo com Christopher Freeman, inovação é o processo que inclui as atividades técnicas, concepção, desenvolvimento, gestão e que resulta na comercialização de novos (ou melhorados) produtos, ou na primeira utilização de novos (ou melhorados) processos.Francati Manual: Proposed Standard Practice for Surveys on Research and Experimental development;OCDE;2002
Inovação pode ser também definida como fazer mais com menos recursos, por permitir gamas de eficiência em processos, quer produtivos quer administrativos ou financeiros, quer na prestação de serviços, potencializar e ser motor de competitividade.
Inovação é um processo criativo, transformador, que promove ruptura paradigmática, mesmo que parcial, impactando positivamente a qualidade de vida e o desenvolvimento humano.
Para Werebe (1995), a expressão "inovar", por vezes, possui caráter valorativo, na medida em que significa - mudar para melhor, dar um aspecto novo, consertar, corrigir, adaptar a novas condições - algo que está superado, que é inadequado, obsoleto etc.
Segundo o Manual de Oslo (1990-1992-1997), inovação é a introdução de algo novo em qualquer atividade humana. A diversidade de significado de inovação dá-se pela abrangência de sua aplicação como vetor de desenvolvimento humano e melhoria da qualidade de vida.
Tipos
Inovação pode ser diferenciada em tipos de inovações, entre outros:Oslo Manual: The Measurement of Scientific and Technological Activities. Proposed Guidelines for Collecting and Interpreting Innovation Data;OCDE;Julho 2005 Inovação do produto (mais amplo: inovação tecnológica): introdução no mercado de novos ou significativamente melhorados produtos ou serviços. Inclui alterações significativas nas suas especificações técnicas, componentes, materiais, software incorporado, interface com o utilizador ou outras características funcionais; Inovação do processo: implementação de novos ou significativamente melhorados processos de produção ou logística de bens ou serviços. Inclui alterações significativas de técnicas, equipamentos ou software; Inovação organizacional: implementação de novos métodos organizacionais na prática do negócio, organização do trabalho e/ou relações externas; Inovação de marketing: implementação de novos métodos de marketing, envolvendo melhorias significativas no design do produto ou embalagem, preço, distribuição e promoção dos mesmos; Inovação Afetiva: Implementação de novos produtos, serviços, métodos que melhorem significativamente a conexão entre pessoas, possibilitando a humanização das relações e o desenvolvimento de soluções cooperativas.
Relativamente à inovação de serviços, Dantas considera que sofre de alguns constrangimentos, ao contrário da indústria, a começar pela natureza da atividade e por, normalmente, não haver um departamento e orçamento dedicados a esta área. O facto de os serviços serem facilmente imitáveis obriga as organizações que apostam na inovação a tentar ir buscar, de uma forma rápida, os custos do desenvolvimento, refletindo-os no preço do novo serviço, o que, por vezes, dificulta a sua adoção no mercado.
Além disso, e dependendo da origem, inovação pode ser distinguida entre Open Innovation (em português: inovação aberta) e o correspondente oposto Closed Innovation (inovação fechada). Closed Innovation refere-se ao processo de limitar o conhecimento ao uso interno de uma empresa e não fazer uso ou somente um pequeno uso do conhecimento exterior, enquanto a Open Innovation refere-se ao processo de usar, também, fontes e informações externas (como licenças, patentes etc.), melhorando a gestão do conhecimento e, entre outros, o conhecimento tácito da empresa, com o objetivo de acelerar o processo de inovações.
Classes A inovação tanto pode ocorrer por meio de uma ação perfeitamente planejada quanto por simples acaso. No entanto, empiricamente verifica-se que poucas inovações brotam do acaso. A maior parte das inovações, em especial as mais bem-sucedidas, resultam de uma busca consciente e intencional de oportunidades para inovar, dentro e fora da empresa. Tipicamente, as inovações podem acontecer pela ocorrência, conjunta ou isolada, de oito principais situações: em consequência de factos inesperados; por incongruências; por necessidade; por mudanças na indústria ou no mercado; mudanças demográficas; mudanças de percepção; novos conhecimentos; imposições legais ou regulamentares.
A inovação é fundamental, pois, através dela, as organizações tornam-se capazes de gerar riqueza contínua e, assim, manterem-se ou tornarem-se competitivas nos seus mercados. Contudo, na maioria dos casos, as empresas usam os concorrentes como base de referência para as suas próprias iniciativas de inovação. Com isso, as estratégias competitivas tendem a ser muito parecidas dentro de um mesmo mercado e apenas a empresa que se afasta do grupo competitivo de empresas, consegue cumprir seu papel de aumento de competitividade e consequente geração de riqueza. Para que se crie um ambiente corporativo propício à geração de inovação, é necessário que os líderes das organizações promovam a inovação, sendo que a melhor forma de o fazer é trabalhar para que os conceitos e estratégias de inovação sejam assimilados por todos os colaboradores, clientes e fornecedores. Isso, provavelmente, provocará a "contaminação" da cultura organizacional pelo "vírus" da inovação.
A inovação numa empresa ou organização, passível de gerar ou aumentar a competitividade da mesma, pode verificar-se a vários níveis, nomeadamente: produtos e serviços: desenvolvimento e comercialização de produtos ou serviços novos; processos: desenvolvimento de novos meios de fabricação ou de novas formas de prestação de serviços; negócios: desenvolvimento de novos negócios que forneçam vantagem competitiva e sustentável; gestão: desenvolvimento de novas estruturas de poder e liderança.
Como se observa, a inovação não ocorre apenas nos processos finais de fabricação: ela pode ocorrer em todo e qualquer ponto da organização. Não é apenas fazer coisas diferentes, mas, também, fazer as mesmas coisas de formas diferentes, criando, como refere Drucker(2002, p. 211), novos potenciais de satisfação. Mas que tipos de inovação existem? Segundo Simantob (2003, p. 20), as inovações podem ser classificadas em dois grandes grupos:
Inovação Radical ou de Ruptura
Este tipo de inovação caracteriza-se pela incessante busca, por parte da organização que a leva a cabo, de ruptura e quebra de paradigmas. Tipicamente, os princípios que regem as tecnologias de rupturas são os seguintes: As empresas dependem de clientes e investidores para obter recursos; Pequenos mercados não resolvem as necessidades de crescimento de grandes empresas; Mercados que não existem não podem ser analisados; Fornecimento de tecnologia pode não se igualar à procura do mercado.
Como tal, tipicamente, as empresas/organizações com maior potencial de levar a cabo inovação de rutura conducente ao aumento de competitividade são aquelas cujos clientes necessitam das tecnologias de rutura para fazer fluir os recursos, empresas/organizações pequenas o bastante para se entusiasmarem com ganhos modestos, empresas/organizações que, ao planejarem as inovações, consideram a possibilidade de fracasso, isto é, que pensam sobre os esforços iniciais em comercializar uma nova tecnologia de rutura como oportunidade de aprendizagem e garantir que essa aprendizagem seja assimilada pela base de conhecimento da empresa.
Inovação Incremental
Inovação incremental ou inovação por processo de melhoria contínua caracteriza-se por uma busca de aperfeiçoamento constante e gradual. Por norma, as empresas bem geridas são excelentes no desenvolvimento das tecnologias incrementais. Estas melhoram o desempenho dos seus produtos nas formas que realmente fazem a diferença junto dos seus clientes. Este facto, habitualmente, ocorre porque suas práticas de gestão estão baseadas nos seguintes princípios: "ouvir" os clientes; investir agressivamente em tecnologias que ofereçam, àqueles clientes, real satisfação das suas necessidades; focalizar os mercados maiores ao invés dos menores.
Este tipo de estratégia empresarial baseada na inovação incremental ou de melhoria contínua permite, às empresas que a praticam, relativamente aos seus pares, praticar margens mais elevadas.
Características Existe um conjunto de características inerentes ao conceito de inovação que vão definir a sua eficácia: gestão da oportunidade, risco e mudança: a inovação é imprevisível, com elevado risco associado. Pode, também, ter grandes custos associados. Deve, por isso, haver um acompanhamento de perto da inovação, quer de bens ou serviços, ou processos produtivos, de forma a evitar fracassos e riscos não calculados; a localização de meios técnicos e humanos é fundamental para um perfeito desenvolvimento, que leve a uma transferência da inovação para os locais corretos da sua aceitação e utilização. Inovação fora de timing ou de local pode originar a falha de todo um processo; interação com consumidor: procura de novos nichos de mercado faz com que seja necessário pesar bem custos, benefícios e timing para se envolver consumidores nos processos de inovação, para dessa forma potenciar o sucesso da mesma ao levar-se em conta o interesse do consumidor; resistência cultural à mudança: havendo predisposição para a mudança o sucesso de inovações será superior. Deve haver pressão na gestão da inovação para prevenir rigidez na forma de pensar e haver atitudes permeáveis há existência de ambientes propícios à inovação e mudança; desenvolvimento de novos negócios: inovação faz com que empresas se afastem da estabilidade e controlo, da sua zona de conforto, desviando-as dos seus processos normais de steady-state. Recursos usados na inovação são usados na possível criação de novos produtos e possivelmente novas áreas de negócio, mas que tem risco associado e podem não ter no futuro não ter o retorno esperado. Logo, existe um custo de oportunidade associado.
Economia No contexto da ciência econômica, a palavra inovação foi introduzida pelo economista austríaco Joseph Schumpeter (Teoria do Desenvolvimento Econômico) na sua obra Business Cycles, de 1939. Em Capitalismo, Socialismo e Democracia (1942), ele descreve o processo de inovação, a chamada destruição criadora. Para muitos, Schumpeter é considerado o pai da inovação como uma disciplina, que faz já parte do currículo de muitas e prestigiadas universidades.
Segundo o autor, a razão para que a economia saia de um estado de equilíbrio e entre em um processo de expansão é o surgimento de alguma inovação, do ponto de vista econômico, que altere consideravelmente as condições prévias de equilíbrio.
Exemplos de inovações que alteram o estado de equilíbrio são: a introdução de um novo bem no mercado, a descoberta de um novo método de produção ou de comercialização de mercadorias; a conquista de novas fontes de matérias-primas, ou, por fim, a alteração da estrutura de mercado vigente, como a quebra de um monopólio. A introdução de uma inovação no sistema econômico é chamada por Schumpeter de ato empreendedor, realizada pelo empresário empreendedor, visando a obtenção de um lucro.
Inovação na Empresa